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Melhores Livros de 2016 | Best Books Of 2016

19.12.16


 Então 2016 já foi praticamente embora e chegou aquele momento especial de fim de ano (não estou falando do show do Roberto Carlos) onde nós leitores revemos quais foram nossas maiores decepções literárias; estipulamos novas metas de leitura para o ano que está por vir (metas das quais eu nunca cumpro) e finalmente relembramos quais foram nossas melhores leituras no decorrer desses 365 dias.
 Portanto fiquem de olhos bem abertos que aqui vai a lista (em ordem numérica de importância) dos MELHORES LIVROS DE 2016 (\O/ \O/ \O/)

crooked kingdom

Resenha: Crooked Kingdom (Six Of Crows #2) - Leigh Bardugo

6.12.16


 Se você quer ler uma resenha coerente, coesa e sem spoilers sobre a maravilhosidade que é Six Of Crows, clique no título da obra e aproveite um texto bem elaborado. Agora se você já leu Crooked Kingdom e quer ler uma resenha sem coerência, coesão e com spoilers, prossiga a leitura por sua conta e risco (já peço desculpas antecipada pela má qualidade do texto, minhas emoções impedem-me de ser organizada nesse momento).

"Dunyasha really believed she was the Lantsov heir, and maybe she was. But wasn’t what every girl dreamed? That she’d wake and find herself a princess? Or blessed with magical powers and a grand destiny? Maybe there were people who lived those lives. Maybe this girl was one of them. But what about the rest of us? What about the nobodies and the nothings, the invisivible girls? We learn to hold our heads as if we wear crowns. We learn to write magic from the ordinary. That was how you survived when you weren’t chosen, when there was no royal blood in your veins. When the world owed you nothing, you demanded something of it anyway"

amores improváveis

Resenha: O Acordo (Amores Improváveis #1) - Elle Kennedy

23.11.16


 Depois de ler "Six of Crows" da Leigh Bardugo tudo o que eu precisava na vida era um livrinho despretensioso para passar o tempo enquanto me preparo emocionalmente para ler "Crooked Kingdom". 
 Então fui logo para a sessão de livros "New Adult" e deparei-me com "O Acordo" de Elle Kennedy. Ignorando todos os meus problemas com esse gênero (e olha que eu devo ter uma lista deles) resolvi dar uma chance à esse livrinho e no final da leitura fiquei até contente por ter feito isso.
 "O Acordo" conta a estória de Hannah Wells uma garota de vinte e poucos anos (moderninha e descolada) que foi a única pessoa capaz de conseguir tirar nota alta na matéria de Ética Filosófica (nem ela sabe como conseguiu tal proeza) e isso chama a atenção de Garrett Graham.
 Graham é o capitão do time de hóquei (além disso ele é tipo o moreno alto, bonito e sensual que todas as meninas da faculdade desejam) e para manter sua posição no time ele precisa desesperadamente tirar boas notas em todas as matérias. O que obviamente não acontece na matéria de Ética.
 Ao descobrir que Hannah gabaritou a prova o rapaz transforma-se num verdadeiro chiclete ao tentar convencer Wells a lhe dar aulas particulares e ajudá-lo a recuperar sua nota. Diferente das outras meninas que morrem de amores por Graham, nossa mocinha diferentona não estava nem um pouco animada com a insistência do garoto.
 Porém Garrett descobre que Hannah era interessada em um rapaz popular e utiliza essa informação para conseguir suas aulas. Juntos eles fazem um acordo onde Graham fingiria ser namorado de Hannah para torná-la popular e em troca a menina iria finalmente ajudá-lo com seus estudos.
  Ninguém aqui precisa ser vidente para saber o que irá acontecer nesse enredo de filme de sessão da tarde, não é mesmo? Apesar do clichê "O Acordo" foi um dos livros mais legais que li dentro desse gênero.

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Resenha: Six Of Crows - Sangue e Mentiras (Six of Crows #1) - Leigh Bardugo

9.11.16


“No mourners. No funerals. Among them, it passed for 'good luck.” 

 Leigh Bardugo era uma dessas autoras que estavam na minha lista de auto-rejeição, pois eu detestei "Sombra e Ossos" e todo o universo Grisha que a escritora havia criado em sua famosa trilogia. Portanto, quando "Six Of Crows" foi lançado eu tinha 0% de vontade de ler esse livro (pensava: "dane-se que o universo inteiro está amando essa obra, você não vai ler mais dois livros de uma trilogia chata só para poder ler "Six Of Crows").
 E foi com esse pensamento pequeno e limitado que eu passei 1 ano da minha vida sendo privada da maravilhosidade que é essa obra escrita por Leigh Bardugo (não ia ser trouxa, fui trouxa). "Six Of Crows" foi um dos melhores livros que li esse ano, apaixonei-me tanto pela escrita; pelos personagens e universo criados pela autora que estou seriamente pensando em dar uma nova chance à trilogia Grisha (por que eu realmente não tive coragem de finalizar essa saga, o que não prejudicou em nenhum momento o entendimento ou a leitura desse livro #ficaadica).
 Sem mais delongas, vamos a breve sinopse do livro. "Six Of Crows" basicamente conta a estória de 6 adolescentes "criminosos" que moram em Ketterdam, uma zona onde o dinheiro é o foco principal e tudo é resolvido por meio de lutas entre gangues.
 Kaz Brekker é um dos principais lideres desse local e portanto, quando o comerciante Jan Van Eck encontra-se em um gigantesco problema envolvendo os Grishas e uma droga poderosa e desconhecida que pode desencadear uma guerra entre os povos, o homem prontamente convoca Kaz para solucionar seus problemas.
 Incumbido de resgatar um prisioneiro dentro de uma das prisões mais protegidas do mundo, Brekker forma/reúne sua gangue e juntos eles embarcam em uma missão praticamente suicida. Contudo, caso eles conseguissem realizar tudo aquilo que foi estipulado por Van Eck os meninos de Ketterdam receberiam dinheiro suficiente para recomeçarem suas vidas.

a torch against the night

Resenha: Uma Tocha Na Escuridão (An Ember In The Ashes #2) - Sabaa Tahir

25.10.16


 Antes de fazer propriamente a resenha, quero deixar registrado que a leitura desse livro teria sido bem mais fácil se a editora tivesse colocado um resumo de "An Ember In The Ashes" como prefácio nessa edição. Porque só eu sei quantas resenhas tive que reler para relembrar alguns personagens e acontecimentos que ocorreram no primeiro livro da série. Então fica registrada aqui minha indignação e ideia mirabolante para inovar o mercado editorial.
 Dito isso vamos ao pequeno resumo da obra. Em "A Torch Against The Night" o leitor acompanha Laia e Elias como os fugitivos mais procurados do Império. O casal protagonista, encontra-se em uma difícil jornada rumo à Kaulf para libertar Darin, o irmão de Laia. Porém no decorrer de sua interminável viagem (sério, foram 3 meses de caminhada), nossos heróis deparam-se com novas pessoas e seres sobrenaturais que irão complicar ainda mais sua missão (sem falar que eles tinham que ficar fugindo dos soldados de 5 em 5 minutos).
 Paralelamente a dupla, é possível ler tudo o que está acontecendo com Helene, porque a autora adicionou o ponto de vista da garota nesse livro *happy dance*. Vemos então as consequências que nossa guerreira está sofrendo por ter ajudado Elias escapar da execução, além de presenciar os desafios que a moça deverá enfrentar agora que tornou-se Blood Shrike de Marcus.
 De uma maneira resumida, pode-se dizer que mesmo o livro sendo bem escrito, fiquei desapontada com a continuação dessa série. "An Ember in The Ashes" foi um dos melhores livros de fantasia que li esse ano, porém senti que a autora não conseguiu manter (ou reacender) minha empolgação durante a leitura dessa sequência. 
 Portando, como quero expressar minha opinião, os parágrafos a seguir terão spoilers. Quero frisar que a minha opinião é impopular, pois no universo literário é possível notar que a maioria dos leitores não teve nenhum problema com esse livro, então não se deixem levar pelo meu negativismo usual e deem uma chance a essa série.

