cold-hearted rake

Resenha: Cold-Hearted Rake (The Ravenels #1) - Lisa Kleypas

26.12.15


 "Cold-Hearted Rake" é o mais novo romance de época da minha querida autora Lisa Kleypas, essa obra marca o início da série "The Ravenels" e apresenta ao leitor todos os membros dessa nova excêntrica família literária. 
 O primeiro livro dessa série irá acompanhar o romance entre a viúva Kathleen e Devon Ravenel. Logo no início da narrativa o leitor descobre que o marido de Lady Trenear, Theo Ravenel, faleceu tragicamente após sofrer uma queda de um cavalo durante seu passeio matinal. Após sua triste perda, a viúva e as três irmãs de Theo descobrem que toda a herança da família irá parar nas mãos de um primo distante, sendo Devon Ravenel o mais novo responsável por cuidar das propriedades, fortunas e destinos dessas quatro moças desamparadas.
 Devon e seu irmão mais novo West são dois libertinos irremediáveis e a última coisa que desejam é herdar qualquer tipo de responsabilidade e é exatamente esse o motivo que fazem os irmãos quererem vender imediatamente Eversby Prior, a propriedade rural e ultrapassada que Theo e sua família habitavam.
 Desesperados para se livrarem desse fardo indesejado, os irmãos vão até a propriedade negociar sua venda, porém nos poucos minutos de estadia, Devon conhece Kathleen e imediatamente suas intenções de ficar alheio aos problemas de Eversby Prior vão por água abaixo.
 Extremamente parecido com o primeiro livro da série "Os Hathaways", esse novo livro da Lisa Kleypas diferencia-se por apresentar uma família onde todos apresentam problemas de temperamento explosivos. Theo era tão irritante com sua personalidade estressada que nem mesmo as irmãs e sua esposa sofreram muito sua perda. 
 Os outros membros da família como Devon; West; Helen (a irmã mais velha) e as gêmeas Cassandra e Pandora sofriam o mal de serem nervosos e irritados ao extremo e no caso de Devon essa característica era agravada pelo fato dele ser um canalha que não tinha intenção de casar, ter filhos ou apaixonar-se por alguma mulher.
 Após cinco anos sem lançar nenhum romance de época, Lisa Kleypas decepciona imensamente os leitores com essa obra. Com poucos elementos originais e protagonistas irritantes, o leitor tem que respirar fundo várias vezes para prosseguir com a leitura.
 Em um momento de honestidade, informo que a partir do próximo parágrafo irei realizar uma resenha negativa desse livro (talvez ofender um pouco o mocinho e a mocinha) e positivamente contar tudo aquilo que me irritou durante a leitura dessa obra, portanto essa resenha terá spoilers.
 Antes de me exaltar, preciso dizer que eu adoro a escrita da Lisa Kleypas e que esse livro foi uma exceção à regra. Se você não está familiarizado com a autora recomendo a leitura do livro "Segredos de Uma Noite de Verão" (para ler todo o meu amor por essa obra é só clicar no nome do livro), garanto uma leitura prazerosa e divertida. 
 Agora convido todos a lerem o resto da resenha e compartilharem minha frustração com esses protagonistas teimosos e muitas vezes irritantes.

apenas um dia

Resenha: Apenas Um Dia - Gayle Forman

17.12.15


 Um fato que precisa estar claro na mente de todos os seres humanos é que: Gayle Forman é uma das melhores autoras de livros jovens adultos nesse mundo. Como diria Jane Austen, isso "é uma verdade universalmente conhecida" e incontestável. 
 "Apenas Um Dia" é mais uma obra de Forman que foi executada com a maestria de uma sinfonia perfeita, pois todos os elementos encaixam-se impecavelmente para compor a história de Allyson e Williem.
 Nossa heroína é a típica garota certinha, organizada e sistemática. Aos dezoito anos, Allyson ganha de presente de formatura do ensino médio, um pacote de viagens para conhecer todos os países da Europa com sua melhor amiga Melanie.
 Com idade para beber e aproveitar todas as festas e bares europeus, Allyson segue à risca todas as regras estipuladas pelos monitores e em nenhum momento foge das atividades planejadas previamente no itinerário da viagem, porém algo desperta na garota ao encontrar um rapaz misterioso enquanto estava na fila de um teatro londrino para assistir à peça Hamlet de Shakespeare.
 O desconhecido (alto, louro e de olhos castanhos escuros) aborda Allyson e Melanie com um panfleto convidando-as para assistirem Noite de Reis, outra peça shakespeariana que está sendo apresentada por ele e outros garotos de sua companhia teatral. 
 Em um momento aventureiro, Allyson convence sua amiga a mentir para a superiora da viagem e ambas embarcam nessa viagem ao ao livre com um menino desconhecido e sua reinterpretação de Shakespeare.
 A aventura noturna que deveria ter durado apenas algumas horas, estende-se no trem que as garotas embarcam para voltarem ao lar. Durante o café da manhã, Allyson encontra o misterioso menino, cujo nome ela descobre ser Willem e a conexão entre ambos é instantânea (também quem não iria identificar-se com uma garoto cuja comida preferida é pão e nutella?).
 Pronta para dizer adeus ao desembarcar do trem, nossa heroína vê um painel de embarque para Paris e lamenta-se com Willem sobre não ter conseguido conhecer o país que mais queria durante seu tour e são nesses rápidos segundos de insatisfação que a garota não hesita em aceitar o convite de nosso mocinho para aventurar-se com ele em apenas um dia na capital do amor.
 Resta saber se apenas um dia será suficiente para Allyson e Willem descobrirem e encontrarem tudo aquilo que procuram. Apesar do período limitado de tempos juntos, as consequências dessa primeira aventura perdurarão em Allyson por mais de um ano, fazendo a garota repensar toda sua vida e futuro.
 Sinto informar que a partir do próximo parágrafo essa resenha terá spoilers, necessito comentar sobre alguns trechos desse livro e expor todo meu sentimento com relação ao final da obra. Portanto se você não leu "Apenas Um Dia" recomendo sua leitura imediatamente, Gayle Forman escreve uma história extremamente verossimilhante e cativante na qual o leitor identifica-se com a protagonista e seus dilemas, então leiam a obra e voltem para ler a resenha. Já você que leu esse livro, está cordialmente convidado à prosseguir na leitura do próximo parágrafo. 

bibliografias

Resenha: The Beatles: A história por trás de todas as canções - Steve Turner

9.12.15


"Quase quarenta anos depois de os Beatles terem parado de tocar juntos, suas canções ainda significam muito para nós. Para aqueles que cresceram com eles, são como antigos amigos que nunca cansamos de encontrar. Como iluminaram a nossa vida e talvez tenham até ajudado a despertar nossa curiosidade intelectual e espiritual, nossos sentimentos em relação a eles são sempre afetuosos. Descobrir de onde vieram nos ajuda a descobrir de onde nós mesmos viemos"

