Resenha: A Duquesa Feia (Contos de Fadas #3) - Eloisa James

22.9.18


 "A Duquesa Feia" narra a estória de Theodora Saxby, uma debutante rica, porém feia perante os padrões da sociedade. Após a morte de seu pai, Theo passou a ser tutelada pelo pai de James Ryburn e juntos os dois protagonistas dessa narrativa crescem unidos até tornarem-se jovem adultos com os hormônios à flor da pele.
 Sem qualquer pensamento amoroso com relação a garota que morou em sua casa desde pequena, James é surpreendido ao ver-se obrigado a casar-se com a moça, pois seu pai basicamente levou a menina a falência utilizando o dinheiro de seu dote para cobrir suas infinitas dívidas.
 Lutando contra o senso de honra e a amizade com Theo, James acaba pedindo-a em casamento. Afinal, após beijar a menina, ele descobre que - ao contrário do que pensava - já nutria sentimentos pela amiga.
 O que o pobre rapaz não esperava era que Theodora descobrisse as artimanhas do pai (já repeti a palavra "pai" umas quinhentas mil vezes aqui, relevem) e abandonasse-o ao deus-dará. Agora, o que a sinopse do livro não nos conta, é que Theo e James passam quase sete anos separados e meio que vários nadas acontecem durante esse tempo - socorro.
 Portanto, quando o homem retorna para a vida de Theo e descobre que o famoso "patinho feio" transformou-se em um "cisne", ele não medirá esforços para ter a esposa em seus braços novamente.
 Esse não é meu primeiro contato com a escrita de Eloisa James, em algum lugar nos arquivos desse blog será possível encontrar uma resenha de algum livro da autora o qual, infelizmente na época, não me conquistou muito.
 Esperava que ao ler "A Duquesa Feia" minha opinião sobre a escritora passasse a ser positiva. Mas, também não foi dessa vez que Eloisa James ganha uma fã.
 Apesar de ter uma boa escrita, desde o início de sua narrativa relutei em simpatizar com seus personagens, principalmente Theo, a qual por ser muito jovenzinha comportava-se de maneira adolescente demais tentando sensualizar geral nos bailes ao exibir seus decotes e cabelos desarrumados.
 Não esperava que os protagonistas se conhecessem desde a infância e ao ser surpreendida com esse fato, confesso que a construção da amizade entre esses dois não me convenceu em nenhum momento da narrativa.
 O início do livro, o qual resume-se ao pedido de casamento e a parte mais açucarada do romance, ficou um pouco novela mexicana "Rebelde" demais para mim. Onde Diego vai lá, faz uma aposta com os amigos, conquista Roberta, eles se apaixonam, ela descobre a verdade e eles terminam (diga sua idade sem utilizar números e agora reza para ter alguém da geração RBD entre os leitores dessa resenha, senão a analogia vai para o espaço).
 Enfim, o começo foi fraquinho e depois que Theo descobre toda verdade a autora se alonga na descrição do passar dos anos e o leitor vai perdendo o interesse no meio do caminho, principalmente por saber o que irá acontecer após o retorno de James.
 E nada melhora muito quando ele volta também. O retorno do mocinho - 85 anos depois - fazendo um cosplay de Jack Sparrow e dizendo frases chavões infalíveis de conquista, ganhando novamente o amor de Theo em menos de 50 páginas, decepciona mais ainda.
 Nem ao menos, um pequenino conflito ou um clímax a obra possui. Theodora simplesmente encarna o verdadeiro meme andante do Galvão Bueno na Copa, o qual repetia de cinco em cinco minutos a infame frase do: "aperta que ele(a) confessa". Por que, sério, era basicamente isso o que o mocinho fazia quando queria ter intimidades com a garota.
 Portanto, apesar de gostar da escrita autora nessa obra, a falta de elementos narrativos assassinou seu próprio livro. Quem sabe na próxima eu não dê mais sorte?


Classificação: 2.5 de 5 estrelas.

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Edição Nacional - A Duquesa Feia

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