Resenha: A Court Of Wings And Ruins | Corte De Asas E Ruína (A Court Of Thorns And Roses #3) - Sarah J. Maas

2.6.17


 "A Court Of Wings And Ruins" deveria ser renomeado para "A Court Of Ruining My Life", porque eu estou literalmente destruída com o final dessa trilogia (alguém, por favor, chama o Cassian para ele pegar meu corpo estirado lá no chão, porque só um guerreiro Illyrian conseguirá me salvar).
 Em seu terceiro e último livro sobre Feyre Archeron, o leitor irá acompanhar a batalha final entre os seres feéricos versus o famoso Rei de Hybern. Repleto de guerras, alianças inesperadas e muito romance; Sarah J. Maas criou o desfecho perfeito para essa primeira etapa de sua saga (afinal, para nossa alegria, outros livros ambientados nesse universo maravilhoso serão publicados nos próximos anos \o/).
 Agora, é impossível comentar sobre esse livro sem deixar escapar spoilers. Portanto, só prossiga na leitura dessa resenha caso você já tenha terminado de ler ACOWAR (ACOWAR = A Court Of Wings And Ruins). Desde já peço desculpas pelos inúmeros surtos psicóticos e as malucas teorias da conspiração que aparecerão nos próximos parágrafos, afinal enlouquecer de vez em quando com a vida de personagens fictícios faz parte da rotina de qualquer leitor.
 Enfim, depois do meu leve desapontamento com ACOMAF (ACOMAF = A Court Of Mist And Fury), não criei grandes expectativas para o desfecho dessa trilogia. Não estava muito empolgada em ler capítulos e mais capítulos sobre Rhys sendo o Sr. Perfeitinho enquanto Feyre ficava na Corte da Primavera fazendo-se sabe lá o quê.
 Então, eu fiquei extremamente agradecida quando Sarah J. Maas não criou nenhum triângulo amoroso entre Rhys/Feyre/Tamlin, durante a estadia da garota na Corte de seu antigo amante. Porém, isso não quer dizer que esses capítulos iniciais foram perfeitos.
 Logo no início da obra vemos Feyre toda poderosa buscando vingança e informações para destruir Tamlin e sua Corte. Algumas cenas aqui foram bem desnecessárias, como por exemplo o momento no qual ela resolveu brilhar mais do que Edward Cullen no sol durante a festa de solstício só para irritar Ianthe. Até mesmo os momentos nos quais ela aproximou-se de Lucien para causar ciúmes em Tamlin foram dispensáveis.
 Não vi grande utilidade na estadia da garota na Corte da Primavera e o livro só "entrou nos eixos" quando nossa heroína retornou para Rhys e começou a interagir com todos os outros personagens que nós já amamos e conhecemos. Sendo as irmãs Archerons, as grandes revelações dessa obra (se isso fosse uma premiação, esse troféu já seria delas).
 Nesta e Elain eram as personagens secundárias que não faziam muita diferença no enredo dessa trilogia. Até serem transformadas em fadas eu não conseguia nem distinguir uma da outra (me julguem). Porém, Nesta simplesmente transformou-se na verdadeira protagonista dessa obra e eu passei a ama-lá como nunca amei Feyre (*enxuga as lágrimas com um lencinho*).
 Tudo nessa obra ficou melhor por causa de Nesta: os diálogos; as lutas e até mesmo o romance. Foi o primeiro livro da trilogia que eu ansiava em ler as cenas cotidianas entre os personagens, tamanha perfeição era a interação entre eles (consegui até me divertir nesses capítulos, fato inédito em livros da Sarah J. Maas).
 Durante o encontro com os líderes de todas as cortes, Nesta fez o discurso mais impactante (aliás, essa cena estava digna de programa sensacionalista da tarde, até revelação de paternidade aconteceu). Na luta final, Nesta e Elain mataram o Rei de Hybern. No quesito romance, Nesta e Cassian foram o casal mais perfeito que o universo literário já presenciou. E assim sucessivamente Nesta foi roubando a cena de todos.
 Há anos eu não ficava tão obcecada com um casal fictício, como fiquei com Nesta e Cassian. Todas as interações entre eles me levaram literalmente à beira da loucura. A cena final na qual um iria se sacrificar pelo outro, destruiu todo meu psicológico e emocional. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores romances já criados pela Sarah J. Maas, nem Feyre e Rhys chegam perto da impecabilidade desse casal.