coroa da meia-noite

Resenha: Coroa da Meia-Noite (Throne Of Glass #2) - Sarah J. Mass

12.10.16

*Resenha contém spoilers de "Trono de Vidro"*

 Já é possível afirmar com total certeza e convicção que eu estou obcecada com os livros da Sarah J. Maas (pois é, não dá mais para negar as aparências ou disfarçar as evidências). Então depois de ter lido "Trono de Vidro", resolvi agarrar "Coroa da Meia-Noite" com as duas mãos no exato momento que ele chegou em casa.
 No segundo volume dessa série, acompanhamos a vida de Celaena após a garota ter se tornado a Campeã do Rei. O leitor finalmente consegue ver o lado guerreira assassina da moça ao mesmo tempo que outras características vão surgindo, como por exemplo sua personalidade sedutora com Chaol e seu caráter amigável com Nehemia.
 Porém como a vida não se resume a matar alguns traidores e namorar guardinhas bonitinhos do castelo no tempo livre; Celaena vê-se envolvida em uma complicada trama de conspiração contra o Rei de Adarlan, além de descobrir forças sobrenaturais que ultrapassam seus poderes de compreensão.
 Divida entre sua obrigação como assassina do Rei e o seu senso de justiça e bondade, nossa mocinha irá passar por diversas situações inevitáveis até conseguir encontrar uma solução para seus problemas.
 Extremamente melhor que seu antecessor, "Coroa da Meia-Noite" é um livro fantástico. Sarah J. Maas conseguiu amadurecer e evoluir na criação desse universo, além de produzir uma mitologia e trama política impecáveis. O enredo cheio de emoção e reviravolta, faz o leitor ficar fixado do início ao fim em sua leitura, transformando esse livro em um verdadeiro exemplo de como uma boa obra de fantasia deveria ser.
 Infelizmente todas as informações que eu quero comentar nessa resenha contém spoilers, portanto se você não leu esse livro, saia imediatamente desse texto (e por favor vá ler essa série) para nós podermos surtar juntos.

ladrões de sonhos

Resenha: Ladrões de Sonhos (The Raven Cycle #2) - Maggie Stiefvater

29.9.16

*Resenha contém spoilers de "Os Garotos Corvos"*

 "In that moment, Blue was a little in love with all of them. Their magic. Their quest. Their awfulness and strangeness. Her raven boys."

 Se "Os Garotos Corvos" foi um livro ótimo (clique no título para ler a resenha), "Ladrões de Sonhos" não ficou atrás. Com sua escrita poética e temática inovadora Maggie Stiefvater comprova todo o potencial e magnificência que a série "The Raven Cycle" possui (o que significa que você deve largar tudo o que está fazendo e ler esses livros agora mesmo) .
 No segundo livro dessa saga o leitor é apresentado ao enredo que envolve Ronan e sua habilidade de retirar coisas de dentro de seus sonhos (how cool is that?), porém como toda questão mágica pede um equilíbrio, os garotos descobrem que os sonhos sobrenaturais de Ronan estão enfraquecendo a linha ley e consequentemente atrapalhando a busca por Glendower (aquele rei galês que eles estão procurando há anos). Além de fazer Cabeswater (a floresta mágica onde supostamente o rei está desaparecido) sumir do mapa.
 Não bastasse toda essa confusão sobrenatural, Blue e os meninos devem lidar com o aparecimento de um assassino na cidade, o Sr. Cinzento, que está em busca do Greywaren, um objeto utilizado para retirar coisas dos sonhos (ou seja todo o enredo gira em torno dessa temática à la Salvador Dali).
 Com um evidente foco no personagem de Ronan (pode-se dizer que ele praticamente é o protagonista desse livro), Maggie Stiefvater cria uma das melhores sequências que li nos últimos anos. "Ladrões de Sonhos" não fica estático ou preso aos problemas do primeiro livro, a obra evolui e expande a temática da série de maneira genial; deixando o leitor ainda mais cativado pelos personagens e o universo sobrenatural no qual estão inseridos.
 Porém isso não quer dizer que o livro seja totalmente imune à problemas e no meu caso, a maior dificuldade que encontrei no decorrer da leitura, chama-se: Joseph Kavinsky.

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Resenha: Nove regras a ignorar antes de se apaixonar (Os Números do Amor #1) - Sarah Maclean

15.9.16


 Após meses brigando com os romances de época do período regencial, admito que estava perdendo a fé nesse gênero literário, pois nenhuma autora parecia fazer ideia de como escrever um livro pertinente à essa categoria. 
 Eis então que no meio dos inúmeros lançamentos de romances aqui no Brasil, descubro esse diamante escrito por Sarah Maclean. E até agora estou tentando entender como essa autora pode ser a mesma pessoa que escreveu a mediana série "Os Clubes dos Canalhas". A única explicação plausível que minha mente encontrou foi que a escritora sofreu alguma abdução alienígena e alguém escreveu esse livro utilizando seu nome enquanto ela passava um tempo com os extraterrestres (longe de mim insinuar que este livro foi escrito por um ghost writer).
 Devido ao meu passado de decepções com a escrita de Maclean, estava esperando ler outro livro ruim (ou regular, na melhor das hipóteses), mas como disse anteriormente, "Nove regras a ignorar antes de se apaixonar" veio resgatar a essência dos romances de época e salvar o gênero.
 O primeiro volume da série "Os Números do Amor" conta a história de Calpúrnia, uma solteirona de 28 anos que após passar anos "tomando chá de cadeira" nos bailes, resolveu aproveitar seu status de invisível para a sociedade e aventurar-se pelo mundo.
 A moça então cria uma lista com 9 coisas que gostaria de fazer e o primeiro item que ela decide riscar de sua lista é "beijar alguém apaixonadamente" e ninguém melhor do que o devasso libertino, Ralston para ajudar a garota realizar essa tarefa.
 Contudo o destino dos protagonistas não irá limitar-se à esse simples encontro, Calpúrnia logo encontra-se dominada pela presença do notório Marquês e o que deveria ser apenas uma aventura, transforma-se em uma jornada de amadurecimento (e sedução, porque afinal de contas Ralston era um devasso irremediável) para ambos.
 Um livro de enredo tão simples e usual, não deveria ter destruído meu coração em pedaços, porém foi exatamente isso que ele fez. E eu quero deixar registrado para futuras referências que é exatamente isso que espero de um romance de época.

resenha

Resenha: Trono de Vidro (Throne of Glass #1) - Sarah J. Mass

2.9.16


“I can survive well enough on my own— if given the proper reading material.”

 Após ficar apaixonada por "Corte de Espinhos de Rosas" da Sarah J. Mass (clique no título para ler a resenha), resolvi finalmente ler "Trono de Vidro" que é outra famosíssima série da autora, porém voltada para um público mais jovem.
 Tinha altas expectativas para o primeiro volume dessa série e pode-se dizer que alguns aspectos foram condizentes com aquilo que esperava, enquanto outros ficaram abaixo do nível da escrita produzida por Sarah J. Mass.
 Em "Trono de Vidro" o leitor é apresentado à  Celaena Sardothien, uma famosa assassina de dezoito anos que atualmente está escravizada nas minas de sal em Endovier cumprindo punição por seus crimes. 
 Porém seu longo encarceramento é interrompido pela chegada do príncipe Dorian e seu fiel escudeiro Chaol que vieram buscar a moça na intenção de leva-lá ao castelo em Adarlan. Ambos os rapazes fazem a seguinte proposta para a garota: ela irá com eles ao palácio; lá lutará com vários outros assassinos do reino em nome do príncipe Dorian e fará todo o possível para conquistar o título de "Campeã" do Rei no final da competição.
 Totalmente desgostosa com a ideia de trabalhar para o mesmo Rei que a aprisionou nas minas de sal, Celaena impõe uma condição aos homens: caso ganhe a disputa, irá ficar apenas quatro anos sob o serviço do Rei e depois disso seria livre para viver sua vida fora dos muros do castelo.
 Os três então entram em comum acordo e partem rumo à Adarlan, porém engana-se quem pensou que a batalha entre assassinos seria a única dificuldade desse enredo. Como uma boa obra de fantasia, outros elementos sobrenaturais, tais como: demônios; fadas; bruxas; monstros; espirítos e até mesmo a existência de um universo paralelo, aparecem no decorrer da trama.
 Sem falar ainda dos componentes essenciais para um bom livro jovem adulto que baseiam-se na formação de laços de amizade e na criação de um triângulo amoroso. Então, já deu para perceber que a vida da mocinha ficou bastante atarefada durante a narrativa.
 Apesar das boas ideias para o enredo, "Trono de Vidro" é literariamente uma obra inferior quando comparada à "Corte de Espinhos e Rosas", tanto na questão da escrita quanto na elaboração dos personagens.

eloisa james

Resenha: My American Duchess - Eloisa James

23.8.16


 Após finalizar a leitura de "My American Duchess" de Eloisa James cheguei a seguinte conclusão: Autoras que escrevem romances de época, cujos personagens masculinos beiram a ignorância de um animal, fazem um desfavor ao gênero e deveriam ser banidas desse tipo de literatura. 
 É com essa indignada constatação que inicio essa resenha. "My American Duchess" irá contar a história de Merry, uma garota americana de vinte e poucos anos que após romper seu segundo noivado resolve ir à Londres para fugir dos crescentes boatos sobre sua reputação; além de tentar caçar um nobre do alto escalão para ficar noiva (de novo).
 Com sua beleza estonteante e espirito livre, a moça logo depara-se com os charmoso Cedric, um rapaz bem apessoado e bacana o suficiente para Merry tornar-se sua noiva. Porém, como nem tudo são flores, nossa mocinha encontra um homem misterioso na sacada de um baile e a atração entre ambos é imediata, deixando Merry com o coração balançado.
 Mal sabia a garota que o estranho rapaz com quem conversara era nada mais nada menos que o irmão gêmeo de seu futuro noivo (pois é, a garota disse que estava escuro demais na varanda para ela notar a semelhança entre ambos. Quem sou eu para julgar a miopia da moça?).
 Eis então que Trent (o gêmeo de Cedric e mocinho desse livro) fica louco de ódio pelo irmão e desejo por sua noiva. O Duque de Trent praticamente surtou quando conheceu Merry, querendo pedir a mocinha em casamento naquele mesmo instante, acreditando que ela era a mulher de sua vida e eles estavam destinados a ficar juntos (se fosse nos dias atuais, ele já estaria stalkeando até os ancestrais da moça nas redes sociais, mas naquele tempo o máximo que ele fez foi correr igual um biruta atrás dela no baile).
 E assim termina o grandioso enredo da obra de Eloisa James. Passamos metade do livro observando os dois irmãos disputarem a mocinha, no maior estilo de "The Vampire Diaries" e a outra metade lendo sobre a idiotice e infantilidade de Trent.
 Agora se você não quer ler spoilers e/ou sentir minha fúria de Hulk sobre o comportamento e personalidade do mocinho é hora de dizermos adeus.