 Com o triste fim da editora Cosac Naify e a loucura da Black Friday o livro "The Beatles: A história por trás de todas as canções" de Steve Turner tornou-se um item essencial em minha vida e eu tive que comprá-lo imediatamente.
 Contando literalmente a história por trás de cada composição já criada pelos integrantes da banda, essa obra apresenta ainda fotos inéditas da trajetória do grupo e de outros artistas da época o que ocasionará na primeira resenha ilustrativa desse blog. Então continue na resenha para apreciar esse maravilhoso material exclusivo e editado no Instagram, já que minha habilidades de fotógrafa são limitadas.
 Antes de ler esse livro, ressalto a importância de fazer uma sugestão ao leitor para entrar em contato com alguma obra bibliográfica do grupo, pois o autor presume que o leitor já possui algum conhecimento prévio sobre os fatos e acontecimentos que marcaram o desenvolvimento do grupo. Caso você não tenha paciência para as gigantes antologias publicadas, procure um resumo da história da banda na internet e depois leia essa obra.
 Com o foco apenas nos álbuns e composições, Steve Turner inicia sua obra contando sobre o disco "Please Please Me". O primeiro lançamento musical dos Beatles foi marcado pelas famosas "canções chicletes" para conquistar o público, principalmente o feminino. Como todo início de carreira, é possível identificar as dificuldades de John Lennon e Paul McCartney em criar canções substanciais para o grupo, já que a preocupação da gravadora era exclusivamente comercial.
 Com a evolução do grupo, foi possível notar o aumento de composições dos cantores no álbum "With the Beatles" até alcançarem o sonho de ter um disco de autoria própria em "A Hard Day's Night" onde os problemas amorosos de Paul e a influência materna em John criaram letras dignas de análises literárias pelos críticos da época.

a espada do verão

Resenha: A Espada do Verão (Magnus Chase e os Deuses de Asgard #1) - Rick Riordan

2.12.15


 Conhecido mundialmente pela série "Percy Jackson e os Olimpianos", "A Espada do Verão" é o mais novo livro do famoso escritor Rick Riordan e marca o início da nova saga intitulada "Magnus Chase e os Deuses de Asgard".
 Como uma forma de interligar suas obras fictícias, Magnus Chase é primo de Annabeth Chase a companheira fiel de Percy Jackson. Porém diferente dos Olimpianos enfrentados pela garota, Magnus depara-se com os brutos deuses nórdicos e toda a mitologia sobre Vikings que envolve esse universo desconhecido.
 Seguindo seu estilo habitual de escrita, "A Espada do Verão" conta basicamente como Magnus entrou em contato com esse novo mundo. O livro inicia-se com o garoto morando na rua após tornar-se órfão com a perda de sua mãe. Contando apenas com a ajuda de outros dois garotos Blitz e Hearthstone para poder arranjar comida, locais para dormir, tomar banho e principalmente fugir de qualquer pessoa que possa lhe causar problemas, como seu tio Randolph.
 Antes de morrer, a mãe afastou o garoto de todos os membros da família e mesmo não entendendo o motivo desse distanciamento, Magnus passou a fugir de todos os seus familiares. Portanto ao ser avisado que uma garota loura e um homem mais velho o estavam procurando, o menino entra em pânico e começa a fugir desesperadamente apenas para encontrar seu tio Randolph que prontamente diz à Magnus que pessoas o estão perseguindo para matá-lo já que ele havia completado dezesseis anos.
 O que o tio "doidinho" da família não explica é o motivo de um gigante, uma Valquíria e quase metade dos guerreiros do Valhala estarem perseguindo o garoto, fato que ocasiona uma grande confusão na cidade de Boston e dá início ao enredo da narrativa.
 Essa resenha não terá nenhum tipo de spoiler, porém preciso adiantar que ela será levemente negativa já que tive alguns problemas com a leitura desse livro e pretendo explicá-los nos parágrafos seguintes. Portanto leitores ou não leitores da obram sintam-se convidados a prosseguir na leitura da resenha.

julia quinn

Resenha: O Visconde que Me Amava (Os Bridgertons #2) - Julia Quinn

20.11.15


"Anthony Bridgerton é um Libertino.
Um libertino com l minusculo é jovem e imaturo. Ele se gaba das próprias proezas, comporta-se feito um idiota e se considera um perigo para as mulheres. 
Um Libertino com l maiúsculo sabe que é um perigo para as mulheres. Não se gaba das próprias proezas, pois não precisa. Sabe que homens e mulheres cochicharão a seu respeito e, na verdade, preferiria que não fizessem isso. Ele sabe quem é e o que faz. Relatos detalhados são, em sua opinião, redundantes (...)
E, se isso não descreve à perfeição o visconde Bridgerton, sem dúvida o solteiro mais cobiçado da temporada, esta autora aposentará a pena imediatamente."

 De volta aos romances de época (e queridinhos do meu coração) resolvi dar continuidade a série "Os Bridgertons" da autora Julia Quinn ao ler "O Visconde que Me Amava", título do segundo volume dessa saga.
 Antes de começar com toda a empolgação, necessito avisar que essa resenha não terá spoilers e que você também pode conferir a resenha do primeiro livro dessa série "O Duque e Eu" clicando no título do livro.
 Julia Quinn é a minha segunda autora de romances históricos preferida (Lisa Kleypas em primeiro lugar) e portanto sabia que não iria me decepcionar ao ler a história de Anthony, o primogênito da família e notório libertino que ao chegar próximo dos trinta anos de idade, resolve buscar um casamento de conveniência com uma dama de boa reputação para poder cumprir seu papel de patriarca e passar seu título à um futuro herdeiro.
 Com essa ideia em mente, Anthony decide que Edwina Sheffield é a moça perfeita para o posto. Aos 17 anos a garota possuía todas as qualidades que o visconde procurava em uma mulher, já que ela era jovem, inteligente, virginal e possivelmente a beldade loura mais disputada da temporada. O único problema de Edwina era sua meia irmã Kate Sheffield.
 Devido ao grande número de pretendentes que buscavam casar-se com Edwina, a moça teve a infeliz ideia de anunciar em um evento social que só receberia a corte daqueles cuja à irmã mais velha aprovasse, já que confiava completamente no julgamento da garota.
 Após essa declaração, Kate tornou-se alvo de todos os solteiros da temporada que queriam uma chance com Edwina. Já extremamente irritada com a posição sob a qual foi colocada, Kate enfurece de vez ao descobrir que o maior libertino de Londres planejava fazer a corte para sua irmã caçula.
 Anthony nunca havia prestado atenção em Kate, com 20 anos a garota de olhos e cabelos castanhos, era simplesmente vista como uma parte da paisagem se comparada com Edwina, porém ao encontrarem-se pela primeira vez em um baile da temporada sentimentos desconhecidos são despertados em ambos os mocinhos dessa história. Pena que esses sentimentos resumiam-se à raiva, preconceito e sarcasmo excessivo.