"Cassian grunted in pain, but lifted his bloodied hands—to cup her face. “I have no regrets in my life, but this.” His voice shook with every word. “That we did not have time. That I did not have time with you, Nesta.”
She didn’t stop him as he leaned up and kissed her—lightly. As much as he could manage.
Cassian said softly, brushing away the tear that streaked down her face, “I will find you again in the next world—the next life. And we will have that time. I promise.”
The King of Hybern stepped into that clearing, dark power wafting from his fingertips.
And even the Cauldron seemed to pause in surprise—surprise or some … feeling as Nesta looked at the king with death twining around his hands, then down at Cassian.
And covered Cassian’s body with her own.
Cassian went still—then his hand slid over her back.
Together. They’d go together."

 Sinceramente, se o próximo livro não for intitulado "A Court Of Nesta And Cassian" e a Sarah J. Maas não fizer esses dois serem mates eu tiro meu passaporte para ter uma conversa cara-a-cara com a autora, porque ela está proibida de fazer essa sacanagem com os meus sentimentos.
 Já aproveitando o tópico sobre casais, vamos conversar sobre Lucien e Elain. Quando Feyre levou Lucien com ela de volta para Velaris, fiquei empolgadíssima só imaginando o que iria acontecer entre ele e a tímida Elain.
 Eis então que os dois quase nem conversam e Lucien logo arruma as malas para procurar uma rainha perdida que ajudaria na guerra final (bate o livro na cara). Não nego que fiquei desapontada. Portanto, Elain ficou lá sozinha, lidando com suas visões (a propósito, super legal ela ter se transformado em vidente) e sua tristeza por perder seu noivo humano.
 Quem melhor para aproximar-se da garota do que o sensível Azriel?! No final da obra, ele já estava salvando ela de situações inusitadas e até mesmo emprestando suas armas pessoais para que a moça pudesse se defender na guerra. Meu coração ficou então dividido, principalmente após a revelação de Mor sobre sua sexualidade.
 Pobre Azriel, está preso na friendzone há 500 anos, nada mais justo ele finalmente encontrar uma mocinha para chamar de sua. Se nos próximos livros a autora fizer um triângulo amoroso entre Lucien/Elain/Azriel, confesso que minha torcida será para o guerreiro (not even ashamed).
 Novamente, o único casal que não me emocionou muito foi Feyre e Rhys, porém eu consegui gostar e me importar mais com eles no decorrer dessa obra. As cenas deles juntos foram até que bonitinhas e era notável o amadurecimento no relacionamento do casal. Individualmente eles também foram personagens agradáveis de acompanhar, o que deixou a leitura bem fluída, tendo em vista que a narrativa era executada através do ponto de vista de Feyre.
 Fica registrado aqui uma breve menção honrosa sobre Amren e Varin, que também protagonizaram um breve e meigo romance. 
 Agora chega de amor e vamos falar sobre a guerra (afinal, esse era o foco do livro). O combate final talvez foi mais longo do que o esperado, já que os ataques do Rei Hybern começam lá pelo meio da narrativa e estendem-se até o desfecho da obra. As melhores partes da lutam foram: Elain enfiando a adaga na garganta do Rei e Nesta terminando de decapitá-lo + Rhys e Feyre desconstruindo/construindo novamente o Caldeirão.
 Fiquei infinitamente feliz pelo fato de ninguém ter morrido nesse livro, pois meu coração sensível não estava preparado para a morte de mais nenhum ser fictício (verdade seja dita, a morte do pai das garotas Archeron foi indiferente na minha vida). 
 E apesar desse livro ter deixado inúmeras questões a serem respondidas e a Sarah J. Maas nunca ter resolvido direito a vida de Tamlin (até hoje me sinto manipulada pela autora à odiar esse personagem), eu serei incapaz de classificar a obra com menos de 5 estrelas (leia-se: Nesta e Cassian merecem todas as estrelas de Velaris).
 Estou ansiosíssima para ler os outros livros dessa série e descobrir a estória por trás de todos esses casais e personagens secundários. Conclui-se então que ACOWAR foi o melhor livro dessa trilogia, seguido por ACOTAR em segundo lugar e ACOMAF na terceira e última colocação (sintam o poder de Nesta e Cassian nesse ranking).
 Depois desse livro, não resta dúvida nenhuma de que Sarah J. Maas é minha diva eterna e eu lerei até livro de receita culinária escrito por ela (cause she is that good). Agora partiu curtir ressaca literária enquanto aguardamos o lançamento dos outros livros dessa série (é nessas horas que a invenção da máquina do tempo faz uma enorme falta em nossas vidas).

“Only you can decide what breaks you, Cursebreaker. Only you.”


Leia Também

0 comentários