Resenha: Príncipe Mecânico (As Peças Infernais #2) - Cassandra Clare

9.3.16


 Em 1º lugar: Se você não leu "Anjo Mecânico" saia imediatamente dessa resenha e volte após a leitura da obra (clique no título do livro para ler minha humilde opinião sobre o primeiro volume dessa trilogia maravilhosa que todos deveriam ler).
 Em 2º lugar: Eu vou surtar em vários momentos da resenha, então preparem-se para momentos de grande histeria e fangirl. Avisos feitos e corações preparados, vamos ao breve resumo de "Príncipe Mecânico".
 Dando sequência aos múltiplos problemas enfrentados pelos membros do Instituto é a vez de Charlotte sofrer as consequências pelo fracasso na prisão do Magistrado e a fuga de Nate Gray que estava sob sua custódia. 
 O inimigo número um da moça, Benedict Lightwood, quer governar o Instituto londrino e portanto em uma reunião da Clave, o Cônsul resolve colocar um curto prazo para que os Caçadores de Sombras encontrem Mortmain. Caso eles falhem em sua missão, a direção do instituto passará à família Lightwood.
 Charlotte; Henry; Will; Jem e Tessa unem-se em uma busca pelo passado do Magistrado e descobrem que seu ódio pelos Shadowhunters envolve questões extremamente pessoais, porém nenhum desses motivos explicam a importância de Tessa em seu plano diabólico.
 Não bastasse a impossível tarefa de lidar com o criador dos monstros mecânicos, o leitor deve ainda sofrer com o enigma que ronda Will Herondale e suas inúmeras sessões com Magnus Bane para encontrar um demônio misterioso que aparentemente lançou uma maldição sobre o garoto.
 Adicione também a lista de inúmeros acontecimentos o desenvolvimento amoroso entre Tessa e Jem; o estranho comportamento noturno de Jessamine; os irmãos Lightwood que irão aparecer para render ótimas cenas e ainda por cima Cassandra Clare nos deu o prazer de ler um capítulo completo sobre um baile de máscara (LIFE IS NOW COMPLETE).
 Melhor do que "Anjo Mecânico", o segundo livro supera todas as expectativas. Com muito drama; revelações bombásticas e cenas de ação, Clare consegue "amarrar" todos os personagens e suas respectivas histórias de forma impecável.
  Como necessito ser uma pessoa feliz e expor os acontecimentos que mais gostei durante a leitura, sinto informar que a partir do parágrafo seguinte esta resenha terá spoilers.
 O início da narrativa já ganhou meu coração, pois eu adoro quando a autora coloca todos os personagens juntos em um mesmo lugar para resolverem os problemas apresentados. As cenas nas quais Jessamine; Tessa; Charlotte; Will; Jem; Henry e até mesmo Sophie se uniam para procurar pistas do paradeiro de Mortmain nos jornais e livros me lembravam as reuniões que a gang da Buffy costumava fazer na biblioteca da escola para caçar demônios (confissão número 1 dessa resenha: sou fã de Buffy a Caça-Vampiros, not even ashamed).
 A melhor parte de ler uma série ou trilogia é exatamente ter o prazer de ver a interação entre esses personagens que já são conhecidos e queridos por nós, portanto todos os momentos de piada interna (a cena sobre "Varíola Demoníaca" foi uma das mais hilariantes); os diálogos sarcásticos e o convívio diário entre todos do Instituto  dão o toque perfeito para a obra (além de serem a especialidade da autora).
 Dando continuidade no desenvolvimento do enredo, descobrimos que Will foi amaldiçoado por um demônio azul que ele não sabe o nome ou espécie, portanto Magnus fica conjurando monstros constantemente até Will finalmente confessar ao mago o motivo pelo qual ele precisa romper com a maldição.
 Acontece que Herondale em sua juventude libertou por acidente um demônio e o mesmo lançou uma praga no rapaz que consistia basicamente na morte de qualquer pessoa que um dia chegasse a amar William. 
 Então o garoto fugiu de casa e escondeu-se no Instituto para proteger todos de sua família (já que ele acreditava que sua irmã mais velha morreu devido a maldição) e consequentemente adotou a postura de um rapaz insensível com o mundo, afastando qualquer pessoa que pudesse vir a amá-lo (isso justifica a grosseria do moço com Tessa no final de "Anjo Mecânico").
 Depois de muitas buscas infundadas, Will finalmente encontra o demônio e descobre que a praga lançada era inexistente, uma vez que o monstro não tinha energia suficiente para tal façanha. Eis o único momento da narrativa em que questionei a inteligência de William, por que sinceramente todos amavam ele no Instituto (por mais frio e desumano que ele fosse), até mesmo Charlotte nutria um carinho intenso pelo garotinho que buscou seu amparo. IMPOSSÍVEL NÃO VER ISSO WILL! (nós leitores te amamos também, just so you know).