belezas perigosas

Resenha: Belezas Perigosas (Gemma Doyle #1) - Libba Bray

16.11.15


 Após um período de ressaca literária, "Belezas Perigosas" de Libba Bray foi o escolhido da vez para curar minha falta de ânimo com a leitura e infelizmente "o tiro saiu pela culatra".
 Presente na minha lista de leitura desde 2008 a trilogia de Gemma Doyle é ambientada em Londres no ano de 1895 e conta a história de Gemma, uma garota de dezesseis anos que possuí poderes psíquicos de ter visões confusas e inesperadas sobre o futuro.
 No início da narrativa somos apresentados a Gemma e sua mãe em Bombaim, onde ambas continuavam uma briga constante sobre ir ou não ao Reino Unido, já que a garota detestava a Índia e queria voltar à solo britânico para ser educada e apresentada à sociedade como debutante. Durante o desentendimento entre mãe e filha, Gemma deixa sua mãe sozinha e começa a vagar pelas ruas indianas até ter uma visão horrível da morte de sua mãe em algum lugar próximo de onde estava.
 Desesperada a garota procura sua mãe entre a multidão e descobre que o pior aconteceu. Após esse fato seu irmão Tom aparece na narrativa para levar Gemma à Spence, uma escola londrina feita exclusivamente para treinar garotas a se tornarem verdadeiras damas da sociedade.
 Apesar da reputação impecável do colégio, a garota percebe que coisas estranhas macularam a perfeição do instituto. Além de acontecimentos inexplicáveis Gemma envolve-se com as meninas populares de Spence e juntas elas exploram cada vez mais as visões e poderes da heroína, descobrindo novos poderes, reinos e seres desconhecidos para os meros mortais.
 Mesmo com todas essas distrações, Gemma e as outras garotas ainda encontram tempo entre as aulas de francês e etiqueta para envolverem-se com os ciganos que habitam as redondezas da escola. Sendo Kartik uma espécie de par romântico da narrativa e Mãe Elena a típica vidente que utiliza bola de cristal para prever o futuro.
 Com inúmeras referências as Lendas de Camelot e outros tipos de mitologia, a narrativa de Libba Bray inicia-se de modo positivo. A autora explora bastante as características góticas e sombrias do ambiente londrino, utilizando alguns elementos do gênero terror nesse romance jovem adulto. Complementando a construção da narrativa com a inicial personalidade perfeita de Gemma, a qual era sarcástica e inteligente ao mesmo tempo, gerando uma narradora perfeita para o leitor.
 Porém o que aparentava ser um livro promissor no início perdeu todo o seu encanto após a página cinquenta ao transformar-se em mais um livro estereotipado de colegial.

ligações

Resenha: Ligações - Rainbow Rowell

30.10.15


"Tem um telefone mágico no meu quarto de infância. Posso usá-lo para ligar pro meu marido no passado. (Meu marido que ainda não é meu marido. Meu marido que talvez não devesse virar meu marido.)
Tem um telefone mágico no meu quarto de infância. Eu o desliguei hoje de manhã e escondi no armário.
Vai ver todos os telefones da casa são mágicos.
Ou talvez eu seja a mágica. Mágica temporária. (Ah! Trocadilho sobre viagem no tempo!)
Isso conta como viagem no tempo? Se é só a minha voz que está viajando?
Tem um telefone mágico escondido no meu armário. E acho que está conectado ao passado. E acho que tenho que consertar alguma coisa. Acho que tenho que corrigir alguma coisa."

 "Ligações" de Rainbow Rowell foi lançado originalmente ano passado e já recebeu o prêmio de "Melhor Livro de Ficção" de 2014 pelo Goodreads. Como fã declarada da autora não pude deixar de conferir essa obra.
 Diferente de seus outros livros, "Ligações" aborda temas mais adultos ao narrar a história do casal Geogie e Neal. Logo no início da trama somos apresentados a Georgie, uma roteirista de programas de comédia que trabalha com seu melhor amigo Seth escrevendo roteiros para a sitcom Jeff'd Up enquanto seu marido Neal fica em casa cuidado de suas duas filhas Alice e Noomi.
 Casados a quatorze anos, Georgie e Neal vinham passando por algumas crises e problemas no relacionamento, portanto quando Gerogie conta ao marido que não poderá viajar com ele e as crianças para Omaha na semana de natal todas as dificuldades do matrimônio ressurgem para questionar o casal.
 Georgie recusou a viagem em família, pois finalmente a emissora para a qual trabalhava ofereceu-lhe a oportunidade de criar sua própria série de comédia. Portando, devido à prazos e datas curtas, ela deveria passar toda a semana do natal trabalhando com Seth na criação dos episódios, atrapalhando assim seus planos com a família.
 Ao contar para o marido sua escolha, Neal resolve viajar sozinho com as meninas deixando Georgie paranoica sobre se havia estragado irremediavelmente seu casamento com essa decisão.
 Após todo esse conflito inicial, começam as dificuldades e desencontros de comunicação entre o casal. Georgie nunca conseguia conversar com Neal pelo celular (que estava com problemas de bateria) fazendo o marido tornar-se praticamente inalcançável, até o dia em que vai à casa de sua mãe e resolve utilizar seu antigo telefone fixo amarelo.
 Ao ouvir a voz de Neal pelo antigo aparelho que eles usavam para se comunicar no início do relacionamento, Georgie fica aliviada ao perceber que o marido não tinha terminado o casamento e ainda a amava, porém após alguns minutos de conversa nossa protagonista descobre estar falando com o Neal de 1998 e não o seu atual marido, desencadeando e misturando problemas do passado e do presente.

ligeiramente casados

Resenha: Ligeiramente Casados (Os Bedwyns #1) - Mary Balogh

22.10.15


" - Uma coisa sobre os Bedwyns - falou Aidan - é que não amam facilmente, mas quando amam é com muita intensidade. Ninguém imaginaria isso ao nos conhecer, não é mesmo?"

