Resenha: Princesa Mecânica (As Peças Infernais #3) - Cassandra Clare

20.5.16


 Chegou o esperado momento em que finalmente terminei a leitura de "Princesa Mecânica" by Cassandra Clare e eis que esse tempo todo eu estava certa sobre uma coisa: eu iria me decepcionar terrivelmente com o desfecho dessa trilogia (Spoiler Alert: vou reclamar muito sobre o triângulo amoroso).
 Se você não leu "Anjo Mecânico" ou "Príncipe Mecânico", recomendo imediatamente que não leia esse texto (também recomendo que você clique nos títulos dos livros acima, para ler minhas resenhas lindas e positivas sobre essas obras). Essa resenha terá spoilers e não será muito positiva, portanto se você também não leu "Princesa Mecânica" é hora de nos despedirmos. 
 Em suma, essa resenha é recomendável apenas para aqueles que já leram a trilogia completa. Apesar de não ter gostado muito desse terceiro livro, adorei seus antecessores e sendo assim fica aqui minha humilde sugestão para que todos vocês leiam essa trilogia, certo?
 Importante ressaltar que essa resenha é minha opinião sobre a obra, o que significa que ninguém é obrigado a concordar com meus pensamentos e teorias (e se preparem porque eu vou fazer uma espécie de desabafo sobre esse livro). Além disso essa resenha terá gifs (o/) para alegrar um pouco e diminuir o sarcasmo em minhas palavras (insira um emoji de carinha piscando). Avisos feitos, vamos ao que realmente interessa.
  "Princesa Mecânica" inicia-se com todos os problemas não resolvidos que ocorreram em "Príncipe Mecânico", vemos Gideon morando no Instituto após ter ido contra seu pai; Tessa e Jem continuam noivos; Charlotte está grávida e Cecily aparece na narrativa para complicar a vida do irmão Will.
 Até ai tudo bem, Cassandra Clare continua com seu jeito típico de escrever arrancando risadas do leitor logo no início da narrativa quando Gabriel aparece no Instituto dizendo que Benedict transformou-se em um verme. O pobre rapaz teve que aguentar Will chamando-o de Lightworm para o resto da eternidade.

“Father . . . ," Gabriel began. "Father is a worm."
Will gave a short laugh. He was in gear as if he had just come from the practice room, and his hair curled damply against his temples. He was not looking at Tessa, but she had grown used to that. Will hardly ever looked at her unless he had to. "It's good to see you've come round to our view of things, Gabriel, but this is an unusual way of announcing it."

 Gideon e Gabriel foram uma surpresa agradável nesse livro, durante vários momentos peguei-me torcendo pelos irmãos. Adorei quando Gideon pediu Sophie em casamento (<3) e fiquei extremamente feliz quando Gabriel escolheu apoiar Charlotte e unir-se ao lado branco da força.
 O inimigo número 1 de Will, também teve um importante papel na história de Cecily (que tornou-se uma das minhas personagens favoritas). A moça que resolveu mudar-se para o Instituto londrino com a intenção de trazer Will de volta ao lar, acabou adaptando-se a vida de "Caçadora de Sombras" e ainda conseguiu "fisgar" o rapaz Lightwood como namorado e futuro marido (high five Cecy).
 Realmente acredito que os personagens secundários tiveram histórias melhores do que o trio protagonista, porque de repente eu ansiava ler sobre seus problemas; suas infâncias; seus relacionamentos amorosos e etc. No final, essas tramas paralelas me conquistaram mais do que o enredo principal entre Jem-Tessa-Will e isso aconteceu pelo simples fato de que NÃO HAVIA UM TRIÂNGULO AMOROSO em nenhuma delas (estão sentindo qual foi meu problema com esse livro?).
 Antes de chegarmos a discussão sobre como eu quase escrevi um tweet pouco lisonjeiro para a autora, vamos apontar os outros pontos positivos dessa obra, como por exemplo: os robôs que ganharam alma de demônio e sairão fazendo o verdadeiro apocalipse pela cidade; a transformação de Tessa em anjo para matar Mortmain (aquela explosão de luz angelical no estilo Supernatural foi bem legal) e a invenção do portal mágico feita por Magnus e Henry foram alguns dos pontos altos desse livro.
 Agora como eu não aguento mais ser meiga e boazinha vamos discutir o que realmente importa: Aquele bendito desfecho no qual Tessa casa com Will; Will morre; o tempo passa e Tessa volta a namorar Jem. 


