a viajante do tempo

Resenha: A Viajante Do Tempo (Outlander #1) - Diana Gabaldon

22.2.18


 "Outlander" e todo o seu universo representa o amor da minha vida. E com o relançamento das obras em novas - e maravilhosas - capas contendo as imagens de Sam Heughan e Caitriona Balfe, percebi que já estava mais do que na hora de escrever uma resenha/carta de amor para "A Viajante Do Tempo", primeiro volume dessa épica epopeia.
 Em 1945, Claire Randall, uma enfermeira recém-saída da assombrosa guerra mundial, tenta uma segunda lua de mel com seu marido Frank Randall, na bela e folclórica Escócia. Lá chegando, Claire - além de tentar rencontrar-se com o esposo - aproveita para explorar o atraente país, chegando até mesmo a presenciar deslumbrantes rituais e perscrutar a natureza local.
  E é em um desses seus passeios pelo bosque que a Sra. Randall depara-se com um círculo de pedras em Craigh na Dun. Como se ouvindo sons emitidos de outro mundo e sendo atraída por esse místico local, Claire apoia suas mãos em um dos monumentos e acaba sendo transportada para a Escócia no ano de 1743.
 Em um momento conflitante para o país, o qual encontrava-se em guerra com a Inglaterra, Claire encontra certo conforto na presença do forte guerreiro escocês James Fraser, fazendo com que a inquestionável decisão de voltar para Frank e sua atual vida, se transformasse em um conflito muito mais emaranhado, ao começar a questionar seus sentimentos pelo soldado ruivo das Terras Altas.

rainha das sombras

Resenha: Rainha Das Sombras (Throne Of Glass #4) - Sarah J. Maas

5.2.18


"We do not look back, Chaol. It helps no one and nothing to look back. We can only go on. 
There she was, that queen looking out at him, because it made him feel so strangely young - when she now seemed so old. "What if we go on," he said, "only to more pain and despair? What if we go on, only to find a horrible end waiting for us?
Aelin looked northward, as if she could see al the way to Terrasen, "Then it is not the end"

SPOILERS ALL THE WAY DOWN
NÃO ESPERE UMA RESENHA COESA E COERENTE

crooked kingdom

Resenha: The Language Of Thorns (Midnight Tales And Dangerous Magic) - Leigh Bardugo.

13.1.18


 "The Language Of Thorns" de Leigh Bardugo é uma coletânea de seis contos míticos envolvendo todo seu universo Grisha - o famoso grishaverse - agradando assim, leitores de sua trilogia original; "Sombra e Ossos", como aqueles que leram apenas sua nova duologia composta pelas obras de "Six Of Crows" e "Crooked Kingdom".
 Como fã da autora, "The Language Of Thorns" era um livro cujas expectativas estavam levemente elevadas, todavia a narrativa de Leigh Bardugo não surpreendeu muito durante essa leitura. Inclusive, alguns fãs perceberão rapidamente que a obra é composta por três contos já publicados online há alguns anos atrás. Portanto, apenas metade do livro apresenta conteúdo inédito.
 Com uma temática sombria e contos obscuros, Bardugo desenvolve perfeitamente as características específicas das fábulas. Temos personagens animais que apresentam traços humanos; protagonistas típicos e planos; uma prosa ritmítica e uma moral ao final de cada narrativa. 
 Os leitores já familiarizados com as versões sombrias dos originais contos de fada da Disney, pouco se surpreenderão com o estilo adotado pela autora, visto que cada uma de suas fábulas apresenta algum tipo de referência à esses antigos e consagrados enredos.

favoritos

Melhores Livros de 2017 | Best Books Of 2017

18.12.17



 Finalmente, chegou aquela época do ano, em que todos nós revemos conceitos e estabelecemos metas para um futuro melhor. E no caso dessa publicação, utilizaremos todos esses questionamentos e reflexões, para avaliar as questões literárias de 2017.
 Então, se a vida não está fácil para ninguém, as leituras nesse fatídico ano também não cooperaram muito para transformarem o mundo - pelo menos o meu - em um lugar melhor. No "2017 Reading Challenge" do Goodreads nota-se o quanto eu trapaceei na vida para alcançar minha meta de 30 livros lidos.

julia quinn

Resenha: Lady Whistledown Contra-Ataca - Julia Quinn; Mia Ryan; Suzanne Enoch e Karen Hawkins

28.11.17



 Declaro oficialmente que 2017 não foi o ano dos romances de época - juro que tentei, mas infelizmente chegou a hora de jogar a toalha e assumir derrota.
 Ainda esperançosa de que algum livro do gênero salvaria a pátria, tentei ler "Lady Whistledown Contra-Ataca". A obra, nada mais é, do que uma compilação de quatro contos envolvendo um enredo "misterioso" sobre o desaparecimento da pulseira de Lady Neeley - uma personagem rica que estava organizando um baile por aí.
 Portanto, durante todas as narrativas, as autoras fizeram seus personagens circularem em torno desse acontecimento e até mesmo encontrarem uns aos outros em diversas ocasiões (olá, crossovers), onde obviamente tudo foi descrito e documentado pela famosa Lady Whistledown.
 Sendo objetiva, o maior problema desse livro foi a rapidez e efemeridade dos acontecimentos. Romances de época já tendem a serem clichês e cansativos (quando lidos em excesso). Então, ao tentar enxugar e transformar essas obras em contos de 80 à 100 páginas temos uma overdose de amores desenfreados logo no primeiro capítulo de cada narrativa - onde os protagonistas se apaixonavam mais rápido do que tempo de preparo de um miojo.
 Mesmo sabendo das características próprias pertencentes ao gênero de contos, foi muito amor para o coitado do meu cérebro processar. Dito isso, vamos a uma pequena análise de cada estória.

favoritos

Resenha: Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

15.11.17


"The thing about a spiral is, if you follow it inward, it never actually ends. It just keep tightening, infinitely".