 "Ligeiramente Casados" de Mary Balogh é o primeiro romance de época da série "Os Bedwyns" composta originalmente por seis livros. Aqui no Brasil, a Editora Arqueiro, já publicou três volumes dessa saga e eu estou contendo a ansiedade para não comprar as duas obras remanescentes nesse exato momento.
 Antes de começar a resenha, sinto-me na obrigação de tranquilizar a todos e avisar que não escreverei nenhum spoiler durante esse texto. Então leitores ou não leitores do livro, convido todos vocês à seguirem em frente comigo para descobrirem o quanto essa obra é perfeita.
 A narrativa de "Ligeiramente Casados" inicia-se com o encontro entre Aidan Bedwyn e o capitão Percival Morris que encontrava-se à beira da morte, ferido no campo de batalha ao lutar pela vitória da Inglaterra em mais uma guerra interminável.
 Morris havia salvado a vida de Bedwyn em uma outra outra ocasião e como pagamento dessa eterna dívida, Aidan promete atender aos últimos desejos do falecido que pediu à seu oficial superior para avisar a irmã mais nova sobre sua morte e protegê-la acima de qualquer custo.
 Com toda sua honra e dever Aidan parte à procura de Eve Morris, que morava e administrava o Solar Ringwood, para contar-lhe a triste notícia e oferecer sua ajuda e proteção. Porém Eve mostra ser uma moça forte e orgulhosa ao recusar qualquer tipo de auxílio do coronel.
 Sentindo-se inútil por não poder cumprir a promessa feita a Percival, Aidan resolve investigar a vida da moça de maneira a descobrir que o Solar Ringwood passará para um primo distante de Eve, já que na herança deixada pelo pai a filha mais nova só poderia ser dona da propriedade caso estivesse casada.
 Ao descobrir esse problema, Aidan propõe imediatamente um casamento de conveniência entre ele e Eve, de modo a cumprir sua promessa protegendo a garota. Apesar de relutante, Eve concorda com o pedido e ambos estipulam que não se veriam mais depois da cerimônia, tornando o matrimonio restrito as documentações legais.
 Apesar do plano perfeito, o duque de Bewcastle e irmão mais velho de Aidan atrapalha a felicidade dos mocinhos ao exigir que Eve seja apresentada formalmente à Rainha da Inglaterra e à aristocracia da sociedade, já que a mulher de Aidan era agora o mais novo membro da família Bedwyn.
 Após a intervenção do duque, todos os planos de um casamento estritamente prático e sem envolvimento ou sentimentalismo são destruídos, forçando Aidan e Eve a encararem situações e emoções difíceis de resolverem.

jenny han

Resenha: P.S.: Ainda Amo Você (Para Todos os Garotos que Já Amei #2) - Jenny Han

15.10.15


 "P.S I Still Love You" de Jenny Han é o segundo livro da série "Para Todos os Garotos que Já Amei", lançado esse ano no Brasil pela editora Intrínseca. Se você não leu ainda o primeiro volume, pare tudo que estiver fazendo e vá ler o livro mais fofo da sua vida. Realizada a leitura, volte para essa resenha e descubra as aventuras vividas por Lara Jean na sequência desse romance adolescente.
 Em "P.S I Still Love You" Jenny Han inicia a narrativa partindo do desfecho de "Para Todos os Garotos que Já Amei". Então vemos Lara Jean resolvendo os problemas que ficaram pendentes no livro anterior, como seu relacionamento com Peter Kavinsky, sua amizade com Josh, a reconciliação com Margo e várias outras questões relacionadas as cartas de amor que foram enviadas e alguns problemas pendentes com os amigos do colégio.
 Porém entre as resoluções das confusões ocorridas no livro anterior, um novo menino aparece para complicar ainda mais a vida de Lara Jean. John Ambrose McLaren foi o último garoto a receber uma carta de amor de Lara Jean e o único a não responder ou devolver a carta à garota.
 Lara Jean praticamente já tinha esquecido a correspondência perdida até o dia em que John escreve e envia uma resposta à ela, desencadeando assim uma série de problemas e questões do passado que voltam à tona para bagunçar o coração de Covey e mexer com os sentimentos e lembranças de todos os colegas do colégio.
 Com uma temática simples, o enredo de "P.S I Still Love You" resume-se nesse conflito principal, baseando-se na formação de casais e seus antigos e novos amores. Como acontecimento secundário e novo é apresentado ao leitor o emprego de Lara Jean em uma casa de repouso e seus novos amigos, como Stormy que é uma das residentes mais espirituosas do asilo.
 Pode-se dizer que poucas coisas inéditas acontecem nesse livro o que torna a leitura tediosa em alguns momentos. Diferente do primeiro livro da série que entrou para minha lista de favoritos "P.S. I Still Love You" ganhou uma classificação relativamente baixa e me desapontou bastante com relação ao desenvolvimento da história e sua inutilidade como obra sequencial.
 Nesse exato momento irei comentar alguns pedaços do livro, o que pode estragar um pouco a história para você que ainda não leu essa obra. Não considero nenhuma informação que citarei nessa resenha como spoiler, já que nada revelador ocorre durante a narrativa, porém isso é uma opinião pessoal minha. Aviso dado, vamos seguir em frente que eu preciso expressar minha revolta com a protagonista e alguns acontecimentos desse livro.

all the bright places

Resenha: Por Lugares Incríveis (All The Bright Places) - Jennifer Niven

8.10.15


 "Por Lugares Incríveis" ou "All The Bright Places" de Jennifer Niven foi um dos lançamentos mais comentados de 2015 e eu, como sempre apressada, garanti meu exemplar em inglês logo no começo do ano. Portanto antes de começar a resenha crítica gostaria de avisar que todas as frases e citações do livro estarão em língua inglesa e que esse texto não terá spoilers, então leitores ou não leitores da obra podem prosseguir tranquilamente com a leitura dessa resenha.
 O primeiro livro "jovem adulto" de Niven conta a história de Violet e Finch, dois adolescentes unidos por uma situação pouco convencional, já que ambos se encontram pela primeira vez na torre mais alta do colégio com a intenção de cometerem suicídio.
 O que leva os protagonistas a quase se jogarem da torre é o fato de que Eleanor, a irmã mais velha de Violet, morreu em um acidente de carro e a jovem ainda não conseguiu superar a perda da outra garota. Já no caso de Finch vários fatores e problemas ocorridos no decorrer de sua vida, proporcionaram e impulsionaram o garoto a pensar frequentemente em vários métodos distintos para tirar a própria vida. 
 O início do livro é marcado por essa cena e o relacionamento entre Violet e Finch se desenvolve a partir desse momento, já que ambos pertenciam a diferentes "grupos" dentro do colégio e não eram amigos. Violet sempre foi a menina popular, ela e sua irmã faziam toda e qualquer atividade juntas, inclusive eram donas de um blog onde escreviam sobre garotos, roupas e maquiagens. Já Finch sempre foi o menino esquisito e intitulado como louco por todos os outros adolescentes, sendo que sua fama de anormal só cresceu com o passar do tempo.
 O enredo da obra gira em torno do último ano do  ensino médio e enquanto Violet conta os dias para sair do estado de Indiana, Finch conta os dias em que está "acordado", pois o garoto sofreu um grande "apagão" durante várias semanas e estava tentando se recuperar e manter-se desperto.
 Após o encontro na torre do colégio, Finch e Violet unem-se (inicialmente contra a vontade da garota) em um projeto para a aula de geografia que propunha aos garotos visitarem as maravilhas de Indiana, dando assim início as aventuras dos garotos,
 Apesar do enredo simples, a narrativa de Jennifer Niven é extremamente complexa e ouso dizer cansativa, pois a autora usa como "plano de fundo" fatos normais ocorridos no colégio para aprofundar-se em questões profundas e psicológicas sofridas pelos protagonistas. 
 Portanto não deixe a capa bonitinha do livro te fazer pensar que essa é mais uma obra leve e descompromissada, pois os temas e conteúdos abordados pela autora são fortes e sem nenhum tipo de encantamento ou abordagem delicada.