 Nunca senti a necessidade de usar gifs para expressar minhas emoções, mas nessa resenha eles tornaram-se inevitáveis, pois cada um deles exemplifica o turbilhão de emoções que senti lendo os capítulos finais dessa obra (nada melhor do que Friends e Supernatural para traduzir nossos sentimentos)
 Juro que faltou pouco para eu levantar da cadeira e bater com a minha cabeça na parede. Eu fiquei olhando para o livro durante uns cinco minutos tentando ver se era possível apagar da minha memória aquele infeliz epílogo.
 Deixem-me expor meu ponto de vista: Em 1º lugar eu adoro Jem e Will, os dois meninos apresentam ótimas qualidades físicas e mentais que conquistam facilmente qualquer garota e é compreensível que Tessa tenha dúvidas sobre qual garoto ela ama mais. Eu, em seu lugar, não pensaria muito e escolheria Will de olhos fechados (NOT EVEN ASHAMED). O que nos leva à 2ª consideração a ser feita: SOU TEAM WILL HERONDALE 4EVER.


 O fato de amar Will, não me fazia odiar Jem. O garoto Carstairs cortou meu coração quando começou a morrer e não existia mais remédio para curá-lo porque Mortmain havia pego todo o suprimento para chantagear Tessa a entregar-se à ele. Fiquei extremamente chateada pela iminente morte do rapaz e fiquei mais triste ainda quando descobri que ele havia se transformado em um Irmão do Silêncio, porque existir como um ser recluso de toda a humanidade não foi lá uma escolha perfeita.
 Jem abriu mão de tudo o que era e gostava, por uma chance de viver e quem sabe um dia encontrar uma cura definitiva para seu problema. Seu altruísmo foi recompensado quando lemos o epílogo da obra e descobrimos que ele conseguiu voltar a ser um Shadowhunter após 130 anos vivendo como um Irmão do Silêncio. 
 Fiquei feliz por essa vitória na vida do menino, porém quando ele e Tessa resolveram ficar juntos no final eu me decepcionei demais, pois achei que a autora não quis sair da sua zona de conforto e tomar uma posição dentro desse triângulo amoroso. Tive a sensação de que esse foi um desfecho fácil e bonitinho que Cassandra Clare criou para agradar ambos os leitores que eram Team Will ou Team Jem (vamos retomar o fato de que isso é minha opinião pessoal e praticamente ninguém na internet pensa assim, porque no Goodreads e no Skoob todos elogiam o desfecho. Então é preciso ler o livro para tomar um posicionamento próprio).
 Sempre tive problemas com triângulos amorosos porque não acredito que alguém consiga gostar IGUALMENTE de duas pessoas ao mesmo tempo, portanto quando Tessa diz à Jem no final do livro que nunca o deixou de amar, eu me senti incomodada por Will (aquela que toma as dores dos personagens fictícios). 
 Nada tira da minha cabeça que se Jem tivesse encontrado uma cura para sua doença, Tessa teria se casado com o rapaz, deixando Will fora de seu coração e mente. Mesmo a autora dizendo que a garota amava os dois na mesma proporção, sempre achei que Tessa pendia mais para o lado de James (sad but true).
 Então eu não consegui acreditar ou me emocionar quando a garota escolheu e casou-se com Will, porque tinha uma voz na minha cabeça que dizia: "lembra do Jem? ela também ama o Jem". Essa bendita vozinha irritante destruiu toda a emoção que o livro pretendia passar e me fez ficar bem irritada, pois não consegui comprar a ideia de que existe esse tipo de amor duplo e simultâneo.
 Se a obra tivesse acabado no capítulo 24 eu teria classificado-a com 4 estrelas, porém o epílogo destruiu toda minha escassa compreensão e paciência, portanto "Princesa Mecânica" ganha 3 de 5 estrelas, até porque, tinha esquecido de mencionar, Cassandra Clare matou Jessamine (the coolest girl ever).


 Portanto hoje aprendemos que: 1 - não tenho mais paciência para tentar entender pessoas que tendem a se apaixonar por 2 seres humanos ao mesmo tempo; 2 - o que me leva a banir livros com triângulos amorosos da lista de leitura (pelo menos até eu entrar em uma fase mais paz e amor da vida) e 3 - gifs realmente ajudam a expressar sentimentos de uma maneira legal na resenha, quem sabe num futuro próximo eles não apareçam por aqui de novo? Talvez eu use eles para escrever sobre a série "Os Instrumentos Mortais" que (com fé) eu irei ler ainda esse ano e que (com fé novamente) não terá o mesmo desfecho que "As Peças Infernais".



Classificação: 3 de 5 estrelas.

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1 comentários

  1. Olá!!
    Eu amo os livros da Cassandra, e comecei essa trilogia, mas não terminei. Acho que preciso reler para lembrar de alguns detalhes.
    Adorei a sua resenha <3

    Beijão
    Leitora Cretina

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