Jessica Khoury

Resenha: The Forbidden Wish - Jessica Khoury

10.8.16


 Repitam comigo: "Não comprarei livro novo, sem antes ler amostra do primeiro capítulo online" Amém.
 "The Forbidden Wish" foi um livro que eu estava juntando as economias para comprar, tamanha certeza eu tinha de que amaria com todo o meu coração essa obra, porém ao iniciar sua leitura aconteceu o oposto (ou seja o ódio tomou conta da minha pessoa).
 Antes de fazer as críticas e lamentações, deixe-me contar à vocês o enredo da obra, que por sinal eu abandonei a leitura na página 270. O livro de Jessica Khoury, conta a história de Zahra uma gênia que está presa em sua lâmpada há quase 500 anos, até ser libertada por Aladdin.
 Aladdin era o típico ladrão do reino e justamente por ter roubado um anel mágico que pertencia a princesa do castelo, ele consegue localizar e libertar Zahra de sua lâmpada. Após ver-se livre de sua prisão, nossa heroína depara-se com um mundo onde os gênios são caçados e o seu nome aterroriza milhares de humanos.
 Acontece que Zahra tornou-se um mito e ficou conhecida como a gênia que matou e traiu a antiga rainha Roshana, além de causar uma enorme guerra entre os humanos e os gênios, por isso o Rei dos Gênios puniu a moça aprisionando-a por quase meio milênio.
 Então quando o "poderoso chefão" dos gênios descobre que a menina foi libertada, ele logo envia um recado à garota propondo um acordo que caso ela consiga cumprir, irá garantir sua liberdade eterna. Caso contrário ela seria morta, sem dó nem piedade.
 E assim resume-se o enredo dessa obra que é uma releitura da história de "Aladdin". Aparentemente o livro teria os elementos necessários para ser uma ótima leitura, mas no meu caso ele poderia ter sido utilizado como instrumento de tortura.

corte de espinhos e rosas

Resenha: Corte de Espinhos e Rosas (A Court Of Thorns and Roses #1) - Sarah J. Maas

1.8.16


 Totalmente ingênua e inexperiente no universo de Sarah J. Maas, acabei ignorando todos os comentários positivos que essa série vem recebendo desde seu lançamento, por puro medo de decepcionar-me com a escrita da autora e ser o único ser humano no planeta que não morre de amores pela série "Corte de Espinhos e Rosas" ou carinhosamente apelidada de "ACOTAR" em inglês.
 Portanto, agradeci aos céus, a dádiva de ter me apaixonado por esse livro (já que ultimamente nada parece agradar meu elevado senso crítico, leia-se chatice mesmo). Minha paixão foi tamanha e tão desenfreada que eu já saí juntando meus centavos pela casa, na intenção de comprar o segundo volume dessa série (preciso de "A Court of Mist and Fury", para ontem).
 Antes de discorrer elogios à obra, deixe-me primeiramente contar o enredo desse livro. "Corte de Espinhos e Rosas" irá contar sobre a vida de Feyre, uma menina de 19 anos que após a morte de sua mãe e falência financeira de seu pai, transformou-se em uma exímia caçadora para garantir a sobrevivência de sua família.
 Em uma de suas caçadas, a moça acidentalmente mata uma fada que naquele momento estava na forma de um lobo, pois que ele tinha o poder de mudar de forma (calma que eu já melhoro a explicação). 
Acontece que no mundo de Feyre, as fadas são reais e por séculos escravizaram os humanos. Após uma sangrenta batalha entre as duas raças, um tratado de "convivência amigável" foi criado e nele a principal regra proíbe humanos de matar qualquer tipo de fada (em defesa da moça, ela não tinha certeza que o lobo era uma criatura imortal).
 Como punição por romper o acordo, um lobo grande e malvado, aparece na humilde moradia de Feyra para matá-la ou levá-la ao reino das fadas, visto que uma grande muralha separava o mundo dessas duas espécies. Escolhendo sua sobrevivência, nossa mocinha arruma suas malas, dá adeus a seus familiares e parte para o mundo mágico das fadas.
 Porém, ao chegar no universo feérico, a moça começa a descobrir que nem todos os mitos sobre essas criaturas sobrenaturais são verdadeiros e surpreende-se ao desvendar que o feroz lobo que a sequestrou é na verdade um homem forte e atraente, chamado Tamlin.
 Não bastasse ter seu mundo virado de cabeça para baixo, Feyre também descobre que o universo das fadas está passando por gravíssimos problemas que aparentemente podem afetar até mesmo o mundo dos humanos, dado que todos aqueles serem sobrenaturais estão sofrendo as consequências de uma terrível maldição.
 Lutando contra seus crescentes sentimentos por Tamlin; seu senso de lealdade e sua sobrevivência; Feyre será testada de todas as maneiras possíveis para conseguir conquistar aquilo que tanto almeja (ufa! vamos fazer uma pausa para respirar antes dos comentários). 

cassandra clare

Resenha: Cidade das Cinzas (Os Instrumentos Mortais #2) - Cassandra Clare

25.7.16

*contém spoilers de "Cidade dos Ossos"*

 O que dizer desse livro que provavelmente metade do mundo já leu (comentou, surtou, amou ou odiou) e eu sou a única que chegou atrasada para a festa?
 "Cidade das Cinzas" é o segundo volume da série "Os Instrumentos Mortais" de Cassandra Clare e como uma boa leitora, após ter lido "Cidade dos Ossos" em 2010, resolvi que já estava na hora de dar continuidade nessa saga (porque eu também quero muito saber o que irá acontecer na outra temporada de "Shadowhunter", me julguem).
 Depois de já ter sido bombardeada com adaptações cinematográficas, fiquei surpresa em descobrir o quanto a escrita da autora, seu universo e personagens são bem diferentes de tudo aquilo que eu já havia visto no cinema/televisão. Portanto gostei e desgostei de várias coisas durante a leitura, mas antes de começar com as críticas vamos ao pequeno resumo da obra.
 No segundo livro da série, Cassandra Clare explora as estranhas mortes de várias criaturas do Submundo que possivelmente estavam sendo assassinadas por Valentim, já que o vilão-mor dessa série conseguiu roubar o segundo Instrumento Mortal para ficar ainda mais poderoso e imbatível em seus planos de dominar o mundo (mentira, ele só planejava destruir os seres do Submundo, mas o cara se acha tanto que deve até ter pensado em dominação global).
 Além do enredo principal, o leitor também tem que lidar com todo o dramalhão mexicano de hermano perdido entre Clary e Jace, e alguns outros romances e dilemas dos personagens secundários. 
 Agora, se você gosta muito de Clary e Jace, saia imediatamente dessa resenha porque eu irei falar mal deles (fazer fofoca, dar palpite e ainda tirar sarro de seus comportamentos). Se você também não leu "Cidade das Cinzas" é hora de dizermos adeus, pois daqui para baixo essa resenha terá spoilers (pronto, agora tá todo mundo avisado).

tag

Taylor Swift - Book Tag

21.7.16


 É uma verdade universalmente reconhecida que você em algum momento da sua vida já cantarolou músicas da Taylor Swift. Quem não saiu por ai com o refrão de "Shake It Off" grudado no cérebro, dando pulinhos pela casa enquanto fazia alguma atividade corriqueira? Quem não fica stalkeando a cantora, pensando quais músicas ela irá compor baseado em seu novo rompimento amoroso? 
 Desculpe-me se você não simpatiza tanto assim com a cantora, mas verdade seja dita, sou fã das músicas de Taylor Swift desde 2008 e seus álbuns tornaram-se trilha sonora de inúmeros livros que li desde então.
 Como estou na maior ressaca literária que o mundo já presenciou e visto que Taylor Swift está predominantemente na mídia durante esses últimos dias, resolvi responder essa tag para ver se consigo curar esse meu problema e também relembrar os sucessos do álbum "Red" que a cantora lançou em 2012 (e até hoje é o meu preferido).
 Sem mais delongas, vamos responder as perguntas.