"The thing I don't say is: I want to stay alive. The reason I don't say it is because, given that fat folder in front of him, he'd never believe it. And there's something else he'd never believe - I'm fighting to be here in this shitty, messed-up world. Standing on the ledge of the bell tower isn't about dying. It's about having control. It's about never going to sleep again."

as quatro estações do amor

Resenha: Segredos de Uma Noite de Verão (As Quatro Estações do Amor #1) - Lisa Kleypas

28.9.15


"Para desconforto de Annabelle, ela não conseguia desviar o seu olhar do dele. Parecia que uma sensação sutil de reconhecimento ocorrera entre os dois - não como se tivessem se encontrado antes, mas como se tivessem chegado perto um do outro várias vezes até que por fim um destino impaciente forçara seus caminhos a se cruzarem."

 Obrigada destino por unir minha vida com o melhor romance de época que eu já li durante a última década (sem exageros). "Segredos de uma noite e verão" de Lisa Kleypas ganhou todo o meu coração e provavelmente me deixará com uma ressaca literária intensa e duradoura.
 Não é de hoje que eu me considero uma fã de carteirinha da autora, tendo me apaixonado perdidamente pela série "Os Hathaway" publicada na íntegra pela editora Arqueiro aqui no Brasil (se você não leu os livros da melhor família literária já existente, corra agora para uma livraria e garanta todos os exemplares). 
 Lisa Kleypas tornou-se sinônimo de referência literária para todos os outros livros do gênero, permanecendo imbatível no topo da minha lista de melhores autoras de romance histórico, sendo possível comprovar seu status elevado ao resenhar sobre o primeiro livro da série "As Quatro Estações do Amor" (p.s: vou hiperventilar em vários momentos da resenha, relevem minha empolgação).
 Em "Segredos de uma noite de verão" somos apresentados a história de Annabelle. Uma mocinha cuja a morte do pai resultou em uma vida repleta de dívidas financeiras que só poderiam ser solucionadas com um casamento entre Annabelle e algum nobre rico da alta sociedade. Apesar da solução simples, a mocinha de idade avançada para a época (quase 25 anos) e sem um dote à oferecer para seu futuro marido, ficou conhecida entre os membros da aristocracia como uma solteirona que nunca iria casar-se.
 É "esquentando cadeira" em mais um evento social que Anabelle começa a criar laços de amizade com outras moças que também são intituladas pela sociedade de "solteironas". Além da mocinha, o quarteto é composto por Lilian e Daisy, duas irmãs americanas que não se encaixam na sociedade londrina e Evie, uma moça ruiva e cheia de sardas que não consegue manter uma conversação amigável com nenhum rapaz pelo fato de ser gaga.
 Juntas, as moças dão início a vários planos casamenteiros para garantir um bom marido à Annabelle que estava interessada em qualquer ser humano do sexo masculino que tivesse dinheiro, principalmente após ter descoberto que sua mãe Philippa submetia-se a situações degradantes para quitar algumas contas e dívidas da família.
 Com um plano traçado para "fisgar" a atenção de lorde Kendall (o único solteiro com todos os dentes na boca), Annabelle, Lilian, Daisy e Evie conseguem um convite para um evento social no campo e "armam" para flagrar Annabelle e Kendall em uma situação comprometedora e "prender" de vez o mocinho, porém nenhuma garota contava com a participação de Simon Hunt na trama bem elaborada.
 Simon-moreno-alto-bonito-e-sensual-Hunt era ligeiramente obcecado com Annabelle desde a primeira vez que a viu, fazendo de tudo para conseguir a atenção da moça e sendo ignorado completamente pela mocinha devido ao fato dele não ser da nobreza e Annabelle considerá-lo inescrupuloso.
 Porém nosso mocinho foi persistente e duro na queda (ainda bem) e não deixou-se amedrontar pelas recusas e leves insultos da moça, podendo-se dizer que graças a sua perseverança foi possível termos o final feliz que todas nós leitoras esperávamos e torcíamos.
 Com muita risada, girl power e sensualidade o romance de Lisa Kleypas é perfeito do começo ao fim, sendo uma leitura obrigatória para todos os fãs do gênero. Agora convido você que já leu o livro a seguir em frente com a resenha, pois vou citar cena por cena do livro e dar muitos spoilers. Você que não leu o livro ainda, leia e por favor volte para checar o resto (e melhor parte) dessa resenha.

entre o amor e a vingança

Resenha: Entre O Amor e A Vingança (O Clube dos Canalhas #1) - Sarah MacLean

19.9.15


 Depois de muito relutar em tirar o plástico que envolvia esse livro, eu finalmente resolvi rasgar sua bela embalagem e ler um dos romances de época mais comentados dos últimos anos. 
 "Entre o amor e a vingança" de Sarah Maclean foi lançado originalmente em 2012 e desde então eu venho "namorando" esse livro no Goodreads, portanto a primeira coisa que eu preciso comentar é a beleza dessa capa que caracteriza de modo perfeito minha imagem da mocinha e praticamente grita na sua cara: "romance de época meigo e fofo, me compre agora". Então nem preciso dizer que comprei esse livro pela capa, sem nem ler o resumo da história *me julguem.
 Passado as impressões iniciais, vamos ao que realmente nos interessa: o enredo da obra. "Entre o amor e a vingança" conta a história de Penélope e Michael (Lorde Bourne). Penélope é a típica mocinha "Taylor Swift" de 1831, digo isso no sentido da moça ser uma romântica incurável, daquelas que vivem com a cabeça nas nuvens criando cenários imaginários dignos de contos de fadas.

"Ela queria mais. A palavra passou sussurrando por seus pensamentos em uma onda de tristeza. Mais. Mais do que ela teria no fim. Mais do que ela jamais deveria ter sonhado."

