cassandra clare

Resenha: Cidade das Cinzas (Os Instrumentos Mortais #2) - Cassandra Clare

25.7.16

*contém spoilers de "Cidade dos Ossos"*

 O que dizer desse livro que provavelmente metade do mundo já leu (comentou, surtou, amou ou odiou) e eu sou a única que chegou atrasada para a festa?
 "Cidade das Cinzas" é o segundo volume da série "Os Instrumentos Mortais" de Cassandra Clare e como uma boa leitora, após ter lido "Cidade dos Ossos" em 2010, resolvi que já estava na hora de dar continuidade nessa saga (porque eu também quero muito saber o que irá acontecer na outra temporada de "Shadowhunter", me julguem).
 Depois de já ter sido bombardeada com adaptações cinematográficas, fiquei surpresa em descobrir o quanto a escrita da autora, seu universo e personagens são bem diferentes de tudo aquilo que eu já havia visto no cinema/televisão. Portanto gostei e desgostei de várias coisas durante a leitura, mas antes de começar com as críticas vamos ao pequeno resumo da obra.
 No segundo livro da série, Cassandra Clare explora as estranhas mortes de várias criaturas do Submundo que possivelmente estavam sendo assassinadas por Valentim, já que o vilão-mor dessa série conseguiu roubar o segundo Instrumento Mortal para ficar ainda mais poderoso e imbatível em seus planos de dominar o mundo (mentira, ele só planejava destruir os seres do Submundo, mas o cara se acha tanto que deve até ter pensado em dominação global).
 Além do enredo principal, o leitor também tem que lidar com todo o dramalhão mexicano de hermano perdido entre Clary e Jace, e alguns outros romances e dilemas dos personagens secundários. 
 Agora, se você gosta muito de Clary e Jace, saia imediatamente dessa resenha porque eu irei falar mal deles (fazer fofoca, dar palpite e ainda tirar sarro de seus comportamentos). Se você também não leu "Cidade das Cinzas" é hora de dizermos adeus, pois daqui para baixo essa resenha terá spoilers (pronto, agora tá todo mundo avisado).

tag

Taylor Swift - Book Tag

21.7.16


 É uma verdade universalmente reconhecida que você em algum momento da sua vida já cantarolou músicas da Taylor Swift. Quem não saiu por ai com o refrão de "Shake It Off" grudado no cérebro, dando pulinhos pela casa enquanto fazia alguma atividade corriqueira? Quem não fica stalkeando a cantora, pensando quais músicas ela irá compor baseado em seu novo rompimento amoroso? 
 Desculpe-me se você não simpatiza tanto assim com a cantora, mas verdade seja dita, sou fã das músicas de Taylor Swift desde 2008 e seus álbuns tornaram-se trilha sonora de inúmeros livros que li desde então.
 Como estou na maior ressaca literária que o mundo já presenciou e visto que Taylor Swift está predominantemente na mídia durante esses últimos dias, resolvi responder essa tag para ver se consigo curar esse meu problema e também relembrar os sucessos do álbum "Red" que a cantora lançou em 2012 (e até hoje é o meu preferido).
 Sem mais delongas, vamos responder as perguntas.

Brodi Ashton

Resenha: My Lady Jane - Cynthia Hand, Brodi Ashton, Jodi Meadows

8.7.16


 Era uma vez, uma menina (a que vos escreve) desiludida com o universo literário, pois havia meses não encontrava um único livro agradável para ler. Já em estado de crise (beirando quase o desespero) essa garota descobriu (quase sem querer) o lançamento da obra "My Lady Jane" e após apaixonar-se pela capa e pelo enredo prometido pelas autoras, decidiu comprar o livro. E essa foi a melhor decisão da sua vida.
 Para não me perder em inúmeros elogios à essa obra, vamos tentar organizar essa resenha por partes e começar pela sinopse desse livro (lindo e maravilhoso). "My Lady Jane" é basicamente uma releitura da história verídica da rainha (flopada) Jane Grey, seu marido Gifford Dudley e seu primo (outro rei fracassado) Edward Tudor. Todos esses personagens, encontravam-se na Inglaterra Medieval no período onde a dinastia Tudor  dominava (ou pelo menos tentava) o mundo todo.
 Diferente do destino trágico e real dessas três figuras históricas (spoiler alert: na vida real eles morrem prematuramente), as autoras de "My Lady Jane" resolveram criar suas próprias versões cômicas e mágicas sobre os fatos que marcaram esse momento conturbado na história da Inglaterra.
 Então em nosso livro temos o Rei Edward, um menino de 16 anos que apresenta uma doença fatal e provavelmente irá morrer jovem, porém sua única preocupação no momento era beijar uma garota antes de falecer (#prioridades).
 Com um rei praticamente debilitado, seu fiel conselheiro Dudley, diz ao garoto que ele deve nomear imediatamente um sucessor ao trono, pois ele não poderia deixar a coroa para suas irmãs (porque no período medieval o terror da rapaziada era colocar as mulheres no poder). Então o garoto nomeia sua prima Jane como sucessora e a garota deve casar-se imediatamente com Gifford Dudley, para gerar o mais rápido possível um herdeiro do sexo masculino que possa governar o país.
 Jane não ficou nem um pouco empolgada com a notícia, já que a mocinha estava em um relacionamento sério com seus livros, porém a garota estava pronta para acatar com seu dever (sua mãe também não iria deixar a coitada desistir). O que nossa pobre Lady Jane ainda não sabia era que seu futuro marido, Gifford, era um Edian e passava todos os seus dias como um cavalo (what!?).
 Nesse universo (mágico e aloprado), as pessoas eram divididas entre aqueles que eram Edians e Verities. Edians eram seres que transformavam-se em animais (e na opinião de muitos moradores davam má fama à Inglaterra), já os Verities eram pessoas normais, como eu e você.
  Então agora, além de evitar seus trágicos destinos nossos protagonistas ainda teriam que lutar contra essa maldição que possivelmente era hereditária e conciliar suas vidas adolescentes com os inúmeros problemas que lhes eram apresentados (pois é, não tá fácil para ninguém).