Brodi Ashton

Resenha: My Lady Jane - Cynthia Hand, Brodi Ashton, Jodi Meadows

8.7.16


 Era uma vez, uma menina (a que vos escreve) desiludida com o universo literário, pois havia meses não encontrava um único livro agradável para ler. Já em estado de crise (beirando quase o desespero) essa garota descobriu (quase sem querer) o lançamento da obra "My Lady Jane" e após apaixonar-se pela capa e pelo enredo prometido pelas autoras, decidiu comprar o livro. E essa foi a melhor decisão da sua vida.
 Para não me perder em inúmeros elogios à essa obra, vamos tentar organizar essa resenha por partes e começar pela sinopse desse livro (lindo e maravilhoso). "My Lady Jane" é basicamente uma releitura da história verídica da rainha (flopada) Jane Grey, seu marido Gifford Dudley e seu primo (outro rei fracassado) Edward Tudor. Todos esses personagens, encontravam-se na Inglaterra Medieval no período onde a dinastia Tudor  dominava (ou pelo menos tentava) o mundo todo.
 Diferente do destino trágico e real dessas três figuras históricas (spoiler alert: na vida real eles morrem prematuramente), as autoras de "My Lady Jane" resolveram criar suas próprias versões cômicas e mágicas sobre os fatos que marcaram esse momento conturbado na história da Inglaterra.
 Então em nosso livro temos o Rei Edward, um menino de 16 anos que apresenta uma doença fatal e provavelmente irá morrer jovem, porém sua única preocupação no momento era beijar uma garota antes de falecer (#prioridades).
 Com um rei praticamente debilitado, seu fiel conselheiro Dudley, diz ao garoto que ele deve nomear imediatamente um sucessor ao trono, pois ele não poderia deixar a coroa para suas irmãs (porque no período medieval o terror da rapaziada era colocar as mulheres no poder). Então o garoto nomeia sua prima Jane como sucessora e a garota deve casar-se imediatamente com Gifford Dudley, para gerar o mais rápido possível um herdeiro do sexo masculino que possa governar o país.
 Jane não ficou nem um pouco empolgada com a notícia, já que a mocinha estava em um relacionamento sério com seus livros, porém a garota estava pronta para acatar com seu dever (sua mãe também não iria deixar a coitada desistir). O que nossa pobre Lady Jane ainda não sabia era que seu futuro marido, Gifford, era um Edian e passava todos os seus dias como um cavalo (what!?).
 Nesse universo (mágico e aloprado), as pessoas eram divididas entre aqueles que eram Edians e Verities. Edians eram seres que transformavam-se em animais (e na opinião de muitos moradores davam má fama à Inglaterra), já os Verities eram pessoas normais, como eu e você.
  Então agora, além de evitar seus trágicos destinos nossos protagonistas ainda teriam que lutar contra essa maldição que possivelmente era hereditária e conciliar suas vidas adolescentes com os inúmeros problemas que lhes eram apresentados (pois é, não tá fácil para ninguém).

a coroa

Resenha: A Coroa (A Seleção #5) - Kiera Cass

27.6.16


 Sabe quando você se engaja em uma série e praticamente vira uma questão de honra ler o último livro dessa saga? Afinal você gastou seu tempo; sua energia e seu dinheiro nas obras anteriores, portanto torna-se impossível desistir e abandonar todo seu esforço aos 45 minutos do 2º tempo (gostaram da minha analogia com futebol? estou assistindo aos jogos da Eurocopa, porque é um europeu mais bonito que o outro #ficaadica)
 "A Coroa" de Kiera Cass foi um desses livros que li na obrigação, pois a minha neura ficava repetindo no meu cérebro que eu deveria terminar essa série, então o resultado negativo dessa leitura forçada não foi nenhuma surpresa.
 Desde que "A Herdeira" foi lançada, eu ficava questionando o motivo pelo qual a autora resolveu alongar uma trilogia que já estava finalizada . Os três primeiros livros de "A Seleção" não podem ser considerados as "8ª Maravilhas do Mundo", mas eles foram legais e serviram de entretenimento para minhas férias há alguns anos atrás, então relevava todos os problemas da série e encarava essa trilogia como uma leitura despretensiosa.
 Então Kiera Cass quis mexer com quem estava quieto e inventou esse enredo repetitivo, envolvendo a filha da America com o Maxon e simplesmente a coisa toda não deu certo, pois a autora limitou-se a escrever mais do mesmo e ainda (creio eu visando o lucro das vendas) alongou um enredo vazio por dois desnecessários livros.
 Não queria soltar spoilers, porém eles serão necessários. Só continue nessa resenha se você já leu "A Coroa", caso contrário você descobrirá coisas que estragarão sua leitura, já que comentarei sobre o desfecho da obra.

a maldição do vencedor

Resenha: A Maldição do Vencedor (The Winner's Trilogy #1) - Marie Rutkoski

14.6.16


 "A Maldição do Vencedor" ou "The Winner's Curse" (título original) é um daqueles livros que todo mundo lê; adora e recomenda. Portanto, como uma pessoa incrivelmente influenciável, deixei-me levar pela intensa propaganda desse livro e acabei comprando-o para também viciar-me nessa obra que supostamente seria a melhor coisa que eu leria em 2016. Spoiler alert: Não, "The Winner's Curse" não foi o melhor livro do ano.
 Deixa eu contar à vocês os motivos pelos quais o sucesso e a publicidade desse livro são totalmente enganadores. Se você gosta dessa trilogia, por favor não leia essa resenha, pois minha intenção não é desrespeitar seus sentimentos.
 A ideia inicial da obra é a seguinte: Kestrel, nossa protagonista, é filha do poderoso general de Valória e antes de completar 20 anos a moça deverá optar entre casar-se ou entrar para o exército. Seu pai, como general quer que a filha siga seus passos, porém Kestrel sabe que não leva jeito nenhum com luta corporal e armas.
 Nossa protagonista limita-se a ser mais uma "Patricinha de Beverly Hills" jogada dentro de uma pseudo-distopia e portando a garota passa as 100 primeiras páginas do livro fazendo comprinhas de roupas e jóias; indo à festas;  jogando jogos de tabuleiros e tomando todos os tipos de vinhos para personificar completamente a imagem de moça rica e mimada.
 Em um belo exemplo de sua personalidade extravagante, Kestrel acaba acidentalmente dentro de um leilão de escravos e gasta um valor escandaloso para comprar Arin, o escravo "moreno alto, bonito e sensual".
 Arin, nosso protagonista, pertence aos Herranis, cuja raça foi escravizada quando os Valorians tomaram suas terras. Então nem preciso dizer que mais uma vez foi utilizada a questão "Montecchio X Capuleto" para a criação do romance ardente e proibido. 
 E assim termina a premissa, bem simples e com alguns elementos clichês, da obra de Marie Rutkoski. Aparentemente deve ser uma leitura rápida e agradável não é mesmo? Mas deixa eu tirar sua ilusão e dizer que demorei 15 dias para ler esse livro, porque absolutamente nada de novo ou interessante aconteceu nessa obra até aproximadamente a página 150.

Lisa Kleypas

Resenha: Marrying Winterborne (The Ravenels #2) - Lisa Kleypas

2.6.16


  Avisos: 1º- Resenha totalmente negativa, se você quer ler a obra ou gostou da obra ou não quer ler um texto recheado de ódio no coração, saia imediatamente. 2º - Vou contar tudo o que aconteceu no 1º e 2º capítulo desse livro o que pode estragar sua futura leitura (caso você leia essa resenha), então daqui para baixo, fica por sua conta e risco.
 Apresento à vocês o primeiro abandono de 2016: "Marrying Winterborne" concretizou minha profecia de que a série "The Ravenels" não é o melhor de Lisa Kleypas.
 Em "Cold-Hearted Rake" eu quase quis bater com a minha cabeça na parede, porém consegui concluir a leitura e manter-me esperançosa sobre a continuação dessa série. Mal sabia eu que o segundo volume desses romances ofenderia todos os meus princípios em menos de 3 capítulos.
 Eis o que aconteceu nesse livro (contém spoilers de "Cold-Hearted Rake"): Helen e Rhys tinham ficados noivos no 1º livro da série, mas o moço beijou atrevidamente a garota deixando-a assustada com o ato (já que ela nunca tinha beijado ninguém), resultando na intromissão de Kathleen que resolveu desmanchar o relacionamento do casal e proteger Helen das más intenções de Rhys.
 Porém, Helen não tinha intenção de romper o noivado com o rapaz e eis que no 1º capítulo de "Marrying Winterborne" a moça procura Winterborne para remediar a situação e protagoniza a cena mais humilhante da história desse país.
 Antes de exemplificar como a mulher se descabelou toda para conseguir reatar seu casamento, vamos falar da premissa machista desse livro. Desde a primeira obra, os protagonistas masculinos dessa série apresentam os pensamentos mais irritantes do planeta e Rhys não foi diferente.

