Resenha: Todos Os Clichês De Lady Olivia - Beatriz L. Matero

30.11.18


 Londres, 1880
Lady Olivia estava perfeitamente satisfeita com sua rotina como dama de companhia. Aos 23 anos, a jovem do século XIX, desejava apenas uma coisa: possuir dinheiro suficiente para um dia abrir sua própria escola e trabalhar como preceptora.
Portanto, quando surgem os rumores de que seu falecido pai, o antecessor Duque de Winterfell, deixou um tesouro escondido em sua antiga propriedade, Liv não hesita em invadir a casa de infância e vasculhar todos os recôncavos do local em um plano que ela acreditava ser infalível até o enigmático Lorde Theodoro Balti surgir em seu campo de visão.

 Brasil, Dias Atuais
No auge de seus 26 anos, Theo nunca imaginou que – em uma fatídica tarde de terça-feira – ao vasculhar o computador da irmã e modificar o desfecho de um romance de época escrito pela caçula, ele seria envolvido por uma assustadora escuridão e transportado até o universo fictício, como punição por alterar o final feliz de tal livro.
Agora o rapaz, preso em uma Londres iluminada apenas a luz de velas, deverá seguir todos os clichês do gênero para retornar até a sua realidade. Perdido entre carruagens, bailes e os dourados olhos de Lady Olivia, Theodoro Balti precisará ajudar a protagonista da obra a alcançar seu final feliz, enquanto tenta resistir ao clichê mais difícil de não apaixonar-se pela dama
  Adivinha só quem anda por aí escrevendo romance de época desconstruído?


 Lembro-me como se fosse ontem o dia no qual ao abrir um livro da Julia Quinn, uma estranha ideia surgiu entre meus pensamentos: "Será que existe algum ser superior que obriga todas as autoras de romances de época a seguirem esse amontoado de clichê sem sentido? O que aconteceria caso alguém resolvesse escrever algo que fugisse do tradicional?"
 E eis então que 12 meses depois, "Todos Os Clichês de Lady Olivia" finalmente encontrou seu lugar entre os ebooks disponíveis na Amazon e Kindle Unlimited - é, a propaganda aqui será descarada.
 Mas nem tudo durante essa trajetória de produzir um livro foram flores. Ter uma ideia e transmiti-lá para o papel, são conceitos completamente opostos. E durante um ano, minha vida basicamente resumiu-se as imagens abaixo:



 Escrever é difícil? Não consideraria essa a palavra adequada para expressar meus sentimentos. A escrita, independente do gênero, é para mim como montar um quebra-cabeça. Você já conhece as instruções, as peças estão todas a sua frente, resta agora descobrir como cada uma delas se encaixa de modo a formar a imagem completa - sinta essa filosofia profunda.
 É por esse exato motivo que meu computador ficou repleto de rascunhos e ideias inacabadas da mesma história. Isso, até encontrar meu menino Theodoro para protagonizar a narrativa - modéstia a parte, Theo possui um cômodo mobiliado dentro do meu coração - e sua garota Olivia para acompanhar suas aventuras. Uma vez decidido os personagens principais e a trama central, o resto tornou-se a melhor parte do processo criativo.
 Pode-se dizer que imaginar diálogos de seres fictícios, deixou minhas noites de insônia extremamente mais produtivas. A cada segundo do dia, era como se uma rádio tivesse sido ligada entre meus pensamentos e de repente, lá estava eu arquitetando como Theodoro sairia daquele universo fictício ou ouvindo Olivia reclamar de alguma coisa estapafúrdia a qual seu moderno mocinho estava proclamando.
 A escrita esse ano, veio ocupar um papel que a leitura não foi capaz de fazer: distrair-me. Ter a certeza de que todos os dias encontraria esse universo a minha espera, simplesmente ao ligar o computador, marcou um refúgio prazeroso entre os meus dias, dando-me algo agradável com o que me preocupar.
 Desde a escrita de contos curtos como "Baile Espectral" - o qual também está disponível na Amazon, Kindle Unlimited e cujos personagens fazem um crossover com essa nova obra - até a produção de um trabalho mais substancial como esse, cada um desses textos fez-me pensar fora da minha zona de conforto, além de ajudar-me a entender um pouco melhor como funciona esse universo literário ao analisá-lo agora do lado oposto àquele de mera leitora.
 Apesar de ter gostado do resultado final de tudo aquilo que já escrevi, dúvidas e incertezas ainda pairam em minha mente, como quando relembro-me de algum momento embaraçoso de infância, ou finalmente penso em uma frase ótima que poderia ter utilizado em algum argumento antigo. Entretanto, esse texto/carta ao leitor estranha, não tem a intenção de enaltecer meus fatos ou menosprezar minhas proezas - aliás, nem cabe a mim essa função.  
 Como já dizia minha professora de literatura no colégio, tanto a leitura, quanto a escrita, são atividades completamente subjetivas. Mas, se Theodoro e Olivia forem capazes de trazerem ao menos um sorriso em seu rosto - caro leitor - considero então minha pequena trajetória como escritora, uma missão cumprida. 
 E apesar de ter adorado essa frase final como forma de despedida, devo lembrá-lo que você também pode ajudar um autor desconhecido - oi \o/ - ao adicionar suas obras no Skoob. Além disso, o Kindle Unlimited pode ser testado de graça durante o primeiro mês - vou deixar todos os links úteis no final desse texto.
 Agora, como já diziam os Teletubies - chegou a hora de dar tchau.



Links Úteis
Compre a obra:


Conheça outros títulos do autor: https://amzn.to/2zv3fIn
Adicione a obra no Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/831582ED836322
Teste o Kindle Unlimited: https://amzn.to/2TQkufB

Leia Também

0 comentários