quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Resenha: O Sol Também É Uma Estrela (The Sun Is Also A Star) - Nicola Yoon


 "O Sol Também É Uma Estrela" é um jovem adulto contemporâneo que vem causando bastante rebuliço no universo literário. Nicola Yoon inova ao criar uma obra com basicamente todos os temas que estão em voga na atualidade, além de complementar sua narrativa com um romance predestinado entre os protagonistas.
 Sendo minha primeira experiência com a autora e sua escrita, pode-se dizer que o resultado final da leitura foi bem agradável, ainda que algumas coisas aqui realizadas me incomodaram um pouco. Antes de irmos para o "prós e contras" do livro, é essencial fazer um breve resumo do enredo abordado.
 A obra de Yoon, conta a estória de Natasha e Daniel, dois personagens opostos que se atraem de maneira inexplicável. Tasha é a garota racional e científica que não acredita em destino ou acasos. Para ela a vida é uma sucessão de fatos que podem ser explicados de maneira lógica e quase sempre são consequências de suas ações (onde toda ação tem uma reação).
 Já Daniel é o oposto da garota. Com alma de poeta e romântico incurável, o rapaz acredita em teorias onde universos paralelos existem e o destino irá proporcionar e lhe mostrar aquilo que você deve fazer na vida (onde tudo já estava escrito e fadado a acontecer).
 Um belo dia, Daniel tinha uma entrevista marcada para conseguir entrar na faculdade de Yale (seus pais coreanos queriam que ele fizesse medicina e fosse um adulto bem sucedido) quando ele encontra Natasha andando distraída na rua e decide seguir a moça, porque algo dentro dele dizia que eles estavam destinados a se conhecerem.
 Porém, Daniel mal imaginava a peça que o destino lhe pregaria ao fazê-lo conhecer Natasha. A moça, que aparentemente era sua alma gêmea, estava vivendo seu último dia nos Estados Unidos. Sua família jamaicana, vivia ilegalmente no país há anos e por um erro de seu pai, as autoridades descobriram a situação irregular deles e estavam deportando o grupo todo.
 Então nesse último dia em solo americano, Daniel e Natasha vivem toda sua estória de amor que qualquer adolescente de 17 anos sonha viver (e basicamente o livro resume-se a esse enredo).

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Resenha: Pecados No Inverno (As Quatro Estações do Amor #3) - Lisa Kleypas

*Clique no título da obra para ler a resenha de  "Segredos de uma Noite de Verão"*

 Coloquem a música de abertura da "Maria do Bairro" no youtube, peguem seus lencinhos, arrumem um assento confortável e venham aproveitar esse novelão mexicano que foi "Pecados no Inverno" da Lisa Kleypas.
 Estava eu na famosa ressaca literária, quando resolvi apelar para os romances de época novamente. Sem muita paciência para a estória da Lillian (que era narrada no 2º livro dessa série), resolvi ignorar a ordem cronológica da saga e aventurar-me pela vida de sofrimento levada por Evangeline Jenner.
 Evie, faz parte do famoso quarteto das solteironas (as quais nem podem mais receber esse título, pois a maioria das moças já se casaram). Apesar de ser esguia e ter longos cabelos ruivos, a moça não conseguia arrumar um marido de jeito nenhum.
 Para complicar ainda mais sua situação, Evie também era gaga e tinha uma família horrível que estava forçando a moça a casar-se com seu próprio primo no intuito de receber seu dote milionário (spoiler alert: nossa heroína era extremamente mal-tratada dentro do lar, chegando a receber constantes agressões físicas de seu tio e até mesmo primo).
 Eis que vendo-se desesperada para sair dessa situação, Evie encontra Sebastian (mais conhecido como St. Vincent) e o pede em casamento. Porém, o pedido não foi nada romântico, já que a mocinha queria apenas sair legalmente das mãos de sua família e o único modo disso acontecer seria pelo matrimônio.
 Sebastian, que era um libertino devasso, porém financeiramente sem dinheiro algum no banco, logo aceita a oferta da moça (quem nunca?). E juntos eles casam-se rapidamente e iniciam sua jornada como marido e mulher em um relacionamento estreitamente "profissional" (*insira emoji de carinha piscando*). E nem precisa ser oráculo para saber o que irá acontecer no decorrer do livro, não é mesmo? 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Resenha: Corte de Névoa e Fúria (A Court Of Thorns and Roses #2) - Sarah J. Maas



