arc

Resenha: Miss Subways - David Duchovny

6.5.18


"It was rare that she was without a book - she favored nineteenth-centuty novels: George Eliot, Jane Austen, Charles Dickens - but this was one of those times she lacked printed matter (...) Ever since she could read, Emer had felt the compulsion to read and even reread - cereal boxes, toothpaste tubes, subway ads. She was a reader. It defined her."

 "Miss Subways" de David Duchovny é o terceiro romance publicado pelo autor, o qual conta a estória de Emer, uma mulher na casa de seus quarenta anos a qual teve um tumor no lobo temporal quando pequena e desde então sofre consequências alucinógenas de sua doença. 
 Morando em Nova York em um pequeno apartamento com seu namorado Con, a professora de educação infantil recebe inesperadamente a visita de um duende - por falta de melhor definição - o qual mostra para Emer seu futuro na tela de um smartphone
 Sid - o duende porteiro - exibe um vídeo onde Con encontra Ananzi - uma suposta deusa africana - e morre atropelado durante o encontro, porque o homem irritou os deuses antigos ao escrever um livro sobre sua cultura.
 Para salvar seu namorado, Sid diz que Emer deve desistir de seu desejo de envelhecer ao lado de Con. Somente dessa maneira o rapaz sobreviverá a fúria de Ananzi. O único problema é que ao fazer isso, Con não se lembraria de Emer e tudo aquilo que viveram juntos. E Emer estaria proibida de fazer qualquer tipo de contato com o rapaz, caso contrário seu sacrifício seria em vão e ele morreria novamente.
 Em um misto exagerado de realismo mágico com ficção adulta, o novo livro de David Duchovny conquista leitores de todas as idades.

julia quinn

Resenha: Mais Lindo Que A Lua (Irmãs Lyndon #1) - Julia Quinn

25.4.18


 Quando Julia Quinn iniciou sua obra com a seguinte carta ao leitor dizendo: "(...) dessa vez decidi fazer meu herói mergulhar de cabeça no amor já na primeira frase (...)", as minhas suspeitas de embuste foram confirmadas.
 Aos 24 anos, Robert encontra Victoria de 17 anos, andando bucolicamente em sua propriedade e resolve amá-la (é, simples assim). Só que o rapaz como um rico membro da aristocracia e a garota sendo uma mera filha do vigário, foram impedidos de concretizarem esse amor profundo devido as interferências de seus pais, os quais colocaram umas neuras nas cabeças furadas dos protagonistas e  os fizeram duvidar da veracidade de seus sentimentos.
 Mesmo assim, eles ignoram as paranoias e armam um plano de escaparem das garras patriarcais e serem felizes. Eis que no dia combinado para fugirem, tudo dá errado e os mocinhos apaixonados não conseguem viverem "felizes para sempre".
 O tempo passa (e um dia infelizmente a gente nunca aprende), Robert e Victoria se reencontram e iniciam novamente seu relacionamento, desvendando os mistérios do passado e se reconectando a cada dia que passa.

como se vingar de um cretino

Resenha: Como Se Vingar De Um Cretino - Suzanne Enoch

6.4.18


 Em primeiro lugar, fica aqui meu grito de felicidade: ESSA É A SUZANNE ENOCH QUE EU AMO E CONHEÇO. SAUDADES DE VOCÊ, SUA LINDA.
 Em segundo lugar, vamos a resenha: Anos atrás o visconde Dare participou de uma infeliz aposta entre amigos, a qual consistia em seduzir lady Georgiana Halley. E a pobre debutante inocente, caiu perfeitamente na armadilha orquestrada.
 Algum tempo depois - 6 anos, para ser exata - Georgiana resolve vingar-se do falido visconde, ao fazê-lo se apaixonar por ela só para poder destruir seu coração e ensinar-lhe a valiosa lição de que não deve-se brincar com os sentimentos alheios. Agora, todo mundo sabe como é que essa estória termina, não é mesmo?