 Com a terrível idade de 28 anos, nossa mocinha era considerada uma solteirona azeda que nunca encontraria um marido, principalmente após ter sido abandonada por seu primeiro noivo alguns meses antes de concretizar o casamento. Na intenção de livrar-se da filha mais velha que além de encalhada estava atrapalhando as irmãs mais novas de conseguirem arrumar um casamento, o pai de Penélope vincula o dote da moça com uma antiga propriedade em Surrey, cujo o dono por direito era ninguém mais ninguém menos que Lorde Bourne.
 Michael era o oposto da mocinha sonhadora. Ao ter perdido todo seu dinheiro e terras em uma aposta aos 21 anos, Bourne tornou-se obcecado em subir novamente na vida e vingar-se do homem que praticamente roubou todos os seus bens materiais, tendo a vingança como único sentimento e motivação por mais de 10 anos em sua vida. Agora aos 31 anos de idade, Michael comanda um dos cassinos mais populares de Londres intitulado "O Anjo Caído" e com sua fortuna restabelecida só lhe resta tomar de volta sua terra. 
 Com esse objetivo principal de recuperar sua propriedade nem é preciso dizer que Lorde Bourne literalmente corre para se casar com Penélope e finalmente iniciar seu plano vingativo. Sem intenção nenhuma de apaixonar-se ou se preocupar com a esposa, Michael apenas utiliza Penélope como "um meio para o fim", porém como o homem não é de ferro e a mocinha é persistente ao extremo, os sentimentos de ambos passam por uma montanha russa no decorrer da narrativa.
 Quero muito comentar as coisas que ocorrem depois desse casamento e até mesmo antes, portanto inicia-se aqui a seção de spoilers. Se você não leu o livro eu realmente recomendo a leitura, a obra não entrou na minha lista de favoritos, porém se você está procurando um livro no estilo "conto de fadas" e que explore bem a temática sentimental e romântica, a obra de Sarah Maclean não irá decepcioná-lo. Já se você leu esse livro, siga em frente com a leitura e vamos ver se nossas ideias são parecidas.

fangirl

Resenha: Fangirl - Rainbow Rowell

11.9.15


 Não é de hoje que Rainbow Rowell encanta meu pobre coração com seus romances, no ano passado ao ler "Eleanor e Park" meu coração ficou mais leve ao adentrar o mundo criado com perfeição pela autora e com "Fangirl" não foi diferente.
 Antes de contar o enredo da história, já aviso que essa resenha não terá spoilers então é só ler e aproveitar parágrafos de puro amor e adoração, já que "Fangirl' entrou para minha lista de favoritos.
 Depois de anos enrolando a leitura dessa obra, finalmente decidi tirar esse livro da minha pilha de espera e me aventurar pelo universo de Cath e Wren, gêmeas idênticas que são fãs obcecadas de uma série de livros intitulada "Simon Snow". Todo o enredo do livro baseia-se na existência dessa série fictícia e as fanfics escritas e publicadas por Cath e Wren no decorrer dos anos, já que ambas as garotas leem esses livros desde a infância.
 Aos 18 anos e prontas para iniciarem a faculdade a rotina entre as gêmeas muda. As meninas que faziam tudo juntas, sofrem sua primeira separação por vontade de Wren. A irmã de Cath não quer dividir de novo o quarto com a irmã e escolhe outra garota para ser sua colega de quarto, deixando a gêmea chateada e mais socialmente reclusa do que o normal.
 Cath é o oposto de sua irmã, tanto fisicamente quanto intelectualmente. A mocinha do livro tem sérios problemas de convívio social, chegando a sofrer de grande ansiedade. A cena mais engraçada do livro é ocasionada devido esses problemas, já que Cath passa 1 mês na faculdade se alimentando de barrinhas de proteínas, pois não teve coragem de procurar o refeitório (quem nunca?).
  Além da separação de quartos, Wren também para de escrever fanfics com a irmã, deixando Cath responsável por continuar o enredo da história intitulada "Siga em Frente" escrita por Magicath (nome de usuário de Cath).
 A importância dessas histórias escritas por Cath são gigantescas e a garota é um verdadeiro fenômeno da internet, chegando a conhecer até mesmo uma fã dentro da faculdade. Festas, amigos e todo tipo de convívio exterior são recusados pela garota que passa todo seu tempo livre escrevendo capítulos para sua fanfic. Cath tem como objetivo terminar sua história antes da autora de "Simon Swon" lançar o oitavo e último livro da série.
 Apesar da relutância em fazer amigos Reagan e Levi rompem as barreiras dessa menina tímida. Reagan é a colega de quarto de Cath, uma menina com aparência e modos rudes que tem como amigo Levi, um menino alto e de cabeleira incontrolável que futuramente irá conquistar o coração de nossa mocinha.

academia de vampiros

Resenha: O Circulo Rubi (The Ruby Circle - Bloodlines #6) - Richelle Mead

31.8.15


 Depois de 7 anos acompanhando os personagens criados por Richelle Mead nas séries Vampire Academy e Bloodlines é triste aceitar que essa saga chegou ao fim e infelizmente terminou de um jeito completamente decepcionante.
 Essa resenha irá basear-se no último livro da série Bloodlines - The Ruby Circle ou O Circulo Rubi como ficou traduzido o título dessa obra aqui no Brasil ao ser publicado pela editora Seguinte (selo da editora Companhia das Letras). A série Bloodlines é um spin-off da série Vampire Academy ou Academia de Vampiro que no Brasil foi publicada pela editora Agir. 
 Com os famosos personagens de VA (carinhosa abreviatura para Vampire Academy), Bloodlines focou-se em Adrian, Sydney, Jill e Eddie como os "protagonistas", sendo toda a trama desenvolvida em torno do casal Adrian e Sydney (Nome do fandom: Sydrian) e os problemas enfrentados pelos mesmos ao tentar manter um relacionamento e ao mesmo tempo solucionar a enxurrada de problemas criados por Richelle Mead.
 A breve parte sem spoilers termina nesse exato momento, não tem como comentar esse livro sem estragar toda a série de VA e Bloodlines, portanto se você está lendo algum livro dessa saga ou ainda não terminou a leitura de The Ruby Circle não leia mais essa resenha, pois ela estará cheia de spoilers. Termine sua leitura e depois volte aqui para ler e compartilhar meus sentimentos com relação ao livro e a série em geral. 

à procura de audrey

Resenha: À Procura de Audrey (Finding Audrey) - Sophie Kinsella

15.8.15


"So now you know. Well I suppose you don't know - you're guessing. To put you out of your misery, here's the full diagnosis. Social Anxiety Disorders, General Anxiety Disorder and Depressive Episodes. Episodes. Like depression is a sitcom with a fun punchline each time. Or a TV box set loaded with cliffhangers. The only cliffhanger in my life is, 'Will I ever get rid of this shit?' and believe me, it gets pretty monotonous"