" God knew who he'd nourished some faint, foolish hope that she might have wanted anything from him other than money. This was how the world had always worked, and always would. Men sought beautiful women and traded their beauty for wealth. He had debased Helen by putting his inferior paws on her, and now she would demand restitution"

favoritos

Resenha: Os Garotos Corvos (The Raven Cycle #1) - Maggie Stiefvater

29.5.16


"She wasn’t interested in telling other people’s futures. She was interested in going out and finding her own".

 Era uma vez, em uma livraria distante (ano de 2012), quando Bia no auge de seus 20 anos avistou "The Raven Boys" na prateleira da seção de livros importados e pensou: "Oba, livro novo da Maggie Stiefvater. "Calafrio" foi tão legal, esse deve ser ótimo também, vou comprar" (e seguindo essa linha de raciocínio, minha TBR está com quase 100 livros no atual momento).
 Eis que praticamente 4 anos se passaram e o livro ficou jogado e esquecido na estante (assim como os outros trocentos livros que eu compro por impulso), porém com o lançamento de "The Raven King" (o último volume dessa série) eu finalmente inspirei-me para ler esse livro e meu pensamento ao terminar sua leitura foi: "Como é que eu deixei essa obra de arte parada na minha estante por tanto tempo? Bia, você me desaponta".
 "Os Garotos Corvos" sintetiza tudo o que eu espero de um livro jovem adulto sobrenatural, porém antes de morrer de amores pela obra, vamos ao breve resumo.
 Blue Sargente é uma garota de 16 anos, cuja mãe e tias são clarividentes, portanto pode-se dizer que atividades como passar a véspera do dia de São Marcos, sentada em uma igreja abandonada, esperando ver os espíritos daqueles que irão morrer nos próximos doze meses é mais um dos afazeres corriqueiros que a garota encontra.
 Vivendo com os escassos recursos financeiros, gerados das atividades paranormais de sua mãe e tias, Blue tem aversão aos garotos ricos da cidade que estudam na Academia Aglionby. Os meninos dessa escola privada esbanjam dinheiro e poder pela cidade, desfilando com seus carros luxuosos e alheios aos problemas daqueles que não pertencem a sua classe social.
 É com todo esse ódio no coração que Blue fica estupefata, durante o evento de São Marcos, ao ver e conversar com o espírito de Gansey (um dos garotos mais ricos de Aglionby). Diferente de toda sua família, Blue não tem o dom da visão e o fato de ter visto o espectro de Gansey na igreja abandonada só pode significar duas coisas: ou o rapaz é seu único e verdadeiro amor ou a moça será responsável por sua morte.
 Para dificultar ainda mais a vida da moça, sua mãe e suas tias, previram desde o dia de seu nascimento que: "Se Blue beijar seu amor verdadeiro, ele irá morrer" (that's right, no fun for Blue). Então como todo ser humano racional, a garota faz o possível para não encontrar-se com Gansey, mas o rapaz (que também tende a praticar umas atividades sobrenaturais) marca uma sessão com a mãe de Blue para descobrir mais sobre seu futuro. E assim é dada a largada para o desenrolar do enredo, que irá apresentar outros personagens e complicações.

as peças infernais

Resenha: Princesa Mecânica (As Peças Infernais #3) - Cassandra Clare

20.5.16


 Chegou o esperado momento em que finalmente terminei a leitura de "Princesa Mecânica" by Cassandra Clare e eis que esse tempo todo eu estava certa sobre uma coisa: eu iria me decepcionar terrivelmente com o desfecho dessa trilogia (Spoiler Alert: vou reclamar muito sobre o triângulo amoroso).
 Se você não leu "Anjo Mecânico" ou "Príncipe Mecânico", recomendo imediatamente que não leia esse texto (também recomendo que você clique nos títulos dos livros acima, para ler minhas resenhas lindas e positivas sobre essas obras). Essa resenha terá spoilers e não será muito positiva, portanto se você também não leu "Princesa Mecânica" é hora de nos despedirmos. 
 Em suma, essa resenha é recomendável apenas para aqueles que já leram a trilogia completa. Apesar de não ter gostado muito desse terceiro livro, adorei seus antecessores e sendo assim fica aqui minha humilde sugestão para que todos vocês leiam essa trilogia, certo?
 Importante ressaltar que essa resenha é minha opinião sobre a obra, o que significa que ninguém é obrigado a concordar com meus pensamentos e teorias (e se preparem porque eu vou fazer uma espécie de desabafo sobre esse livro). Além disso essa resenha terá gifs (o/) para alegrar um pouco e diminuir o sarcasmo em minhas palavras (insira um emoji de carinha piscando). Avisos feitos, vamos ao que realmente interessa.

a libélula no âmbar

Resenha: A Libélula no Âmbar (Outlander #2) - Diana Gabaldon

5.5.16


"Os homens dos clãs escoceses lutavam de acordo com suas antigas tradições. Desdenhando a estratégia, a tática e a sutileza, seu método de ataque era simplesmente a própria simplicidade. Detectando o inimigo dentro de seu alcance, deixavam cair os xales, sacavam a espada e avançavam para cima do inimigo, berrando a plenos pulmões. A gritaria gaélica sendo como é, este método em geral era bem-sucedido. Muitos inimigos, vendo a multidão de banshees cabeludos, seminus, lançando-se sobre eles, simplesmente acovardavam-se e fugiam"

 Palavras não podem descrever os inúmeros sentimentos que tenho em relação a Outlander e todo seu universo, uma vez que meu coração foi irreversivelmente conquistado no momento em que ouvi pela primeira vez a música de abertura do seriado de televisão (a.k.a conhecida como "Skye Boat Song").
 Feita a breve declamação de amor, eu peço à vocês desculpas antecipadas pela falta de coesão; coerência; linearidade e clareza de pensamento no decorrer dessa resenha que  provavelmente não será longa (porque eu não tenho emocional para isso) e terá spoilers.
 Se você não leu o 1º livro da série, peço que por favor leia esse livro o mais rápido possível. Juro que vocês não irão se arrepender, pois essa é uma série linda e maravilhosa que prende a atenção do início ao fim. Assistam também o seriado e sejam felizes com a fidelidade existente entre a adaptação e sua obra literária (necessário dizer que a adaptação televisiva não é recomendada para menores de idade).
 Se você também não leu o 2º livro da série, eu espero que você tome ânimo, leia e volte aqui em breve para poder compartilhar comigo suas opiniões e sentimentos (insira um emoji de carinha piscando nesse espaço, para manter a entonação animadinha dessa resenha).
 Desejo sorte à todos aqueles que seguirão em frente comigo nesse texto, pois meus sentimentos com relação a esse livro estão extremamente descontrolados e confusos e eu não sei nem por onde começar a me explicar, mas vamos com fé.

25 fatos literários sobre mim

25 Bookish Facts About Me (25 Fatos Literários Sobre Mim) - Book Tag

29.4.16


 Chegou o maravilhoso momento em que eu: Beatriz, irei contar-lhes "25 fatos Literários Sobre Mim". Se você acompanha esse blog, deve ter percebido que ele é destinado apenas a postagens de resenhas sobre os livros que li. Ou seja, nunca na história desse país, utilizei esse espaço para responder tags ou mostrar as comprinhas do mês ou fazer qualquer outra coisa que não seja resenhar livros.
 Por que essa mudança? (você deve estar se perguntando). E a resposta clara e objetiva é: SOCORRO, ESTOU LENDO O 2º LIVRO DA SÉRIE OUTLANDER E ELE TEM 1000 PÁGINAS E EU LEIO DEVAGAR (Sai correndo desesperada pela casa porque já faz uns 15 dias que eu comecei a ler esse livro e ainda estou na página 500).
 Portanto, a resenha dessa pequenina obra (sintam a ironia) irá demorar provavelmente mais uns 15 dias para ser feita (mas não me arrependo de ter pego esse livro, pois estou adorando ele #jamiefraserforever #vivelesfrasers #dornobraçodesegurarumlivrocom1000páginas).
 Então resolvi movimentar as coisas e compartilhar com vocês essa tag (eba). Não sei se esse post permanecerá no blog após a resenha de Outlander ou se irei fazer outros posts desse gênero no futuro, mas por enquanto vamos aproveitar o momento de desespero e finalmente ir para os:

25 Fatos Literários Sobre Mim

1- Eu detestava ler livros quando era pré-adolescente e só tornei-me uma leitora assídua quando minha mãe (oi mãe *acena com a mão*) apresentou-me aos famosos romances de época que eram publicados nas bancas de jornais pela Nova Cultural e Harlequin; 

2- O primeiro livro que eu li por vontade própria (sem ser obrigada pela professora da escola) foi "A Cigana" de Alexandra Benedict. Eu tinha 14 anos na época e eu chorei igual a um bebê desmamado com esse livro, porque na época eu não sabia que todo romance de época tinha um final feliz (a ingenuidade é comovente);