 Sabe quando você gosta muito de um livro, porém lê ele na hora errada e estraga toda essa maravilhosa experiência de entregar-se à leitura de corpo e alma? Pois é, essa fatalidade aconteceu comigo e meu querido "ACOMAF" (ACOMAF = abreviação: "A Court Of Mist and Fury").
 Há meses, estava antecipando a leitura do segundo volume dessa série. E após ouvir inúmeros comentários e elogios à obra, minhas expectativas alcançaram níveis estratosféricos de tão altas (não teve um ser humano que não favoritou esse livro em 2016). Sendo "Corte de Espinhos e Rosas" uma das minhas leituras favoritas, acreditei piamente que não iria me decepcionar com absolutamente nada no decorrer desse livro. Só que infelizmente, desencantei-me com algumas coisas.
 Então (momento avisos), minha intenção nessa resenha não é ferir os sentimentos dos milhares de fãs que apaixonaram-se pela obra e sim expor minha opinião sobre o livro. Caso você não queira ler alguém criticando essa estória ou acha que essa obra é perfeita e sem defeitos, recomendo não seguir em frente com a leitura da  resenha (poupe-se da minha negatividade e críticas de revoltada). Esse texto também terá spoilers. Se você não leu "Corte de Espinhos e Rosas" e "Corte de  Névoa e Fúria" saia imediatamente dessa página e vá ler o primeiro livro dessa série (porque, apesar das minhas ressalvas eles são ótimos). E por último, como li o livro em inglês, farei certas traduções livres no decorrer do texto, pois não sei como ficou a tradução nacional de algumas palavras (ufa, agora acabou os recados).

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resenha: A Lâmina da Assassina (Throne Of Glass #0.1 - 0.5) - Sarah J. Maas


*contém spoilers de "Trono de Vidro"*

 "A Lâmina da Assassina" é um livro de contos que antecede os acontecimentos ocorridos no primeiro livro da série "Trono de Vidro" escrita pela dona do meu coração, Sarah J. Maas. E como fiel fã das peripécias de Celaena Sardothian, não hesitei em logo ler essa obra antes de dar continuidade aos outros livros dessa saga.
 Vale deixar a ressalva de que não gosto muito de ler narrativas executadas em forma de contos, pois esse gênero literário apresenta características que tornam difíceis minha completa imersão na leitura (sendo um deles a efemeridade das narrativas). E mesmo com a escrita impecável de Sarah J. Maas, sua obra não ficou imune as minhas implicâncias pessoais.
 Criando 5 contos distintos, Maas literalmente "amarrou" todas suas estórias para criar um livro contando como era a vida de Celaena durante sua estadia com Arobynn, mostrando seu treinamento; sua estadia na "escola de assassinos"; seus amigos; amores e aventuras. Apesar de retratar coisas importantes, não eram esses tópicos que eu gostaria de ter lido nesse livro.
 Esperava que "A Lâmina da Assassina" retratasse a estória de Celaena desde o início; mostrando sua infância; a morte de seus pais (o que foi que realmente aconteceu); como Arobynn achou ela; sua ida inicial à "academia de assassinos" e vários outros tópicos que antecederam e influenciaram sua vida antes dela tornar-se a matadora oficial do reino.
 A autora optou apenas por narrar os últimos fatos que antecedem a estória ocorrida em "Trono de Vidro" e como eu já havia lido os dois primeiros livros da série, basicamente os últimos contos ficaram previsíveis demais, perdendo um pouco o impacto que deveriam ter tido.
 Então, essa obra serviu apenas para mostrar e fazer o leitor compreender melhor a personalidade de Celaena, assim como perceber sua evolução e amadurecimento no decorrer dos livros. Se você é fã da série, a obra é mais do recomendada, principalmente porque todos dizem que a leitura desse livro é praticamente obrigatória para entender os futuros acontecimentos dessa saga (apesar de que que não consigo ver a urgente importância desses contos para compreensão da série, só lendo os outros livros para descobrir).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Melhores Livros de 2016 | Best Books Of 2016


 Então 2016 já foi praticamente embora e chegou aquele momento especial de fim de ano (não estou falando do show do Roberto Carlos) onde nós leitores revemos quais foram nossas maiores decepções literárias; estipulamos novas metas de leitura para o ano que está por vir (metas das quais eu nunca cumpro) e finalmente relembramos quais foram nossas melhores leituras no decorrer desses 365 dias.
 Portanto fiquem de olhos bem abertos que aqui vai a lista (em ordem numérica de importância) dos MELHORES LIVROS DE 2016 (\O/ \O/ \O/)


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Resenha: Crooked Kingdom (Six Of Crows #2) - Leigh Bardugo


 Se você quer ler uma resenha coerente, coesa e sem spoilers sobre a maravilhosidade que é Six Of Crows, clique no título da obra e aproveite um texto bem elaborado. Agora se você já leu Crooked Kingdom e quer ler uma resenha sem coerência, coesão e com spoilers, prossiga a leitura por sua conta e risco (já peço desculpas antecipada pela má qualidade do texto, minhas emoções impedem-me de ser organizada nesse momento).