    À Procura de Audrey é o título nacional da mais nova obra da britânica Sophie Kinsella, publicada pela editora Galera Record esse mês no Brasil. Como leitora apressada, adquiri o livro em inglês antes do lançamento em português, portanto todas as frases retiradas da obra e postadas nessa resenha se encontrarão em língua inglesa. Durante essa resenha irei comentar sobre vários trechos do livro que me chamaram a atenção, porém não considero isso como spoiler pois a temática do livro é bem simples. Além disso quero declarar que eu vou claramente ficar animada e tecer elogios à Sophie Kinsella porque essa autora ganhou totalmente meu coração. 
   Avisos feitos, vamos começar a resenha explicando a narrativa da obra. "À Procura de Audrey" conta a história de Audrey, uma menina de 14 anos que sofre de um caso extremo de ansiedade e depressão. Ninguém sabe ao certo o que desencadeou esse problema com a garota, a única coisa que o leitor consegue deduzir foi que algumas garotas de seu antigo colégio praticavam um certo tipo de bullying para Audrey, fato que ocasionou essa série de transtornos mentais na garota e a fez sair do colégio.
   A narrativa é iniciada com Audrey em sua casa, contando os problemas sofridos por sua família que é composta por: sua mãe que é viciada no jornal local e faz tudo o que lá é publicado; seu pai que é um ex-músico e aparenta ser mais tranquilo que sua esposa; seu irmão mais velho Frank que é viciado em jogos online e seu outro irmão Felix que é o caçula e amor de toda a família. 
   Depois dos problemas ocorridos em sua escola, Audrey não sai mais de casa e também recusa-se a tirar seus óculos escuros, pois ela alega não estar preparada para estabelecer contato visual com ninguém, portanto o livro todo ocorre dentro do ambiente familiar sendo os únicos intrusos a Doutora Sarah que é a terapeuta de Audrey e Linus que é um amigo e companheiro de jogo de seu irmão mais velho.
   Por mais simples que a narrativa possa parecer, a personagem criada por Sophie Kinsella conquista o leitor principalmente aquele que sofre ou já sofreu dos mesmos problemas apresentados por Audrey (Bia levanta a mão lentamente). A autora não tem medo de explorar a mente da personagem e mostrar aos leitores o quanto ter ansiedade e depressão é difícil e cansativo. 

colleen hoover

Resenha: O Lado Feio do Amor (Ugly Love) - Colleen Hoover

15.7.15


 Embalada na leitura de "Losing It" de Cora Carmack resolvi ler um dos romances mais comentados da autora Colleen Hoover que é Ugly Love. 
 No Brasil esse livro tem previsão de lançamento para o próximo mês pela editora Record e o título em português foi traduzido como "O lado feio do amor", então para aqueles que não estão com vontade de ler em inglês, a versão nacional já se encontra em pré-venda nas maiores livrarias online.
 Desde já devo avisar que essa resenha terá vários trechos em inglês do livro, pois eu necessito comentar certas partes da narrativa e provavelmente alguns spoilers aparecerão no meio dos comentários, porém avisarei antes de contar qualquer parte reveladora. Outra questão importante é que essa resenha será totalmente negativa, pois eu destetei o romance criado por Collen Hoover. Portanto se você leu a história e se apaixonou pela narrativa e seus personagens, não aconselho ler essa resenha já que minha opinião sobre os elementos que compõem esse livro não será em nenhum momento favorável.
 Feito os avisos iniciais, vamos ao breve resumo da obra. "Ugly Love" é um livro considerado "young adult" (novo adulto) e conta a história de Tate uma mulher de 23 anos que após terminar com seu namorado muda-se para o apartamento do irmão Corbin que é piloto de avião. A moça tinha a vida planejada, iria fazer mestrado, arrumar um emprego em sua área de formação e procurar um lugar para morar sozinha assim que conseguisse se estabilizar financeiramente, porém ela não planejava em conhecer Miles.
 Miles é o mocinho dessa história. Com 24 anos, o rapaz também trabalha como piloto e é "vizinho" de Corbin, morando de frente para seu apartamento. Miles e Tate se conhecem em uma situação pouco comum, o mocinho desmaiado de bêbado em frente a porta do apartamento de Corbin impede Tate no dia da mudança de entrar na casa.  Ao ligar para o irmão, Tate descobre que Miles é seu amigo e ajuda o desconhecido a entrar dentro do apartamento, iniciando-se assim a história de ambos.
 A atração sexual entre Miles e Tate é criada desde o primeiro contato visual, assim com o passar do tempo quando Miles propõe à Tate um relacionamento baseado apenas em sexo, a moça topa sem hesitação. Porém as regras impostas por Miles sobre nunca perguntar sobre seu passado e não esperar um futuro amoroso entre ambos complicam o relacionamento de nossos protagonistas.
 Isso é o fim da resenha sem spoiler, a partir desse momento se você não leu o livro peço que não continue a leitura dessa resenha, pois a história será desvendada nos próximos parágrafos e eles terão spoilers. Feito esse aviso, vamos seguir em frente.

cara carmack

Resenha: Perdendo-me (Losing It) - Cora Carmack

11.7.15


 Losing It foi um livrinho tão despretensioso que eu achei digno fazer uma resenha-sinopse desse "chick-lit".
 Lançado originalmente em 2012, Losing It foi traduzido e vendido no Brasil pelo  +Grupo Editorial Novo Conceito no final do ano passado com o título de "Perdendo-me". Desde a data de lançamento nos EUA eu vinha "namorando" esse livro pelo Goodreads, devido a sua sinopse de romance "água com açúcar" e sua promessa de uma leitura rápida e descompromissada.
 Cara Carmack realmente cumpre o prometido. Losing it apresenta a história de Bliss, uma garota de 22 anos (minha idade o/) que está no último semestre da faculdade de artes cênicas e ainda é virgem. Cansada de sua virgindade e desapontada por ser a única garota de sua idade pura e inocente, Bliss conta seu problema para a amiga Kelsey (que é o oposto da protagonista) e juntas elas vão à um bar encontrar um homem para Bliss perder sua virgindade.
 É nesse bar que nossa heroína encontra Garrick, um loiro alto de olhos azuis, com sotaque britânico e ainda por cima lendo Shakespeare (suspiro apaixonado). Como todo bom romance, a química entre Bliss e Garrick é instantânea e logo nesse primeiro encontro repleto de beijos e faíscas as coisas começam a se encaminhar para o desfecho que Bliss tanto deseja, porém a mocinha surta e abandona o coitado minutos antes deles consumarem a relação.
 Envergonhada com o que fez, Bliss tenta superar o fracasso da noite anterior pensando que nunca mais iria encontrar o britânico em sua vida, porém no próximo dia ao chegar na faculdade ela descobre que o rapaz com quem tinha ficado é seu novo professor. Começam assim os problemas do amor proibido e da indecisão de Bliss.