3- Após ficar dos 14 aos 16 anos lendo apenas esse gênero literário, busquei novos caminhos nas comunidades literárias do Orkut (Orkut era vida) e descobri a série "Crepúsculo" da Stephenie Meyer. Pode-se dizer que eu fiquei extremamente obcecada com esses livros (para não dizer maluca surtada), mas se não fosse essa série eu nunca teria descoberto outros gêneros literários (como "jovem adulto" e "chick lit");

4- Eu leio a maioria dos livros ouvindo música e geralmente cada obra tem sua música especifica. O que significa que eu escuto a mesmo música repetidas vezes do começo ao fim do livro (#notevenashemed);

5- O primeiro livro que li em inglês foi "Shadow Kiss" da Richelle Mead e eu tinha uns 18 anos na época (melhor decisão dessa vida foi começar a ler livros em inglês);

6- Eu prefiro ler de noite, pois de manhã meu cérebro parece que não funciona e eu gasto quase meia hora para ler 5-10 páginas durante o período matutino;

7- Eu não consigo ler rápido, então por mais que o livro seja fino eu geralmente demoro uma semana para ler qualquer coisa (por isso estou sofrendo ataques de ansiedade com Outlander);

8- Meu primeiro marcador de página era o encarte do CD (sim, eu ainda falo CD) do Paramore. Só quando já estava mais velha que passei a utilizar marcadores apropriados (vamos deixar claro que em nenhum momento da minha vida eu dobrei a página de qualquer livro para criar um marcador);

resenha

Resenha: The Glittering Court - Richelle Mead (The Glittering Court #1)

16.4.16


 Após meses de espera, finalmente "The Glittering Court" foi publicado (todos comemoram) e eu como fã declarada de Richelle Mead sai correndo (de uma maneira bem enlouquecida em direção ao computador) para ler esse livro o mais rápido possível.
 Caros leitores dessa resenha, antes de começar a escrever o texto quero deixar bem claro os seguintes fatos: 1º - essa resenha não terá spoilers (eba!); 2º - irei comparar em vários momentos essa obra com as séries "Vampire Academy" e "Bloodlines", pois eu adoro esses livros e  notei algumas semelhanças entre eles durante a leitura; e em 3º e último lugar sinto-me na obrigação de dizer que essa resenha será positiva (eba! duplo). Então vamos ser felizes e ir direto ao que nos interessa.
 "The Glittering Court" irá contar a história de Adelaide, a Condessa de Osfridian, que apesar do importante título de nobreza está falida. Após o recente falecimento de seus pais, a garota passou a viver com sua avó que está desesperada para arranjar um casamento entre a moça e algum nobre rico para que ambas possam sair do iminente estado de pobreza.
 Nem é preciso dizer que Adelaide não queria unir-se em sagrado matrimônio com nenhum aristocrata arrogante ou velho, apenas para manter sua riqueza. A moça tinha opiniões fortes e desejava mais do que tudo nessa vida poder ser livre das convenções impostas pela sociedade (sai cantando "I Want To Break Free" pelo vilarejo).
 Porém, como nem tudo é perfeito, a avó arruma um nobre bem tedioso para ser marido da pobre mocinha e quando tudo parecia sem solução eis que Cedric Thorn aparece na vida de nossa Condessa. Eu quero um minuto de silêncio pela perfeição moral e física que é Cedric, leiam a descrição do rapaz:

"The man also straightened, turning to look at me. As he did, the images I'd been building of some old, twisted scoundrel vanished. Well, maybe he was a scoundrel, but who was I to say? And the rest of him... my eyes burned at the sight of him. Deep auburn hair swept back in short, fashionable tail revealed a face with clean lines and high cheekbones. His eyes were an intense blue-gray, contrasting with skin tanned from being outdoor. That wasn't fashionable among nobles, but I could've deduced he wasn't one of us from a mile away"

 De volta a realidade, Cedric era morador de Adoria, local que fazia parte do "Novo Mundo". Nessa outra parte da cidade, a nobreza consistia de homens que obtinham riqueza por meio do próprio trabalho pesado e não de títulos passados através de uma linhagem sanguínea. Ou seja quem ganhava mais dinheiro por meio de seu emprego, era considerado um nobre em Adoria (Bom dia, Capitalismo).
 Porém esses aristocratas do "Novo Mundo" enfrentavam um problema gravíssimo que era a falta de esposas qualificadas para poderem se casar e expandir a população de sua região. Por ser uma terra recém colonizada, não havia moças cultas o suficiente para serem esposas desses importantes homens (muitos "selvagens" ainda habitavam por lá e poucas mulheres possuíam educação). 
 Em uma maneira de solucionar esse problema, Jasper Thorn (pai de Cedric) criou "The Glittering Court" que consistia em: levar moças que trabalhavam para a nobreza em Osfridian para uma escola em outro local da cidade e educá-las por 1 ano (educação digna de Rainha). Após esse período as garotas poderiam escolher se queriam casar-se com algum nobre ou ser independente e trabalhar em algum emprego que lhes foi selecionado.

entre a ruína e a paixão

Resenha: Entre a Ruína e a Paixão - Sarah Maclean (O Clube dos Canalhas #3)

2.4.16


 Antes de começar a escrever qualquer coisa relacionada a esse livro, sinto-me na obrigação de fazer o seguinte aviso: Essa resenha não será muito positiva e minhas opiniões e críticas podem ofender a legião de leitores que adoraram a história de amor entre Mara e Temple, portanto se você pertence ao grupo de pessoas que adorou esse livro, te aconselho a não ler esse texto (afinal minha intenção é apenas expor e não impôr minha opinião sobre o romance). Aviso feito, vamos a breve sinopse da obra. 
 Em "Entre a ruína e a paixão" temos a história de Temple, o lutador oficial do Anjo Caído. Diferente dos outros rapazes que lá trabalham, o herói da narrativa era conhecido antigamente como William e possuía um ducado que tornava-o em um dos membro mais importante da aristocracia. Porém, após acordar nu e coberto de sangue em uma cama desconhecida, o rapaz perdeu seu famoso status de "duque" para transformar-se em um assassino temido por toda a sociedade.
 Esse episódio aconteceu quando o garoto tinha 18 anos de idade e nenhuma lembrança do ocorrido, pois havia sido drogado por alguém que gostaria de incriminá-lo facilmente. Como os fatos não poderiam ser mudados, William virou Temple e ficou novamente famoso por suas habilidades como lutador, porém sem nunca perder o título de "Duque Assassino" imposto pela sociedade. 
 12 anos após o incidente, Temple recebe a inesperada visita de Mara Lowe, conhecida também como a garota que ele havia assassinado. Mara apresenta-se para o homem na intenção de comprovar sua inocência, porém a sua revelação à sociedade teria um preço alto, já que a Srta. Lowe fez um acordo financeiro bem generoso em troca de sua cooperação.
 E assim termina o enredo do livro e basicamente toda sua história, já que do início ao fim esse é o único problema existente nessa obra. A finalização da sinopse nos leva agora a melhor parte dessa resenha: a opinião pessoal e a justificativa do motivo pelo qual eu quis matar Mara estrangulada e quase abandonar esse livro inúmeras vezes.

favoritos

Resenha: Um Perfeito Cavalheiro - Julia Quin (Os Bridgertons #3)

22.3.16


 Senhoras e Senhores, leitores dessa humilde resenha, que fique registrado para conhecimento universal as seguintes constatações: 1º É ASSIM QUE UM ROMANCE DE ÉPOCA DEVE SER ESCRITO e 2º JULIA QUINN É RAINHA UNIVERSAL DESSE GÊNERO.
 Se por algum motivo desconhecido, você ainda não leu "O Duque e Eu" ou "O Visconde que Me Amava", espero poder te convencer no decorrer desse texto a ler uma das melhores séries de romance que o universo já viu (nota-se que eu não irei me controlar durante essa resenha, porque tenho muito amor guardado no meu coração).
 Antes de todos os elogios e declarações românticas à autora, vamos ao resumo da obra. Em "Um Perfeito Cavalheiro" temos a história de Benedict Bridgerton, o famoso "filho número dois" da família Bridgerton. 
 Assim como todos os seus irmãos, nosso mocinho também enfrentava a pressão da mãe para casar-se rapidamente e estabelecer sua própria família, só que o bondoso rapaz não tinha interesse por nenhuma garota de seu ciclo social e limitava cada vez mais suas interações nos bailes e festas organizados pela matriarca.
 Porém em um baile de máscaras oferecido na Casa dos Bridgertons, Benedict finalmente encontra sua alma gêmea. Uma misteriosa dama trajando um vestido prateado roubou toda a capacidade de raciocínio lógico do rapaz, fazendo-o apaixonar-se imediatamente por sua personalidade vibrante e corpo curvilíneo.
 No entanto a alegria e esperança de nosso herói durou poucas horas, pois quando o relógio soou meia-noite, a dama mascarada fugiu de seus braços sem sequer dizer-lhe seu nome. Desesperado para encontrá-la novamente, Benedict lembra-se que a garota esqueceu um par de luvas com ele e utilizando essa única peça, o moço inicia sua interminável busca pela mulher que roubou seu coração.
 Mal sabia o mocinho que a dama do vestido prateado estava longe de ser a garota aristocrática perfeita. Sophie Beckett era simplesmente a filha bastarda de um conde, sendo conhecida atualmente como mais um membro da criadagem da Penwood Park.
 Após 20 anos sujeitando-se a todo tipo de trabalho escravo dentro da mansão mantida por sua madrasta Araminta, Sophie (com a ajuda das outras empregadas) teve a oportunidade de viver uma única noite mágica ao entrar indevidamente no baile da família Bridgerton para dançar e se apaixonar perdidamente por Benedict (seu verdadeiro príncipe encantado). 
 Porém viver de sonhos e ilusões mostrou ser mais fácil do que encarar a triste realidade, uma vez que Sophie reencontra Benedict, após três anos de sua fuga durante o baile, e o rapaz simplesmente não a reconhece. Para piorar ainda mais a situação, ambos se apaixonam novamente e nosso herói pede à garota que ela se torne sua amante, já que seria impossível eles se casarem sendo de classes diferentes.
 Em uma adaptação do clássico conto de fadas "Cinderela", Julia Quinn cria com maestria um dos melhores romances de época já escritos. Agora finalmente chegou a hora de você colocar Bibbidi-Bobbidi-Boo para tocar e ser feliz comigo nos parágrafos seguintes, pois não consigo mais controlar o entusiasmo.