 Quando o moço finalmente descobre a mentira que modificou terrivelmente sua vida, ele resolve consertar os erros do passado com Tessa sem saber que agora já era TOO LITTLE TOO LATE (sai cantando a música da Jojo pela casa).
 O motivo da falida declaração de amor à Tessa foi resultado do noivado da moça com Jem. ISSO MESMO BRASIL, ELA FICOU NOIVA DE JEM. Enquanto Will passava noites em claro procurando um jeito de ser feliz com a Srta. Gray, a mesma ficava acordada dando beijos em James.
 O triângulo amoroso que deveria ser uma das partes mais irritantes desse livro (uma vez que eu não tenho mais paciência com essa história de "amar duas pessoas igualmente") acabou sendo tão bem elaborado e escrito que nem ódio ou raiva eu senti (pontos para Clare).
 O leitor consegue entender o motivo pelo qual Tessa e Jem ficam juntos e até mesmo engatam um noivado, o relacionamento deles foi bem desenvolvido e a garota Gray simplesmente seguiu em frente com a vida após levar um gigantesco fora de Will (Can you blame her?)
 Diferente dos triângulos amorosos que marcam os livros, não consegui odiar nenhum dos dois garotos e mesmo tendo um favoritismo por Will (team Herondale 4ever \o/) é impossível não amar Jem com toda sua sensibilidade e bondade. Independente de quem Tessa escolher no último livro eu só torço para os dois meninos serem felizes.
  Ainda no quesito relacionamentos temos Charlotte e Henry protagonizando o casal meigo. Fiquei emocionada com a cena na qual esses dois finalmente se acertam e descobrem que ambos se casaram por amor (#thefeels). Não houve um desfecho melhor do que a gravidez da moça para alegrar ainda mais a vitória de terem mantido o comando do Instituto.
 Saindo das questões amorosas, vamos a Jessamine. Sinceramente a Srta. Lovelace foi a revelação da obra. Traindo todo mundo do Instituto para casar-se com Nate, a garota surpreende o leitor com sua ingenuidade. Como fiquei apegada com seu personagem desde o início dessa trilogia não pude evitar ficar com pena da moça encarcerada no pior local possível.
 Sophie também encontrou seu lugar na narrativa e finalmente começou a superar o amor platônico por Jem ao encontrar Gideon Lightwood que entra no Instituto (junto de seu irmão Gabriel) para treinar as garotas. Os encontros furtivos dos dois e agora a estadia de Gideon irão definitivamente render ótimas histórias (It's your time to shine, Sophie).
 Apesar de todo o amor que senti por esse livro tirei 0,5 de sua classificação final, pois Will sofreu demais e eu achei (mesmo apoiando e entendendo Tessa) que a garota usou e abusou da boa vontade dos rapazes. Era beijo em Jem, depois beijo em Will, depois beijo em Jem de novo e assim sucessivamente. TESSA, MAKE UP YOUR MIND (e pare de chatear William, senão vou cortar nossa amizade).
 Mal posso esperar para ver como serão as coisas no Instituto agora que Cecily, a irmã mais nova de Will, apareceu para morar lá. Além dos dramas amorosos e do desfecho onde o leitor finalmente irá descobrir o que Mortmain quer com Tessa (além de sua origem desconhecida).
 Já sei que vou sofrer lendo "Princesa Mêcanica" e provavelmente irei me desapontar com alguma coisa (principalmente com relação ao triângulo amoroso). Por enquanto vou ser feliz e aproveitar a perfeição que foi "Princípe Mecânico" antes de todos os meus sonhos e ilusões serem destruídos por Cassandra Clare no desfecho dessa trilogia.

“We live and breathe words. It was books that made me feel that perhaps I was not completely alone. They could be honest with me, and I with them. Reading your words, what you wrote, how you were lonely sometimes and afraid, but always brave; the way you saw the world, its colors and textures and sounds, I felt-I felt the way you thought, hoped, felt, dreamt. I felt I was dreaming and thinking and feeling with you. I dreamed what you dreamed, wanted what you wanted-and then I realized that truly I just wanted you.”  - HERONDALE, William.



Classificação: 4,5 de 5 estrelas.

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1 comentários

  1. Olá!!
    Li apenas o primeiro, mas quero muito continuar. Amo os livros da Cassandra <3
    Adorei a resenha. Parabéns!

    Beijão
    Leitora Cretina

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