"Dunyasha really believed she was the Lantsov heir, and maybe she was. But wasn’t what every girl dreamed? That she’d wake and find herself a princess? Or blessed with magical powers and a grand destiny? Maybe there were people who lived those lives. Maybe this girl was one of them. But what about the rest of us? What about the nobodies and the nothings, the invisivible girls? We learn to hold our heads as if we wear crowns. We learn to write magic from the ordinary. That was how you survived when you weren’t chosen, when there was no royal blood in your veins. When the world owed you nothing, you demanded something of it anyway"

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Resenha: O Acordo (Amores Improváveis #1) - Elle Kennedy


 Depois de ler "Six of Crows" da Leigh Bardugo tudo o que eu precisava na vida era um livrinho despretensioso para passar o tempo enquanto me preparo emocionalmente para ler "Crooked Kingdom". 
 Então fui logo para a sessão de livros "New Adult" e deparei-me com "O Acordo" de Elle Kennedy. Ignorando todos os meus problemas com esse gênero (e olha que eu devo ter uma lista deles) resolvi dar uma chance à esse livrinho e no final da leitura fiquei até contente por ter feito isso.
 "O Acordo" conta a estória de Hannah Wells uma garota de vinte e poucos anos (moderninha e descolada) que foi a única pessoa capaz de conseguir tirar nota alta na matéria de Ética Filosófica (nem ela sabe como conseguiu tal proeza) e isso chama a atenção de Garrett Graham.
 Graham é o capitão do time de hóquei (além disso ele é tipo o moreno alto, bonito e sensual que todas as meninas da faculdade desejam) e para manter sua posição no time ele precisa desesperadamente tirar boas notas em todas as matérias. O que obviamente não acontece na matéria de Ética.
 Ao descobrir que Hannah gabaritou a prova o rapaz transforma-se num verdadeiro chiclete ao tentar convencer Wells a lhe dar aulas particulares e ajudá-lo a recuperar sua nota. Diferente das outras meninas que morrem de amores por Graham, nossa mocinha diferentona não estava nem um pouco animada com a insistência do garoto.
 Porém Garrett descobre que Hannah era interessada em um rapaz popular e utiliza essa informação para conseguir suas aulas. Juntos eles fazem um acordo onde Graham fingiria ser namorado de Hannah para torná-la popular e em troca a menina iria finalmente ajudá-lo com seus estudos.
  Ninguém aqui precisa ser vidente para saber o que irá acontecer nesse enredo de filme de sessão da tarde, não é mesmo? Apesar do clichê "O Acordo" foi um dos livros mais legais que li dentro desse gênero.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Resenha: Six Of Crows - Sangue e Mentiras (Six of Crows #1) - Leigh Bardugo


“No mourners. No funerals. Among them, it passed for 'good luck.” 

 Leigh Bardugo era uma dessas autoras que estavam na minha lista de auto-rejeição, pois eu detestei "Sombra e Ossos" e todo o universo Grisha que a escritora havia criado em sua famosa trilogia. Portanto, quando "Six Of Crows" foi lançado eu tinha 0% de vontade de ler esse livro (pensava: "dane-se que o universo inteiro está amando essa obra, você não vai ler mais dois livros de uma trilogia chata só para poder ler "Six Of Crows").
 E foi com esse pensamento pequeno e limitado que eu passei 1 ano da minha vida sendo privada da maravilhosidade que é essa obra escrita por Leigh Bardugo (não ia ser trouxa, fui trouxa). "Six Of Crows" foi um dos melhores livros que li esse ano, apaixonei-me tanto pela escrita; pelos personagens e universo criados pela autora que estou seriamente pensando em dar uma nova chance à trilogia Grisha (por que eu realmente não tive coragem de finalizar essa saga, o que não prejudicou em nenhum momento o entendimento ou a leitura desse livro #ficaadica).
 Sem mais delongas, vamos a breve sinopse do livro. "Six Of Crows" basicamente conta a estória de 6 adolescentes "criminosos" que moram em Ketterdam, uma zona onde o dinheiro é o foco principal e tudo é resolvido por meio de lutas entre gangues.
 Kaz Brekker é um dos principais lideres desse local e portanto, quando o comerciante Jan Van Eck encontra-se em um gigantesco problema envolvendo os Grishas e uma droga poderosa e desconhecida que pode desencadear uma guerra entre os povos, o homem prontamente convoca Kaz para solucionar seus problemas.
 Incumbido de resgatar um prisioneiro dentro de uma das prisões mais protegidas do mundo, Brekker forma/reúne sua gangue e juntos eles embarcam em uma missão praticamente suicida. Contudo, caso eles conseguissem realizar tudo aquilo que foi estipulado por Van Eck os meninos de Ketterdam receberiam dinheiro suficiente para recomeçarem suas vidas.