as peças infernais

Resenha: Príncipe Mecânico (As Peças Infernais #2) - Cassandra Clare

9.3.16


 Em 1º lugar: Se você não leu "Anjo Mecânico" saia imediatamente dessa resenha e volte após a leitura da obra (clique no título do livro para ler minha humilde opinião sobre o primeiro volume dessa trilogia maravilhosa que todos deveriam ler).
 Em 2º lugar: Eu vou surtar em vários momentos da resenha, então preparem-se para momentos de grande histeria e fangirl. Avisos feitos e corações preparados, vamos ao breve resumo de "Príncipe Mecânico".
 Dando sequência aos múltiplos problemas enfrentados pelos membros do Instituto é a vez de Charlotte sofrer as consequências pelo fracasso na prisão do Magistrado e a fuga de Nate Gray que estava sob sua custódia. 
 O inimigo número um da moça, Benedict Lightwood, quer governar o Instituto londrino e portanto em uma reunião da Clave, o Cônsul resolve colocar um curto prazo para que os Caçadores de Sombras encontrem Mortmain. Caso eles falhem em sua missão, a direção do instituto passará à família Lightwood.
 Charlotte; Henry; Will; Jem e Tessa unem-se em uma busca pelo passado do Magistrado e descobrem que seu ódio pelos Shadowhunters envolve questões extremamente pessoais, porém nenhum desses motivos explicam a importância de Tessa em seu plano diabólico.
 Não bastasse a impossível tarefa de lidar com o criador dos monstros mecânicos, o leitor deve ainda sofrer com o enigma que ronda Will Herondale e suas inúmeras sessões com Magnus Bane para encontrar um demônio misterioso que aparentemente lançou uma maldição sobre o garoto.
 Adicione também a lista de inúmeros acontecimentos o desenvolvimento amoroso entre Tessa e Jem; o estranho comportamento noturno de Jessamine; os irmãos Lightwood que irão aparecer para render ótimas cenas e ainda por cima Cassandra Clare nos deu o prazer de ler um capítulo completo sobre um baile de máscara (LIFE IS NOW COMPLETE).
 Melhor do que "Anjo Mecânico", o segundo livro supera todas as expectativas. Com muito drama; revelações bombásticas e cenas de ação, Clare consegue "amarrar" todos os personagens e suas respectivas histórias de forma impecável.
  Como necessito ser uma pessoa feliz e expor os acontecimentos que mais gostei durante a leitura, sinto informar que a partir do parágrafo seguinte esta resenha terá spoilers.

loretta chase

Resenha: O Último dos Canalhas - Loretta Chase

29.2.16


"O Último Canalha" é a famosa continuação do livro "O Príncipe dos Canalhas" (clique no título da obra para ler a resenha) e eu confesso que a mera ideia de tentar ler novamente qualquer palavra escrita por Loretta Chase apavorava-me.
 Porém como boa brasileira, que não desiste nunca, resolvi ignorar a voz do bom senso dentro da minha cabeça e ler essa sequência. No entanto, antes mesmo de iniciar a leitura dessa obra, abaixei o máximo possível todas as minhas expectativas; praticamente tomei um chá de camomila para ficar bem calminha; respirei fundo e finalmente abri o livro.
 Infelizmente, nem com todo esse relaxamento intensivo, foi possível aguentar algumas ideias e as 100 últimas páginas desse romance, No entanto vamos ao breve resumo do enredo e posteriormente irei expressar todos os gostos e desgostos que senti com relação a narrativa de Loretta Chase.
 Seguindo a temática de libertinos incorrigíveis a autora apresenta agora a história de Vere Mallory. Um canalha de 34 anos que simplesmente não deseja fazer nada da vida a não ser dormir, beber e ocasionalmente dormir com alguma mulher. Como todo bon vivant, nosso protagonista evita todas as damas virtuosas, já que o trabalho (e a dor de cabeça) de deitar-se com uma virgem é enorme demais (e para não fugir do clichê ele também tem aversão a ideia de casar-se).
 Eis que todas suas convicções vão por água abaixo quando encontra a jornalista Lydia Grenville numa situação inusitada que acaba ferindo o orgulho e a reputação de macho man do nosso duque de Ainswood (sim, além de tudo isso ele ainda possui o título de duque).
 Óbvio que após toda a humilhação do encontro, Vere teve que vingar-se da mocinha. Seu plano maligno consistia em seduzir a moça, destruir sua credibilidade perante a sociedade e consequentemente tornar-se o único homem que conseguiu domar o dragão (apelido carinhoso que foi dado à Lydia).
 Basicamente o enredo do livro resume-se a isso, não há grandes acontecimentos ou reviravoltas. E até a página 150 da obra eu estava realmente divertindo-me com as peripécias dos protagonistas (ainda que muitas delas fossem irreais para a época), contudo a autora conseguiu destruir toda minha escassa simpatia após ultrapassar a metade do livro.
 Sinto em informar à vocês que a partir do parágrafo seguinte essa resenha conterá vários spoilers e também será levemente negativa. Então agora a leitura desse texto fica por sua conta e risco.

anjo mecânico

Resenha: Anjo Mecânico (As Peças Infernais #1) - Cassandra Clare

16.2.16


 Todos nós, seres humanos, temos algum guilty pleasure que gostamos de esconder a sete chaves e negar até a morte. Porém o meu prazer culposo deve ser admitido com o intuito de fazer vocês, leitores dessa resenha, entenderem o motivo pelo qual resolvi ler a série "As Peças Infernais" de Cassandra Clare.
 Sem delongas, resolvi confessar que todas as quartas-feiras eu, Beatriz, passo o dia inteiro ansiosa esperando o momento de poder relaxar em frente ao computador, acessar a Netflix e assistir (no estilo sessão de cinema, com direito a luzes do quarto apagadas e até mesmo um doces para beliscar) o seriado adolescente Shadowhunters.
 Sei que já passei da fase de me empolgar com séries de televisão em que meninos e meninas estão vestidos de preto com espadas que brilham na mão caçando vampiros; lobisomens; feiticeiros e alguns novos demônios. Porém a vida anda muito difícil para deixar-me ser consumida pela culpa de aproveitar um seriado despretensioso (#iregretnothing, #nãomejulguemsoulegal).
 Eis que entre um ou outro episódio, acabei me interessando novamente pelos livros da Cassandra Clare, já que em 2010 (sim, sou antiga) li e adorei o livro "Cidade dos Ossos" da série "Os Instrumentos Mortais". Meu amor pela história de Jace e Clary foi tão grande que na mesma época comprei em inglês o primeiro livro da série "As Peças Infernais" e desde então ele estava pegando pó na minha estante (romances de época começaram a ser publicados no Brasil e todo meu planejamento de leitura foi por água abaixo).
 Agora, graças a Shadowhunters (guilty pleasure recompensando a vida) eu finalmente li "Anjo Mecânico" e arrumei mais uma trilogia para  aquecer meu coração e curar minha ressaca literária. Vamos (até que enfim) ao resumo e opinião do livro (e fica aqui meu agradecimento à você que leu esses cinco parágrafos de devaneios/digressões/diário pessoal, prometo me controlar nas outras resenhas).
 "Anjo Mecânico" conta a história de Theresa Gray, uma garota americana que após o falecimento de sua tia recebe uma passagem de navio do irmão Nate para ir morar com ele em Londres, já que agora ambos estavam órfãos e sozinhos no mundo.
 Ao desembarcar na cinzenta e úmida Londres de 1878, Tessa decepciona-se ao encontrar no lugar do irmão a Sra. Black e a Sra. Dark. As excêntricas irmãs mostram uma carta de Nate à garota, na qual o rapaz instruía Tessa a embarcar na carruagem das velhas senhoras sem maiores explicações. Inocente aos acontecimentos sobrenaturais envolvidos, nossa heroína dá início a um problema gigantesco.