 "Tartarugas Até Lá Embaixo" foi lançado mundialmente há menos de um mês e desde então o livro está na minha enorme e crescente pilha de leitura, até que um belo final de semana, resolvi tirá-lo do limbo.
 A aclamada obra narra a estória de Aza, uma adolescente de dezesseis anos que tem dificuldades em agir como os demais - não porque ela é rebelde - mas, porque ela sofre de uma doença chamada: transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
 Como enredo para esse romance introspectivo, surge Davis - o garoto da casa ao lado - cujo desaparecimento repentino do pai, envolve Aza em uma busca pelo bilionário. Iniciando assim, o desenrolar da narrativa.
 Sendo leitora assídua das obras de John Green, desde 2010, criei um laço afetivo com esse autor - assim como outros milhares de leitores, os quais se identificam com seus romances e personagens - portanto, "Tartarugas Até Lá Embaixo" tinha todos os pré-requisitos para ser um bom livro e felizmente ele atingiu seu objetivo. 
 No entanto, a empolgação generalizada com o lançamento dessa obra, não a tornou imune a alguns problemas de desenvolvimento e execução. Os quais serão exemplificados nos parágrafos conclusivos dessa resenha, já que primeiramente é necessário citar os pontos positivos dessa trama. 

leigh bardugo

Resenha: Mulher-Maravilha - Sementes Da Guerra. - Leigh Bardugo

19.10.17


 Então, Leigh Bardugo escreveu um livro sobre a adolescência de Diana Prince, a.k.a Mulher-Maravilha. Se surtei quando descobri essa notícia? A resposta adequada seria dizer que sim, eu tive um ataque de fangirl com a novidade. Se me desapontei quando comecei a ler o livro? Novamente, a resposta adequada seria dizer que sim, a frustração foi grande.
 Mas, antes de entrarmos na questão da minha opinião, vamos ao breve resumo da obra. Em "Mulher-Maravilha - Sementes Da Guerra", somos apresentados a uma versão jovem de Diana. Aos 17 anos, nossa futura heroína encontrava-se em fase de treinamento na reclusa ilha das Amazonas. Por ter sido feita, literalmente, da lama e do sangue de Hipólita (sua mãe e Rainha), Diana sofria uma certo preconceito das outras garotas (porque, nem a Mulher-Maravilha está imune ao bullying #gentecomoagente).
 Eis que logo no início da narrativa, Diana e todas as outras Amazonas estavam participando de um torneio e ganhar seria muito importante para nossa heroína conquistar uma certa moral entre as outras mulheres. No entanto, no meio do caminho rumo à vitória, Diana depara-se com um acidente de barco e resolve abandonar a corrida para resgatar os sobreviventes dessa tragédia.
 Lá chegando, ela descobre que somente uma garota ainda estava com vida e resolve então trazê-la para a ilha das Amazonas. Acontece que, nenhum mortal é permitido dentro do universo dessas guerreiras. A punição para quem quebrasse essa regra era o exílio imediato. 
 Diana então, tenta solucionar o problema - conhecido também como Alia - o mais rápido possível. Principalmente ao descobrir que a presença da garota está envenenando a ilha, assim como o ambiente também está matando a moça. Com toda sua glória de heroína destemida, Diana enfrenta o Oráculo e descobre que é possível salvar tanto Alia, como a ilha das Amazonas, mas ela deve agir rápido se quiser conceber esse ato de grandeza.
 Juntas então, as meninas fogem da ilha e iniciam uma épica jornada juntas. Repleto de cenas de ação, aventura e muito girl power, Leigh Bardugo entrega basicamente tudo aquilo que foi prometido em sua sinopse. Então o que não funcionou para mim nessa obra?

julia quinn

Resenha: Simplesmente o Paraíso (Quarteto Smythe-Smith #1) - Julia Quinn

19.9.17


 "Simplesmente o Paraíso" é o primeiro de uma série de quatro livros, intitulados "Quarteto Smythe-Smith". Como o próprio nome indica, essa é uma saga focada em um grupo de garotas solteiras, que juntas formam uma desafinada e terrível banda musical dos anos 1800.
 E nessa obra inicial, iremos acompanhar a estória de Honoria, que após ver ser irmão ser praticamente expulso do país por ter cometido uma bobagem na mesa de jogos, ganha secretamente um novo protetor: o melhor amigo de infância da família, Marcus Holroyd.
 Marcus e Daniel (irmão de Honoria) se conhecem desde pequenos, e a presença do rapaz na casa dos Smythe-Smith era basicamente obrigatória. Fato que acabou transformando o moço em praticamente um membro da família.
 Portanto, quando o mocinho é acometido por uma grave doença, Honoria e sua mãe partem desesperadamente em seu encontro. E na angústia de curar o rapaz de sua terrível febre alta, sentimentos adormecidos acabam aflorando tanto em Honoria quanto em Marcus, já que é durante esse sombrio período,  que eles acabam descobrindo a verdadeira natureza de suas afeições.