batman

Resenha: Batman | Criaturas Da Noite (Lendas Da DC #2) - Marie Lu

11.3.18


 Cá estou eu, lendo livro do Batman, o meu herói - se é que podemos realmente considerá-lo diferente e especial de nós reles humanos - menos favorito da Liga da Justiça.
 Na saga "Lendas Da DC" composta por quatro livros, temos Marie Lu - famosa autora por sua trilogia "Legend" e "Jovens de Elite" - narrando a estória do jovem Bruce Wayne, antes mesmo dele se transformar na figura heroica de Batman.
 Vivendo na cidade de Gotham, ao completar seus 18 anos, Bruce envolve-se em um acidente problemático - culpa de sua personalidade impulsiva - e como consequência por suas ações o rapaz é sentenciado a prestar serviço comunitário no Asilo Arkham - o que na realidade não faz jus ao nome e funciona apenas como uma prisão para criminosos perigosos.
 Lá chegando - como todo adolescente com os hormônios a flor da pele - Bruce encontra a bela, enigmática e sedutora Madeleine. Uma das maiores integrantes de um grupo de delinquentes intitulados "Criaturas da Noite".
 Condenada por inúmeros assassinatos, a garota de longos cabelos negros e olhos misteriosos, se recusa a cooperar com a polícia da cidade sobre os planos de sua atual gangue, a qual - seguindo a filosofia Robin Hood de ser - está matando todos os ricaços de Gotham.
 Todavia, Wayne e seu charme de rico com alma de sofredor, acabam impressionando a garota e juntos eles iniciam uma interação perigosa demais para Bruce seguir sozinho. 

a viajante do tempo

Resenha: A Viajante Do Tempo (Outlander #1) - Diana Gabaldon

22.2.18


 "Outlander" e todo o seu universo representa o amor da minha vida. E com o relançamento das obras em novas - e maravilhosas - capas contendo as imagens de Sam Heughan e Caitriona Balfe, percebi que já estava mais do que na hora de escrever uma resenha/carta de amor para "A Viajante Do Tempo", primeiro volume dessa épica epopeia.
 Em 1945, Claire Randall, uma enfermeira recém-saída da assombrosa guerra mundial, tenta uma segunda lua de mel com seu marido Frank Randall, na bela e folclórica Escócia. Lá chegando, Claire - além de tentar rencontrar-se com o esposo - aproveita para explorar o atraente país, chegando até mesmo a presenciar deslumbrantes rituais e perscrutar a natureza local.
  E é em um desses seus passeios pelo bosque que a Sra. Randall depara-se com um círculo de pedras em Craigh na Dun. Como se ouvindo sons emitidos de outro mundo e sendo atraída por esse místico local, Claire apoia suas mãos em um dos monumentos e acaba sendo transportada para a Escócia no ano de 1743.
 Em um momento conflitante para o país, o qual encontrava-se em guerra com a Inglaterra, Claire encontra certo conforto na presença do forte guerreiro escocês James Fraser, fazendo com que a inquestionável decisão de voltar para Frank e sua atual vida, se transformasse em um conflito muito mais emaranhado, ao começar a questionar seus sentimentos pelo soldado ruivo das Terras Altas.

rainha das sombras

Resenha: Rainha Das Sombras (Throne Of Glass #4) - Sarah J. Maas

5.2.18


"We do not look back, Chaol. It helps no one and nothing to look back. We can only go on. 
There she was, that queen looking out at him, because it made him feel so strangely young - when she now seemed so old. "What if we go on," he said, "only to more pain and despair? What if we go on, only to find a horrible end waiting for us?
Aelin looked northward, as if she could see al the way to Terrasen, "Then it is not the end"

SPOILERS ALL THE WAY DOWN
NÃO ESPERE UMA RESENHA COESA E COERENTE

crooked kingdom

Resenha: The Language Of Thorns (Midnight Tales And Dangerous Magic) - Leigh Bardugo.

13.1.18


 "The Language Of Thorns" de Leigh Bardugo é uma coletânea de seis contos míticos envolvendo todo seu universo Grisha - o famoso grishaverse - agradando assim, leitores de sua trilogia original; "Sombra e Ossos", como aqueles que leram apenas sua nova duologia composta pelas obras de "Six Of Crows" e "Crooked Kingdom".
 Como fã da autora, "The Language Of Thorns" era um livro cujas expectativas estavam levemente elevadas, todavia a narrativa de Leigh Bardugo não surpreendeu muito durante essa leitura. Inclusive, alguns fãs perceberão rapidamente que a obra é composta por três contos já publicados online há alguns anos atrás. Portanto, apenas metade do livro apresenta conteúdo inédito.
 Com uma temática sombria e contos obscuros, Bardugo desenvolve perfeitamente as características específicas das fábulas. Temos personagens animais que apresentam traços humanos; protagonistas típicos e planos; uma prosa ritmítica e uma moral ao final de cada narrativa. 
 Os leitores já familiarizados com as versões sombrias dos originais contos de fada da Disney, pouco se surpreenderão com o estilo adotado pela autora, visto que cada uma de suas fábulas apresenta algum tipo de referência à esses antigos e consagrados enredos.