ligeiramente maliciosos

Resenha: Ligeiramente Maliciosos (Os Bedwyns #2) - Mary Balogh

1.2.16


 Dando continuidade à leitura da série "Os Bedwyns" de Mary Balogh, eis que finalmente resolvi ler "Ligeiramente Maliciosos" para aventurar-me outra vez com os romance dessa família e acompanhar nessa obra a história de amor entre Judith Law e Rannulf Bedwyn.
 O segundo livro da série, irá retratar de maneira pouco tradicional o encontro da Srta. Law com o jovem Rannulf. A moça estava viajando em uma diligência com destino a casa de sua tia Effingham, quando a carruagem praticamente despedaça em um acidente que deixa nossa pobre moça à beira da estrada com um bando de desconhecidos.
 Por sorte o rapaz Bedwyn também estava realizando à cavalo o mesmo trajeto que Judith, a única diferença era que o moço estava a caminho da residência de sua avó, porém sua cavalgada foi interrompida ao deparar-se com passageiros desesperados no meio da estrada pedindo ajuda.
 Sem saber o que fazer ou a quem socorrer primeiro, nosso esperto mocinho chega a brilhante decisão de convidar Judith à subir em seu cavalo e juntos irem à estadia mais próxima até alguém conseguir consertar a diligência e o tempo melhorar para prosseguir viagem, pois além do acidente as estradas estavam intransitáveis devido à chuva constante.
 A desiludida, porém sonhadora, mocinha de 22 anos resolve embarcar nessa que seria considerada sua primeira e última aventura antes de viver eternamente como uma parente pobre e explorada na casa de sua tia, pois sua família tinha uma dívida tão colossal que seu pai praticamente vendeu a garota como empregada à sua irmã rica em troca de ajuda financeira.
 Problemas à parte nosso casal tem uma atração instantânea, porém como ambos são espertos eles apresentam-se com nomes falsos de maneira a não se comprometerem nesse caso de uma só noite. Judith muda seu nome para Claire Campbell e assume a personalidade de uma atriz e possível cortesã, enquanto Rannulf diz ser Ralf Bedard e praticamente não revela quase nenhuma informação verídica sobre si.
 Juntos eles embarcam rapidamente em uma aventura sexual e quando Rannulf já estava meio apaixonado pela moça e propõe que eles viajem juntos mais alguns dias para aproveitar a companhia um do outro, Judith foge dos braços do homem para enfrentar sozinha seus sombrios dias como empregada da tia.
 O que ambos não contavam era que a casa da avó de Rannulf e a residência da Sra. Effingham fossem próximas e o pior de tudo era que Bedwyn, a pedido de sua avó, deveria cortejar a adorável prima de Judith.
 Os amantes que nunca mais deveriam se encontrar são obrigados a conviverem juntos novamente e todas as mentiras e segredos que foram ditos e escondidos irão ser relevados conforme Judith e Rannulf lutam contra o desejo que os uniu desde o começo.
 "Ligeiramente Maliciosos" foi um bom livro, porém a obra não me cativou tanto quanto o primeiro volume ("Ligeiramente Casados") e como sempre prometo justificar os pontos que me incomodaram um pouco na narrativa, assim como também prometo falar os elementos que gostei, já que essa não é uma resenha negativa.

an ember in the ashes

Resenha: Uma Chama Entre As Cinzas (An Ember In The Ashes #1) - Sabaa Tahir

24.1.16


"Fear can be good, Laia. It can keep you alive. But don't let it control you. Don't let it sow doubts within you. When the fear takes over, use the only thing more powerful, more indestructible, to fight: your spirit. Your heart."

 "Uma Chama Entre As Cinzas" de Sabaa Tahir era um livro que prometia restaurar minha fé nas obras do gênero jovem adulto/distopias. Com sua sinopse repleta de elementos que eu absolutamente adoro (reconstituição da época medieval, guerreiros de armadura, lutas constantes e outras coisas do tipo), comprei a obra em inglês logo após seu lançamento e devo dizer que não me arrependi dessa aquisição.
 O enredo criado por Sabaa Tahir conta a história de Laia, uma garota pertencente a classe dos Eruditos que morava com seus avôs e irmão em uma simples casa afastada da Academia Militar Blackliff. Sobrevivendo e seguindo as ordens tirânicas do Império Marcial a menina surpreende-se ao encontrar soldados invadindo sua casa à procura de seu irmão mais velho que estava sendo acusado de traição por trabalhar com os membros da Resistência.
 Durante a batida noturna, Laia vivência a traumatizante e cruel experiência de observar o aprisionamento de seu irmão mais velho Darin junto com a morte de seus entes queridos. E esses são os fatos que fazem a garota fugir de sua antiga moradia para salvar-se dos soldados Marciais e arquitetar um plano de resgate à Darin.
 Perdida nas catacumbas do deserto que marcam a cidade, Laia encontra um grupo de rebeldes que fazem parte da Resistência e pede ajuda à eles para salvar seu irmão, porém como nenhum integrante do grupo está disposto a arriscar sua vida numa missão suicida, Mazen (o líder dos rebeldes) diz que só irá salvar Darin se a garota trabalhar para ele como espiã dentro da Academia Militar Blackliff.
 Falsamente vendida como escrava, Laia inicia suas atividades como serva submissa da Comandante mais tirana do Império e apesar das dificuldades encontradas é dentro da Academia que a garota conhece Elias, um dos soldados mascarados que irá ser essencial para realizar a missão de Laia.
 Narrado sobre o ponto de vista de Elias e Laia, a narrativa proporciona um conhecimento amplo sobre a situação de vida dos colonizadores que dominam o Império sobre os colonizados que são tratados de modo geral como escravos.
 Sem medo de escrever cenas de tortura, guerras ou perdas, Sabaa Tahir não subestima  a inteligência do leitor e cria uma obra praticamente perfeita em termos de fantasia/distopia. Mesmo quem não é fã dessa temática brutal deveria dar uma chance à esse livro para surtar e hiperventilar comigo nos parágrafos a seguir (não consigo mais controlar minha fangirl interna).

Brittainy C. Cherry

Resenha: Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

14.1.16


 O aclamado livro "Sr. Daniels" de Brittainy C. Cherry estava na minha lista de leitura desde a época de seu lançamento nos Estados Unidos e o motivo de tamanha vontade de ler esse livro deve-se aos inúmeros comentários positivos no Goodreads sobre como a obra é perfeita; maravilhosa; comovente e entre outros adjetivos qualificativos (já adianto que ao finalizar a leitura da obra discordei de todas essas qualidades).
 Esse livro encaixa-se no gênero literário "novo adulto" e portanto irá retratar a vida de Ashlyn Jennings, uma garota de 19 anos que acabou de perder sua irmã gêmea Gabby para o câncer. Completamente perdida, agora que está sem sua outra metade, Ashlyn ainda é forçada a adaptar-se a uma nova rotina, já que sua mãe envia a garota à Wisconsin para morar com seu ausente pai.
 Com raiva da mãe que a despachou logo após o falecimento da irmã e ódio do pai que nunca participou da sua vida, Ashlyn não acreditava mais em salvação ou em um mundo onde existisse alegria, porém sua percepção muda quando na estação de trem a caminho de seu novo lar ela encontra Daniel.
 O jovem rapaz de 22 anos, encanta a garota instantaneamente e logo em sua conversa inicial eles descobrem que amam Shakespeare e música, portanto Daniel convida Ashlyn para um bar onde sua banda intitulada "Romeo's Quest" geralmente se apresenta (porque além de ter os olhos azuis mais lindos do universo, ele também é músico e tem alma de poeta).
 Somente a distração de um belo moço, pode ajudar Ashlyn a manter-se calma, já que ao chegar em seu novo lar a menina descobre que seu pai casou-se novamente e junto com a madrasta, dois novos irmãos foram adicionados em sua família.
 Tendo que se habituar com uma nova cidade; casa; família; escola e a perda da irmã, Ashlyn entregou-se de completamente em seu primeiro encontro com Daniel no bar, junto eles passaram uma noite agradável e romântica, combinando de se encontrarem novamente na próxima semana.
 Porém os planos de iniciarem um namoro vão por água abaixo quando em seu primeiro dia de aula, Ashlyn descobre que sua alma gêmea é na realidade seu novo professor de língua inglesa, Sr. Daniels.
 Mesmo repleto de drama, amor, dilemas e resenhas positivas a obra de Brittainy C. Cherry não me agradou em nenhum momento da leitura, portanto os parágrafos a seguir serão negativos. Prometo fundamentar todos os motivos que me desagradaram de modo a explicar claramente a razão da baixa classificação que darei à esse livro.