cassandra clare

Resenha: Cidade Do Fogo Celestial (Os Instrumentos Mortais #6) - Cassandra Clare

26.4.17

Avisos: 
- Essa resenha terá todo tipo de spoiler possível e imaginável portanto, se você não leu a trilogia "As Peças Infernais" ou a série completa de "Os Instrumentos Mortais" recomendo não prosseguir na leitura desse texto (porém, acredito que nessa altura do campeonato todos no universo já leram esses livros);
2º - Pretendo nesse texto fazer um apanhado geral da série "Os Instrumentos Mortais", então não realizarei propriamente uma resenha sobre "Cidade Do Fogo Celestial". Minha intenção é ficar desabafando sobre as aventuras e percalços ocorridos no decorrer da leitura desses seis livros + o que eu achei de cada um deles (desde já, peço desculpas antecipadas por todo o sentimentalismo que envolverá essa resenha);
3º -  Agora chega de enrolação e vamos logo começar esse texto depressivo de despedida.

 Inicialmente tive uma dificuldade enorme em ler a trilogia principal dessa série da Cassandra Clare (composta pelos livros: "Cidade dos Ossos"; "Cidade das Cinzas" e "Cidade de Vidro"). Até hoje acredito que as inúmeras adaptações cinematográficas estragaram totalmente as surpresas dos três primeiros livros, pois após assistir ao filme e a série de televisão, foi impossível surpreender-me com o enredo de Clare ou encontrar alguma novidade em sua estória.
 Então quando no ano passado resolvi retomar a leitura de "Cidade das Cinzas", encontrei outro problema chamado: expectativa versus realidade. Havia lido "Cidade dos Ossos" aos 17 anos de idade, então minha visão sobre essa série estava marcada pelo ar da juventude e inocência dos meus anos de adolescente feliz (sintam minha amargura agora).
 Portanto, pode-se dizer que tive um verdadeiro "choque de realidade", já que ao ler o 2º volume dessa série, acabei descobrindo que ela não era tudo aquilo que eu havia imaginado (agora entendemos porque Peter Pan não queria crescer). "Cidade das Cinzas" era bem juvenil e datado. Tínhamos o famoso triângulo amoroso + vampiros e lobisomens que eram características e personagens obrigatórias de todos os livros jovem adulto daquela época a qual gosto de intitular: "A Era Crepúsculo" (Stephanie Meyer deixou um amplo legado em meados de 2008).
 Portanto, não vou negar que me desapontei bastante com esse livro e os personagens principais dessa série. Clary e Jace tiraram-me do sério com sua rebeldia adolescente. Porém, coisas boas saíram da leitura de "Cidade das Cinzas", como por exemplo Simon + Alec + Izzy, os personagens secundários mais legais da narrativa.

favoritos

Resenha: Herdeira do Fogo (Throne Of Glass #3) - Sarah J. Maas

13.4.17

*recado não pertinente a resenha: meu antigo instagram literário sofreu alguns problemas, portanto sigam o novo ig @beahreads para acompanhar as postagens do blog*

 Foi impossível ficar inume as diversas resenhas negativas que "Herdeira do Fogo" recebeu desde seu lançamento. Tanto no Goodreads, quanto no Skoob eram inúmeros os leitores insatisfeitos com o novo rumo que a estória seguiu nesse terceiro volume da série.
 E essa foi a principal razão pela qual demorei tanto tempo para ler esse livro (sim, sou facilmente influenciável). Já com as expectativas baixas, resolvi encarar "Herdeira do Fogo" e ao finalizar a leitura conclui que realmente eu e a internet temos opiniões extremamente distintas com relação aos livros da Sarah J. Maas (spoiler alert: eu amei esse livro).
 É desnecessário dizer que essa resenha terá spoilers, pois é difícil comentar sobre a continuação de uma saga sem se aprofundar em alguns tópicos. Porém, ao final desse texto, deixarei todos os links dos livros resenhados dessa série, para vocês conferirem meus textos e opiniões.
 Em "Herdeira de Fogo" o leitor encontra Celaena já em Wendlyn, toda desgostosa da vida após as inúmeras mortes que ocorreram em "Coroa da Meia-Noite" (lembrando sempre que essa viagem fazia parte do plano de Chaol, na intenção de ajudar a moça e afastá-la do Rei de Adarlan).
 Após ser enviada à esse novo reino com a missão de matar a família real, Celaena encontra-se sem rumo na vida até que um dia, aparece um guerreiro forte e musculoso com a tarefa de levar a garota para encontrar-se com Maeve, também conhecida como "Rainha das Fadas" e tia de Celaena (momento revelação).
 Lá chegando, nossa protagonista descobre que para obter as respostas às suas perguntas, ela terá que passar por um treinamento intensivo com Rowan (o fortão que a levou até Maeve). Então, só após ganhar a aprovação do rapaz, ela poderá encontrar-se novamente com Maeve (como diz Coldplay: nobody said it was easy).
 E assim resume-se a estória de Celaena nesse livro. Paralelamente ao seu enredo, é inserido na narrativa capítulos a respeito de todos os personagens que permaneceram no Castelo de Vidro. Portanto, o leitor também explora outros acontecimentos, como Dorian tentando controlar sua magia; Chaol fazendo o que ele faz de melhor: bagunça e confusão e assim sucessivamente.
 Não bastasse termos essas três perspectivas distintas, a autora também inseriu novos personagens, com estórias separadas do trio original. Logo temos: Aedion que é outro parente perdido de Celaena; Sorscha que é a curandeira que namorou Dorian e por último Manon que é a bruxa do mal.

nina lacour

Resenha: Estamos Bem (We Are Okay) - Nina LaCour

1.4.17


"When I think of all of us then, I see how we were in danger. Not because of the drinking or the sex or the hour of the night. But because we were so innocent and we didn't even know it. There's no way of getting it back. The confidence. The easy laughter. The sensation of having left home only for a little while. Of having a home to return to. We were innocent enough to think that our lives were what we thought they were (...)"

 Então, deixei-me levar pelo hype envolvendo a obra de Nina LaCour e me dei mal (quem nunca?). Como sempre, antes das críticas, vamos ao pequenino resumo do livro.
 Em "We Are Okay" temos a estória de Marin, uma jovem de aproximadamente dezoito anos que após a morte de seu avô some de sua cidade natal sem deixar rastros. Agora, após uns quatro meses de seu repentino desaparecimento, a garota deve enfrentar a realidade de sua antiga vida, ao receber a inesperada visita de sua amiga Mabel.
 Morando basicamente em um prédio dentro do campus de sua faculdade em Nova York, Marin encontra-se em uma situação delicada ao ver todos os alunos abandonarem seus dormitórios para passarem as festas de fim de ano com seus familiares. Não bastasse o constante medo de enfrentar Mabel, a moça também começa a questionar todos os acontecimentos de sua vida ao encontrar-se completamente sozinha em plena véspera de natal.
 Com uma sinopse extremamente simples, a obra de Nina LaCour tem como objetivo levar o leitor em uma verdadeira viagem psicológica dentro da mente de Marin, porém é justamente nesse quesito que o livro falha em sua execução.