o substituto

Resenha: O Substituto (Ordem da Escuridão #1) - Philippa Gregory

8.7.15


 Mudando um pouco o gênero, essa semana li o primeiro livro "jovem" ("young adult") de uma das minhas autoras preferidas, Philippa Gregory.
 O Substituto pertence a uma série de livros denominada "Ordem da Escuridão", o primeiro volume foi lançado recentemente pela editora Record através do selo da Galera Record, o que já indica a faixa etária do livro. A editora oficial da autora consta com vários outros títulos publicados (e indicados) como "A Irmã de Ana Bolena" que faz parte da série sobre a dinastia Tudor entre várias outras obras históricas para aqueles que gostarem da escrita da autora (termina aqui o momento fangirl).
 O primeiro volume da série "A Ordem da Escuridão", apresenta os personagens principais da narrativa e como eles se conheceram. A narrativa inicia-se com Luca sendo nomeado membro de uma Ordem misteriosa, cuja intenção é fazer o nosso protagonista ir à locais onde coisas estranhas e não religiosas acontecem para interrogar as pessoas, resolver os conflitos e propagar a fé católica.
 Luca recebe o nome de "inquisitor" devido sua função e para auxiliá-lo durante seu trabalho o menino leva seu companheiro Freize e o copista Peter. A primeira missão de Luca é ir à Abadia de Lucretili, onde coisas obscuras estavam acontecendo com as mulheres que lá habitavam.
 É nessa missão que nosso mocinho conhece Isolde e sua companheira fiel Ishraq. Após a morte do pai, Isolde descobriu que não tinha muitas escolhas na vida, já que seu pai colocou em seu testamento que a moça deveria ou se casar ou ir para a abadia. Rejeitando a primeira opção, a mocinha se torna a abadessa do convento contra sua vontade e é no convento que o destino de todos os personagens se cruzam e o enredo se inicia.

resenha

Resenha: Uma Noite Para Se Entregar (Spindle Cove #1) - Tessa Dare

4.7.15


 Infelizmente inicia-se nesse blog a série: Abandonada Por Você, onde Beatriz (a autora desse blog) irá relatar sua luta intelectual ao tentar ler inconstante vezes o mesmo livro antes de abandoná-lo de vez. E o primeiro livrinho estreante dessa série é Uma Noite Para Se Entregar da autora Tessa Dare. 
 Antes de começar as críticas e possíveis spoilers (avisarei antes de escrever qualquer tipo de spoiler), vamos sintetizar o enredo do livro.
 A história criada por Tessa Dare ocorre em 1813 num lugar denominado Spindle Cove. A cidadezinha é a representação do cenário perfeito para todas as moças da sociedade que não conseguem seguir ou comportar-se adequadamente para a época. Comandada por Suzanna Finch, uma mulher de cabelos ruivos com comportamento e ideais revolucionários para sua época conservadora, a cidade refúgio para mulheres cresce a cada dia que passa.
 As damas desse lugar pacífico, vivem em perfeita harmonia com seus dias da semana fixamente delimitados por uma rotina criada por Suzanna. Porém a paz desse ambiente é destruída com a chegada do tenete-coronel Victor-Bramwell, que vai a cidade com o desejo de conversar com o pai da nossa heroína e restabelecer seu comando militar. Nosso pobre mocinho levou um tiro em seu joelho e isso prejudicou seu desempenho e papel durante a guerra, ficando dessa forma impossibilitado de liderar seus homens. 
 Ao conversar com o pai de Suzanna, Victor descobre que só poderá ter seus desejos concedidos se criar uma milícia respeitável  na cidadezinha de Spindle Cove e é assim que iniciam-se os problemas da nossa narrativa.
 Pode-se dizer que essa leve sinopse resume basicamente toda a história do livro, porque a narrativa de Tessa Dare consegue se limitar ao resumo encontrado no verso da obra.
* Se você não leu o livro, o restante da resenha pode conter spoilers. Portanto se o resumo do livro te deixou com vontade de ler ou se você está lendo a história e não quer descobrir informações importantes, recomendo não prosseguir a leitura completa da resenha. 

julia quinn

Resenha: O Duque e Eu (Os Bridgerton #1) - Julia Quinn

30.6.15


 "O Duque e Eu" é o primeiro livro da série "Os Bridgertons" da autora Julia Quinn. Essa série é composta por 8 livros e cada narrativa irá contar como todos os filhos de Violet Bridgerton encontraram seus respectivos amores.
 O primeiro livro, relata a história de Daphne a primeira filha de Violet que alcançou a idade de encontrar um marido e se casar. Daphne é a típica mocinha cujos cabelos e olhos castanhos não despertam a atenção de nenhum cavalheiro com menos de 60 anos. Com sua personalidade simpática e amigável, Daphne acaba se tornando uma amiga para todos os possíveis pretendentes que acabam buscando outras mulheres para cortejarem. Vindo de uma família grande, a mocinha sonhava em se casar com alguém que amasse e formar um lar repleto de filhos.
 Diferente de Simon Basset. O protagonista da história é conhecido como um libertino de poucas palavras que tinha abandonado Londres devido as constantes desavenças com seu pai. Após a morte do terrível duque, Simon abandona a vida de aventureiro e retorna à Inglaterra para assumir o título de novo duque de Hastings. E é assim que o destino dos dois protagonistas se cruzam.

"Por um instante Daphne se esqueceu de respirar. Justo quando havia concluído que seu suposto salvador era irremediavelmente arrogante, ele tinha que lhe sorrir daquela maneira... Era um daqueles sorrisos de menino, do tipo que derrete corações femininos num raio equivalente de 15 quilômetros"

loretta chase

Resenha: O Príncipe dos Canalhas - Loretta Chase

27.6.15


 O Príncipe dos Canalhas de Loretta Chase conta a história do marquês Dain (conhecido também como Sebastian ou lorde Belzebu) e Jessica Trent. A trama inicia-se quando Jessica é chamada para salvar seu irmão Bertie das "garras" de Dain que envolveu o inocente e inexperiente moço em apostas e prostitutas. Com a intenção de colocar juízo na cabeça do irmão, Jessica o acompanha até a loja de "quinquilharias" da qual Sebastian é o dono e é nesse primeiro encontro que os problemas aparecem.  Jessica é considerada uma verdadeira "solteirona", pois está próxima dos trinta anos de idade e nunca se casou. Seu desejo é abrir uma loja de antiguidades para poder se sustentar e viver independente. Enquanto Dain também não demonstra nenhum interesse no casamento, o marquês é fã declarado dos jogos de aposta e das cortesãs da época. Nutre certa aversão pelas damas da sociedade e pode ser facilmente encontrado em ambientes impróprios para qualquer mocinha recatada. Seu apelido de lorde Belzebu, faz uma analogia ao seu comportamento e aparência. 
 Logo no início nota-se a recriação da história "A Bela e a Fera". O mocinho feio e com temperamento complicado encontra a beldade da cidade, uma dama pura e educada segundo os padrões da sociedade. Como fã dos contos de fadas e filmes da Disney, O Príncipe dos Canalhas aparentava ser o melhor romances histórico do ano, porém devo admitir que ele foi decepcionante.
 Até as 100 primeiras páginas estava adorando a escrita de Loretta Chase. Os diálogos bem elaborados e a perfeita construção dos personagens (especialmente Dain, cuja autora realmente se aprofunda em suas características e problemas pessoais) me deixaram inicialmente empolgada e ansiosa para ler o desenrolar do romance, porém foi justamente no romance que a autora conseguiu me decepcionar.